«António Costa e Santana Lopes taco-a-taco na corrida à Câmara de Lisboa», segundo uma sondagem recente. Mais um fantasioso «empate técnico»?
Atente-se à notícia para tentar perceber: «António Costa e Pedro Santana Lopes estão empatados na corrida à Câmara de Lisboa». Sim, parece ser mais um fantástico «empate técnico».
Mesmo assim, leia-se melhor para tirar teimas: «António Costa e Pedro Santana Lopes estão empatados na corrida à Câmara de Lisboa, encontrando-se separados apenas por um ponto percentual.» Ah! É mesmo um engraçado «empate técnico».
Porém, o problema da escassa diferença resolve-se: um ganha e outro perde. As empresas de sondagens e a imprensa é que estão empatadas: têm o mesmo problema técnico. Ou será mental?

O Costa vai ganhar Lisboa. Tenho dito.
Se tu o dizes… Hehe…
Eu ia jurar que todos vão empatar – Costa, Santana, sondagens e imprensa.
Tecnicamente, claro.
Talvez.
Andam a comer muito arroz de empato (técnico).
Arroz de empato no forno? Hehe…
Palpita-me que as sondagens serão derrotadas (uma vez mais).
Também me cheira que sim.
Ó João, e continua inspirado!!!
Ainda bem que o diz. Hehehe…
Esta técnica que evidencia empates só importa aos que fazem as contas antes da eleição… Quem escolhe tem de fazer bem as contas à vida para não colaborar com empatas. Será?
:)))
Em patas são os que fazem prognósticos antes da coisa.
Antes fizessem empadas… Empadas técnicas ehehe
:))
Em patas ou em bicos-de-pés?
Bicos de pato? Gosto.
:)))
Eu não sou especialista em sondagens, mas quer-me parecer que o termo “empate técnico” é aqui aplicado como significando que a diferença entre os candidatos é menor do que a margem de erro, implicando isto que a sondagem não pode prever, como certeza, a vitória de nenhum deles.
Até podemos invocar como exemplo as últimas eleições europeias. A existência de uma maioria de sondagens com “empates técnicos” mas ligeira vantagem do PS não significou a vitória deste.
Deve ser por isto que há uma diferença entre os termos “sondagem” e “resultado final”. Parece-me claro que, se no final do dia das eleições, for apurado que um dos candidatos teve mais 1% do que o outro, é o primeiro o vencedor e ninguém de boa fé falará em “empate técnico”.
1. «O termo “empate técnico” é aqui aplicado como significando que a diferença entre os candidatos é menor do que a margem de erro». A sério?
2. «Resultado final»? Um resultado não é sempre final?
3. A margem de erro de uma sondagem é sempre um dado indicado, mas quase marginal para o efeito. Porquê? Porque a verdadeira notícia devia ser o resultado da sondagem. No caso, o interesse noticioso está na proximidade entre PSD e PS ou até na ligeira maioria de um deles. Não está seguramente na margem de erro da sondagem, que não devia ser notícia. Muito menos no inconclusivo «empate técnico», que não corresponde a qualquer resultado eleitoral e nem sequer foi o resultado desta sondagem. Por um voto se perde, por um voto se ganha. Por maioria de razões, por um por cento se perde, por um por cento se ganha.
Tanto quanto sei, as sondagens não dão um valor exacto mas sim um intervalo de valores que está limitado por uma determinada margem de erro. Se a margem de erro for de 3% e os valores médios de dois candidatos distarem 1%, isso implica que a sondagem dá a possibilidade (embora menos provável) de o segundo ganhar a eleição. É por isso que eu digo, não sendo um especialista, que a sondagem não dá (não pode dar?) por garantida a vitória de nenhum deles – e esta notícia segue essa direcção.
Às vezes, penso que se dá um significado sombrio à utilização do termo “empate técnico” que pode não ser inteiramente justificado.
Olhe que não. O que esta (como qualquer outra) sondagem dá é um resultado provável. Por isso é que coloca os dois à distância de um ponto percentual e isto é que é (devia ser) notícia.
Depois é que vem isso da margem de erro. Só que isso não é notícia, evidentemente: é um dado para considerar como eventual instrumento de análise.
O lado ‘sombrio’ do termo «empate técnico» é o de considerarem que a notícia está na margem de erro e, ainda por cima, de se recorrer à expressão exaustiva e cansativamente.
Este «empate técnico» é mesmo muito curioso, só faltando sermos esclarecidos a favor de quem é o ponto percentual que separa os dois candidatos!…
Se for a favor do Costa, está mesmo a ver que essa vantagem lhe advém de um dos 4 cantos do “círculo”; se for a favor do Santana, advem-lhe apenas do seu mérito próprio, uma vez que ele é já um «grande ponto». E neste caso, será inevitável que essa diferença não se ficará apenas por um pequeno, mas sim por um «grande ponto» percentual…
Grandes pontos, estes tipos das sondagens…
Podes dizê-lo, Luís. ‘Gandas’ pontos.