Os resultados da Prova de Conhecimentos e Competências aplicada aos candidatos a professores não podem deixar-nos indiferentes. Para lá de toda a discussão mais ou menos demagógica sobre a sua existência, as evidências forçam todos os interessados no processo educativo (em rigor somos todos) a desenterrar a cabeça da areia. Não é por não se querer ver que a realidade se torna diferente. O facto é que existem muitos (serão sempre demasiados) que estão ou pretendem estar a exercer funções docentes sem a mínima preparação pedagógica e científica para o fazer. E recorde-se que a prova em causa avalia apenas a chamada componente comum. Os resultados serão ainda mais devastadores no dia em que a parte científica também estiver em causa. Perante as evidências, é preciso dar agora mais dois passos:
- aplicar uma prova a todos os candidatos a professores e aos que já exercem a função (sim, estou a falar dos docentes do quadro);
- rever de alto a baixo e sem contemplações o sistema universitário de formação de professores.
Em matéria de educação pública os interesses determinante devem ser os da formação dos alunos. Os desejos corporativos não podem impor-se sobre e apesar daqueles.
Nota complementar: se bem interpreto, a minha posição conta com o inesperado apoio da Fenprof para quem os “chumbos” não provam que estes professores sejam piores que outros. Parece-me provável, de facto, que existam outros iguais já a leccionar. Também esses devem ser avaliados.

Telegraficamente: http://lishbuna.blogspot.pt/2015/01/a-pa cc-tal-como-existe-e-um-absurdo.html
Cristalino, João.
Puro medo das perguntas da PACC vêem facilmente os jornalistas, nos responsáveis pela sua execução.
Ontem vi um estarola a inventar, atrapalhado sobre uma pergunta parva, feita por quem pouco mais sabe do que aparvalhar.
Crato sem as cábulas que tinha no seu antigo poleiro televisivo, fugiu a sete pés das perguntas da PACC, como qualquer cábula foge de um exame.
Depois da sua total inoperância cognitiva ter dado bronca numa falha de contas na colocação de professores, a pergunta persistente é esta:
– Para quando o exame da 4ª classe a Crato?
A minha avó tinha um cocó assim. A princípio achou-lhe piada e arranjou-lhe um poleiro, mas quando ele ficou maluco com as galinhas, que o rejeitavam, teve que pôr fim à sua miséria.
Crato é um zombie. Depois do arranque do presente ano lectivo não há regresso.
Que autoridade moral tem um professor chumbar um aluno a português, quando ele próprio dá 20 erros ortográficos?
Mais do que eu que só tenho a 3ª classe!
Tem uma autoridade imoral.
Crato à prova mais os nogueiras que não leccionam.
Apoiado.
Lembro o que diz o B Gates numa palestra do TED que aconselho a quem gosta de outras ideias. Realmente a função de professor é demasiado importante para a sociedade para que não seja uma prioridade fazermos tudo para que tenhamos os melhores e mais bem formados a dar aulas. O modo de lá chegar na era da web não é tão dificil como isso. Já manter capelinhas a conta do tacho publico alem de vergonhoso é dum desprezo proprio de terceiro mundo :os resultados aí estão para quem queira ver.
Já não é possível fazer de conta que nada se passa.
Este é o resultado das políticas iniciadas por M. Lurdes Rodrigues: ninguém com dois “dedinhos de testa” quer ser professor. Quais foram as médias de acesso às escolas superiores de educação de 2006, por exemplo, para cá? 9? 10? Muito baixas com certeza. Ser achincalhado, tratado como funcionariozinho de 2ª categoria, cumprir mil e uma tarefas que são, na maior parte das vezes, inúteis, desgastantes e profundamente estúpidas por um vencimento que, para muitos, não é superior ao da mulher-a-dias? Estão à espera que sejam os melhores alunos do secundário a escolher esta profissão? Os melhores alunos da minha turma do 12.º ano, sim, são hoje professores. Outros tempos!
Infelizmente, creio que o problema começou bem antes.
A prova de avaliação deveria ser feita a todos os professores sem excepção inclusivamente aqueles que não leccionam em escolas no momento.
Esta prova é mais uma manha para diminuir o nº de desempregados.
Neste momento existem professores e formadores (nas tecnoformas deste país) a mais mas ao mesmo tempo é para mim inconcebível que existam professores que todos os anos têm de andar com a casa ás costas para trabalharem.
Os professores e alunos (principalmente estes) teriam muito a ganhar com quadros de professores estáveis nas escolas por 3 / 4 anos em que poderia desenvolver-se um trabalho a médio prazo na educação e daria sempre alguma estabilidade ás pessoas (professores / alunos).
Os concursos deveriam ser feitos com antecedência de 1/2 anos em relação á vaga a preencher e continuarem a serem de âmbito nacional tal como se faz para o ensino superior.
As subvenções do Estado aos colégios privados deviam terminar já pois PPP já bastam as que há.
Quanto ao professor que dá 20 erros numa frase como alguém disse acima, é como as reformas de 4000 euros.
P.S. – Eu próprio dou muitos erros especialmente com a m…. do AO 90