150 anos de ‘Diário de Notícias’


Pedro Correia,

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O Diário de Notícias celebra hoje 150 anos de existência – número raro ao nível do jornalismo português e do próprio jornalismo europeu – com uma edição de luxo. Para coleccionar. Com textos de António Lobo Antunes, J. Rentes de Carvalho, Nuno Júdice, Gonçalo M. Tavares, Lídia Jorge, Miguel Sousa Tavares, Luísa Costa Gomes, Manuel Alegre, Manuel Villaverde Cabral e Mário de Carvalho, entre vários outros nomes destacados das letras portuguesas.

Tive a honra e o privilégio de trabalhar no DN durante 15 anos – ou seja, dez por cento da vida do matutino da Avenida da Liberdade – como repórter parlamentar, grande repórter, editor, editorialista e membro do Conselho de Redacção. Conheci lá excelentes profissionais e deixei lá muitos amigos, vários dos quais infelizmente já fora dos quadros do jornal, sobretudo na voragem dos dois despedimentos colectivos ali ocorridos – o primeiro em Janeiro de 2009, o segundo em Junho deste ano. Não tenho a menor dúvida: com os profissionais afastados, nas duas ocasiões, formar-se-ia o maior e mais competente elenco jornalístico do conjunto da imprensa portuguesa.

Há experiências que nos marcam para sempre. Integrar a Redacção do DN – cheia de inconfundíveis personagens e repleta de histórias de bastidores que um dia destes tenciono evocar em livro – foi, para mim, uma das mais inesquecíveis. Hoje é dia de dar os parabéns ao director, André Macedo, e a todos quantos participam com ele na complexa e por vezes tão incompreendida missão de produzir informação em papel – atenta, atractiva e actualizada.

Tenho a certeza de que Eduardo Coelho, que fundou o Diário de Notícias em 1864, se orgulharia deste jornal que hoje saiu para as bancas. O aniversário é do histórico matutino, mas quem recebe a prenda é o leitor.

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