Fundamental, em qualquer circunstância, é não ceder um milímetro num dos princípios basilares da cidadania num Estado de direito: o de que o ónus da prova compete sempre a quem acusa. Tenha o acusado o nome que tiver.
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Pedro Correia,
Fundamental, em qualquer circunstância, é não ceder um milímetro num dos princípios basilares da cidadania num Estado de direito: o de que o ónus da prova compete sempre a quem acusa. Tenha o acusado o nome que tiver.
Concordo.
Basilar também é fazer-se justiça e em tempo.
Mas estamos na terra da Operação Furacão, do caso Freeport, da Face Oculta, dos submarinos, do caso Monte Branco, do BPN, Homeland, etc, etc, para não falar dos mais recentes (sobre os quais se percebe não haver conclusões), dos inumeráveis recursos, expedientes, julgamentos anulados ou repetidos, e, como a justiça não funciona, a consequência é fazerem-se julgamentos sumários e definitivos na praça pública. Nem com optimismo se vê saída para isto.
No caso Face Oculta houve de facto condenações, mas os recursos aí estão e as trapalhadas em torno das escutas e da respectiva destruição estão longe de findar.
http://www.noticiasaominuto.com/pais/304 965/escutas-com-socrates-podem-salvar-va ra-da-cadeia
Estamos de acordo nisso também. Uma justiça demasiado lenta pode ser uma justiça injusta. Mas ressalvo: uma justiça “instantânea”, como os pudins de pacote, é injusta de certeza.
Absolutamente de acordo. Mas isso não impede um brinde …
Brindemos à justiça que funciona, sejam quem forem os visados. Porque não existe democracia sem justiça a funcionar.
Francamente, nunca gostei do Sr. Engenheiro. Transparência é seguramente uma das palavras que não consta no seu vocabulário. Não posso, contudo, deixar de sorrir perante o timming dos últimos acontecimentos. Jogos de espelhos e cortinas de fumo? Será que saberemos mesmo alguma vez?
Devemos respeitar a presunção da inocência de qualquer cidadão, Dulce. Mesmos dos cidadãos que não nos merecem a menor simpatia.
Absolutamente. Todo e qualquer cidadão tem o direito constitucional à melhor defesa possível e é sempre considerado inocente até prova do contrário.
Exactamente. Arrepia-me ver este princípio basilar violado a todo o passo segundo as mais inaceitáveis lógicas de trincheira.
http://portistasdebancada.blogspot.pt/20 14/11/calma-nao-e-por-ter-matado-alguem.h tml
O título do seu blogue intriga-me, Zé Luís.
Correcto.
Infelizmente tivemos espectáculo jornalista-judicial.
Será giro ver a Esquerda que sempre apoiou tal modus operandi para criar “ambiente” a virar a casaca neste caso.
Sou contra a transformação dos órgãos de informação – sobretudo as televisões – em “circo” mediático. Nada mais aviltante para o jornalismo. Nada mais aviltante para a justiça.
Coloque-se a questão perante quem se colocar: não abro excepções a esta regra. Jamais verei estes casos segundo a lógica de trincheira.
Obviamente.
Mas, a julgar pelo foguetório que por aí vai, para muita gente isto já é uma condenação com trânsito em julgado.
Claro que quando se trata de políticos do PSD e/ou do CDS a sede de justiça dessa gente não se manifesta da mesma maneira.
Nesses casos, é a vez dos apoiantes do PS se manifestarem.
E assim vai o País…
Tenho a certeza que muita “boa” gente hoje vai ter de tomar uma boa dose de comprimidos para dormir.
Têm-se safado mas não dura para sempre e a prisão de um dos maiores traidores a Portugal é uma lufada de ar fresco no sistema nauseabundo em que vivemos em que a cunha, o compadrio e a corrupção endémica no Estado e nas empresas privadas ameaça matar Portugal e já levou a que muitos tivessem perdido tudo e passem fome.
Quanto aos laranjinhas ( e demais) que ponham finos ou vão para Cabo Verde.
A podridão reinante consumiu o Estado e os seus recursos, alguma vez haveria de parar.
A sede que tenho a esses traidores é muito grande e muitos (a grande maioria) Portugueses honestos e trabalhadores também a tem e ela só ficará saciada quando pagarem por todas as mentiras e embustes que praticaram e PRATICAM.
Não pode haver dois pesos e duas medidas. As mesmas regras têm de vigorar para todos.
Nunca é demais lembrar, Pedro. Mas também lembrar que é nos momentos de infortúnio que mais devemos ter consciência da dignidade de cada um.
Espero que este outro caso, a somar a tantos outros, e mais os que somarão, não se transforme num circo romano em que as feras são o público e os alvos do salivar das mesmas estes desgraçados.
Deixem a Justiça actuar e as pessoas defender-se.
Espero o mesmo, Vento. Nos exactos termos em que coloca a questão.
Ao saber porquê foi necessário ir prende-lo a chegada ao aeroporto vamos perceber que as autoridades não são tolas e percebem nas ondas de choque para o país(soube da noticia por um site brasileiro). Devem ter muitas certezas – que voz corrente só não têm tido porque o jogo tem andado viciado- basta ver as declarações do rebento Soares para ver como acham os capatazes do DDT como deve proceder a justiça.
Devemos confiar nas autoridades judiciais e no princípio – sagrado em democracia – da separação de poderes. À política o que é da política, à justiça o que é da justiça.
Ouvi hoje horas de peroração política nas televisões. Ouvi até apressadinhos já a fazer vaticínios para as legislativas do próximo ano(!) em função da notícia que domina as atenções gerais. Infelizmente tenho ouvido pouca gente sublinhar a necessidade de deixar a justiça seguir o seu curso livre de pressões políticas, sejam elas quais forem.
Fundamental é que não se ceda e que a justiça seja célere e não se ande anos e anos, para se julgar alguém. Sim, julgar porque até o juíz, dizer, se alguém, é culpado, disto ou daquilo, todos são inocentes. As pessoas, não podem é viver o tempo que a justiça quer, sob um estigma que pode, ou não, ser verídico. Punam-se, todos aqueles que se valeram dos altos cargos públicos que desempenharam, em proveito próprio.
Aconteça o que acontecer, há princípios básicos de que não devemos abdicar. Eis mais alguns:
Todos os cidadãos são iguais perante a lei.
Todos os cidadãos têm direito a defender-se.
Ninguém deve ser condenado sem provas na praça pública.
A justiça pratica-se nas salas de audiência, não nos estúdios televisivos.