Luís Menezes Leitão lança hoje biografia de Marcello Caetano


Pedro Correia,

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O nosso colega de blogue Luís Menezes Leitão lança hoje, na Faculdade de Direito de Lisboa, a sua obra Marcello Caetano – Um Destino, biografia do último chefe do Governo do Estado Novo que já se encontra à venda nas livrarias.

«O consulado de Marcello Caetano é infelizmente desvalorizado na história do século XX, sendo apresentado quase como um parêntese entre o regime salazarista e o regime democrático que se seguiu à Revolução de 25 de Abril de 1974. Tal constitui uma perspectiva extremamente injusta, pois esquece a extraordinária obra do governo de Marcello Caetano, especialmente nos planos económico, social e laboral. Na verdade, Marcello Caetano deve ser considerado como o verdadeiro fundador do Estado Social em Portugal, que o regime democrático veio a desenvolver. Precisamente por isso, quando, passados 40 anos após a Revolução de 25 de Abril, se assiste ao desmantelamento progressivo do Estado Social, convém que a História preste alguma atenção à vida do homem que o iniciou no nosso país.» Palavras do autor que justificam a elaboração desta extensa biografia, muito documentada.

Fica o convite a todos quantos queiram comparecer na sessão de lançamento, que se inicia às 18 horas e terá apresentação do professor Sérvulo Correia.

Lá estarei também, com todo o gosto.

5 comentários em “Luís Menezes Leitão lança hoje biografia de Marcello Caetano”

  1. Estou a trabalhar a essa hora, pelo que não aparecerei lá; mas desejo sucesso ao autor; parece-me que produziu uma obra útil para compreendermos o nosso tempo.

  2. “quando, passados 40 anos após a Revolução de 25 de Abril, se assiste ao desmantelamento progressivo do Estado Social”

    Haha.
    Nunca o Estado Social tanto gastou e tirou.
    Por isso algo que gasta mais como é que é “desmantelado”?

    1. «Por isso algo que gasta mais como é que é “desmantelado”?»

      Talvez por gastar mais e mais disso que obtém para se manter como entidade, como estrutura, em lugar de o fazer para prosseguir os fins que deveria. Não poderei afirmar que seja o caso, mas a reputação da “coisa pública”, entre nós, autoriza a especulação.

      Aliás creio não estar errado se notar que M. Caetano apontou esse potencial vício ao estado – a tentação de existir para se manter -, no seu Manual de Ciência Política e Direito Constitucional (tenho-o demasiado longe para o poder consultar).

      Costa

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