O TERROR DO “ESTADO ISLÂMICO”
Foi um ano de muitas notícias marcantes a nível mundial. Mas, na opinião dos autores do DELITO (13 votos em 26), nenhuma mereceu tanto destaque como o aparecimento de uma nova organização terrorista, autodenominada “Estado Islâmico”, que numa proclamação datada de 29 de Junho de 2014 se afirmou apostada em instaurar um califado mundial. Foi, para nós, o facto internacional do ano.
Sob a bandeira do islamismo radical sunita, esta organização não tardou a espalhar o terror em vastas áreas do Médio Oriente – com destaque para Iraque e Síria – e no leste da Líbia, causando milhares de vítimas entre as minorias étnicas e religiosas A ONU acusa-a de violações sistemáticas dos direitos fundamentais. A Amnistia Internacional aponta-a como responsável de “limpezas étnicas a uma escala inédita” na região.
Durante o segundo semestre do ano, transformou a decapitação de prisioneiros num macabro cartão de visita propiciando chocantes imagens que deram a volta ao mundo, nomeadamente o assassínio dos jornalistas norte-americanos James Foley e Steven Sotloff, do activista pelos direitos humanos britânico David Haines e do guia turístico francês Hervé Gourdel.
Cerca de 60 países estão envolvidos, directa ou indirectamente, no combate a este movimento terrorista que promete causar muito mais vítimas em 2015.
O segundo facto internacional de 2014 mais votado foi a guerra na Ucrânia, que se arrastou desde o primeiro trimestre, com Moscovo a estimular o separatismo nas províncias orientais do país. Igual relevo mereceu o descongelamento das relações Cuba-EUA, já muito perto do fim do ano, após mais de cinco décadas de bloqueio diplomático entre Washington e Havana.
A anexação da Crimeia pela Rússia foi outro facto que justificou destaque. Havendo ainda votos isolados para a explosão de gás e petróleo de xisto, o bem-sucedido processo eleitoral na Tunísia e o fenómeno dos banhos de água popularizados nas redes sociais durante o Verão.
Facto internacional de 2010: revelações da Wikileaks
Facto internacional de 2011: revoltas no mundo árabe
Facto internacional de 2013: guerra civil na Síria

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Essa dos banhos de água teria o meu voto.☺☻☺☻☺☻
Quem anda à chuva molda-se. Perdão, molha-se.
também colocaria o èbola num lugar de destaque…
Esteve em votação, posso revelar. Mas acabou por não receber votos.
Na sua origem da palavra islam, significa rendição, e está ligada à palavra salam, que significa paz. O Corão diz que diz que a única forma aceitável de guerra é aquela conduzida em autodefesa e que os muçulmanos jamais devem iniciar as hostilidades. Também se diz que o livro sagrado se mantém inalterado desde os tempos do profeta de Alá.
Estes alienados que cospem nas origens das próprias escrituras e que só procuram o protagonismo através do medo, nem deveriam ser relevantes. Infelizmente são, porque lhes alimentámos o ego. Adivinho-lhes um 2015 negro, pelas piores razões. A escolha foi acertadíssima, pelas mesmas razões.
Os outros factos, não são de menor importância, bem pelo contrário, apenas de menor aparato.
De acordo com o seu remate, Dulce. De acordo também com os considerandos, designadamente quando sublinha a característica fortemente anti-islâmica do chamado ‘Estado Islâmico’, que é afinal a expressão mais notória e desprezível de um totalitarismo ideológico, que faz da população muçulmana do Médio Oriente a vítima largamente maioritária das suas acções de terror.
Que alguns jornalistas usem este rótulo – Estado Islâmico – sem aspas nem precauções de qualquer espécie, como se aludissem a uma entidade respeitável, é algo que nunca deixará de merecer o meu firme protesto.
Pelo relógio da agência de actores, não faltam horas de me atar.
Ultrapassado o limite do ultraje, toda a violência é legítima autodefesa, como bem disse Aníbal, e pouco se ouviu.
Podemos ver um estado islâmico bem implantado em qualquer lugar, ao género Wag the Dog, mas onde parece que está mesmo bem implantado é em quase todo o Afeganistão. As filmagens nessas paragens custam mais caro, e mal fazem notícia.
Convém não brincar muito com essas coisas se tem amor ao pescoço.