Não obstante existir algum endividamento anterior, os problemas do Grupo Espírito Santo decorreram exclusivamente da crise financeira internacional de 2008, tendo a gestão tomado sempre as medidas mais adequadas e dispondo de uma solução que, indo sem dúvida resolvê-los, apenas má-fé alheia inviabilizou. Honestamente, custa-me perceber como podem os socialistas não empatizar com uma explicação destas.
A versão
escafandro,

“O Governo quis atirar tudo ao charco, por incompetência. E agora arrependeu-se. Não se podia pôr um banco daqueles nesta situação”. A acusação é de Mário Soares e vem com um aviso dirigido ao Governo. Numa reportagem da RTP, que foi para o ar no Telejornal deste sábado, o fundador do PS – principal responsável pelo regresso da família Espírito Santo a Portugal e pela privatização do seu banco, diz que o sarilho causado pela alegada intromissão no BES e no Grupo Espírito Santo (a quem Passos negou uma ajuda, como noticiou em junho o Observador) vai ter seguimento: “Quando ele falar, e vai falar, as coisas vão ficar de outra maneira. Ao princípio era tudo banditismo, mas agora os portugueses já perceberam que não é assim”, alega Soares.
Observador, 13-09-2014
A propósito do papel do pai na apresentação das contas da ESI, José Maria Ricciardi dizia ontem: «Não quero defendê-lo mas ele tem 96 anos. Aos 95 anos já não se é bem um executivo.» Claramente, ele estava a subestimar o pai e todos os restantes nonagenários. Especialmente o Dr. Mário Soares.
Da mesma forma que muita gente no PSD considera que o BCP foi lindamente gerido por Jardim Gonçalves, o qual foi perfidamente e injustificadamente derrubado por Sócrates, e que o BPN apenas foi nacionalizado por maldade do mesmo Sócrates e devido à incompetência nefasta do supervisor Vítor Constâncio.
Acredito que haja gente no PSD a pensar isso (felizmente – creio – não próxima da actual direcção). O que eu estranho é haver tão pouca no PS a defender Salgado. Afinal, como o meu post tenta mostrar, o governo de Sócrates seguiu passos muitos similares.
O que eu estranho é haver tão pouca no PS a defender Salgado. Afinal, como o meu post tenta mostrar, o governo de Sócrates seguiu passos muitos similares.
Mais uma vez, você confunde política com traços de personalidade.
O facto de, eventualmente, o PS e Ricardo Salgado terem formas de reagir similares (isto é, terem a mesma personalidade) não faz com que se devam apoiar mutuamente.
O PS deveria apoiar Salgado se acreditasse que ele agiu bem. Mas não acha (creio eu).
Os Socialistas não digo, mas os afectos ao PS, realmente são os argumentos dos Socretinos.
OK, eu tenho tendência a pensar em «socialistas» como «filiados e simpatizantes do PS». Mas, de facto, ele há tantos socialismos…
Pouco criativa a versão de RS para justificar o colapso do GES / BES. Decalcada da versão de JS para justificar o colapso financeiro do país: vivíamos todos tão felizes quando, sem ser anunciada (ou foi …?), chegou a crise. Chato, mas nada de mais, nós tinhamos os PEC’s (JS) ou os PAM’s (Pedidos de Ajuda ao Mundo – RS) e tudo rolaria numa boa. Porém, gentinha que não conhece o dono, cortou-nos a iniciativa e pronto, tirou-nos do processo. Claro, revelaram-se factos que não eram, de todo, para serem revelados e aos quais os portugueses estavam a ser poupados para não se aborrecerem com essas coisas. Agora, Inês é morta. Mas a culpa não foi nossa.
Pois não. Vai parecer uma blasfémia mas a culpa da morte de Inês é do Pedro. Queirós Pereira. Com ajuda de mais uns quantos.
Ahahahah … melhor mesmo é não falar em Inês porque daí as culpas vão logo direitinhas ao Pedro (PPC). Seja como for hão-de lá ir parar … logo, dar asas à cobra não é necessário.
O argumento do espirito santo fez-me lembrar os malandros que chumbaram o milagroso PEC IV. Não é igual mas se não tivesse aqui a minha maquina de ADN avariada já tinha feito o teste.
Julgo que agora só é possível obter ADN do Sócrates com autorização da Justiça. Ou então conhecendo alguém na cadeia de Évora.