Liberdade é aceitar a expressão daquilo que não se gosta. É defender e não tolerar (que tresanda a condescendente) a sua existência, é repudiar mas não querer proibir, é não dizer “pôs-se a jeito” ao que achamos reprovável.
Nunca gostei do escabroso, inconsequente, insultuoso “Charlie Hebdo”.
Viva o detestável “Charlie Hebdo”!



Enormíssima vénia ao Nouvel Observateur que colocou na net a foto dos atacantes.
Deram a vida pela liberdade da expressão da sua arte.
Serão nomes que ficarão na história, vitímas de cobardes sem rosto.
Aplaudo de pé.
Não não ficarão na História.
Serão escondidos em nome da Paz.
Não me diga que está contra a Paz…
Viu alguma Rua chamada Theo Van Gogh, alguma rua chamada Fabrizio Quattrocchi?
E vamos ver quantos jornais amanhã publicarão os cartoons por sua iniciativa.
Eu sou completamente pela paz. Gostava de um dia poder encontrá-la cara a cara e perguntar-lhe porquê.
Ninguém precisa do nome numa placa, ou de uma estátua para poder ser lembrado por quem foi e pelo que fez. A memória dos homens e mulheres de bem, pode ser curta, mas acende a luz sempre que lhe tocam nos botões certos.
Tenha um bom ano e pense que ser sempre do contra faz cabelos brancos e cria rugas precoces que podem levar-nos até a passar por Velhos de Restelo, quem sabe…
Zé
Este teu post é exemplar!