Pigmeus e panegíricos


Pedro Correia,

antnio1_0[1].jpg

Ainda sou do tempo em que António Lobo Antunes não se levava demasiado a sério. Melhor dizendo: sou do tempo em que António Lobo Antunes não fazia de conta que se levava demasiado a sério, como vem sucedendo de há vários anos a esta parte. É já difícil distinguir até que ponto finge aquilo que deveras sente.

Li com interesse os primeiros livros dele, datados dessa época em que o autor de Auto dos Danados evitava passar atestados de incompetência generalizada aos confrades das letras. Incluindo Eça e Camilo, “dois pigmeus”, como os classifica numa boa reportagem de João Céu e Silva publicada na edição de terça-feira do Diário de Notícias.

O jornalista, que o acompanhou numa breve digressão a Bruxelas e Haia, aproveitou para lhe fazer uma entrevista em que Lobo Antunes se mostra mais arrogante que nunca. Melhor dizendo: em que Lobo Antunes, eterno poseur, finge mostrar-se mais arrogante que nunca. Para não destoar da imagem de marca que acabou por criar para si próprio.

 

9789896412128[1].jpg

Já sabemos que não é um autor de elogio fácil. A portugueses. Porque não se importa de enaltecer escritores estrangeiros, sobretudo se forem do século XIX: Tolstoi, Melville, Balzac, Dostoievski. Nenhum deles “pigmeu”. Nem pensar.

Mas se tiverem o azar de ser compatriotas, e contemporâneos, levam chumbo grosso. Como sucede, na mesma entrevista, ao recente vencedor do Prémio Leya, Afonso Reis Cabral, distinguido aos 24 anos com o romance O Meu Irmão.

Lobo Antunes não leu o livro. Mas sabe de antemão que não gosta. Eis o seu veredicto – impiedoso, definitivo, lapidar: «Ninguém faz um livro aos 24 anos, nem o Tolstoi.»

Acontece que por estes dias acabei de ler Belos e Malditos. O segundo romance de Scott Fitzgerald. Um excelente romance, que sobressalta e dilacera e magoa e deslumbra o leitor. Escrito, vejam lá, quando o futuro autor de Terna é a Noite tinha apenas 24 anos.

 

Naquele tempo em que António Lobo Antunes ainda não vestia a pele da persona pública em que se tornou, eu talvez sorrisse com aquela frase, tomando-a por uma saudável provocação contra a profusão de jovens escritores, alguns dos quais porventura inspirados no seu exemplo.

Receio no entanto que o escritor, por estes dias, tenha começado a acreditar no valor facial das suas blagues por efeito de uma certa idolatria jornalística de que vai sendo alvo. A isso já não acho tanta graça.

Nem de propósito. Ontem, folheando um matutino, deparei com uma página quase inteira dedicada à mais recente obra do autor de Memória de Elefante. Uma prosa encomiástica, que enaltece o “toque divino” do romancista “sempre genial” que acaba de dar à estampa um “livro excelentíssimo, como todos os outros”.

Tudo “genial”, tudo “divino”, tudo “excelentíssimo”. Sem sombra de ironia. No fundo, António Lobo Antunes não tem culpa: apontemos antes o dedo àqueles que andam a erguer-lhe estátuas prematuras em forma de panegíricos de jornal.

31 comentários em “Pigmeus e panegíricos”

  1. Ao menos será possível saber porquê?

    Creio que é possível um escritor com 24 anos escrever um livro e um bom livro. Basta para tanto que seja capaz de absorver o mundo em que vive e cresce, e até mesmo o que idealiza, e o possa expressar de forma entendível.

    Recordo-me de um livro de Morris West, “As Sandálias do Pescador”, não obstante o autor não possuir a idade de 24 anos, que foi uma obra profética. Esse Papa que ele escreve no Livro, assim como muito do enredo desta obra, pode muito bem ser o Papa vindo de leste, João Paulo II.

    Creio que é muito difícil avaliar um livro e um escritor, pois existe uma panóplia de questões a ponderar para que isso seja assim tão linear.

    1. No dia 8 de Março de 1914, com apenas 25 anos, Fernando Pessoa escreveu de rajada os 49 poemas de ‘o Guardador de Rebanhos’, de Alberto Caeiro. Tarefa impossível, segundo a doutrina que ALA agora estabeleceu.

        1. Ele pode pensar o que quiser do Pessoa, mas digamos que há autores cujo valor literário é bastante mais indiscutível do que o dele próprio. Ele sim é um pigmeu ao pé do Pessoa.

          1. É a insegurança. Ele não suporta que haja um escritor português mais importante e famoso do que ele.

  2. A Carson McCullers escreveu “The Heart is a Lonely Hunter” aos 23 anos. Ainda hoje fico estupefacto com isso.

    Mas isto são excepções. Daí o Lobo Antunes ter dito o que disse.

    1. ‘The Heart is a Lonely Hunter’ foi um dos romances que mais me tocaram até hoje. Há uma tradução portuguesa notável, assinada pelo escritor José Rodrigues Miguéis.
      É outro bom exemplo que desmente a tese de ALA.

      1. Falei nesse precisamente por ser um dos “meus” livros. Também foi essa edição que li e tenho bem guardado na estante (ed. Europa-América)

  3. Nos anos 80, quando escreveu romances que marcaram a época, por exemplo Fado Alexandrino, Lobo Antunes era alvo de intensos ataques da crítica. Lembro-me de ficar irritado com estes críticos que, na minha opinião, não conseguiam ver o grande escritor que ele era. Agora, que não se consegue passar da página 20 (enfim, estes críticos são duros de roer e passam da página 30), é tudo ao contrário: ninguém consegue ver defeitos.

    1. Não se consegue mesmo… Gostava de saber quantos dos que têm na estante os entediantes calhamaços desse convencido alguma vez chegaram à ultima página de um só deles.

      A propósito, da Wikipedia: “Pouco a pouco, a sua escrita concentrou-se numa temática concreta, adensou-se sem grande eficácia narrativa, ganhou em espessura e perdeu em novidade, compensando isto com recurso ao confronto e ao choque. De um modo impiedoso e obstinado, o autor trata a sua visão distorcida sobre o Portugal do século XX.” “Os livros de Lobo Antunes são muito obsessivos e labirínticos dando um tom geral de claustrofobia e paranóia às suas obras”.

  4. Já era ilegível (sim, digo-o sem qualquer pejo). Agora tornou-se insuportável. Faz falta a este tipo de convencidos o miúdo que grite: “O Rei vai nu!”

    Então o argumento da idade é verdadeiramente hilariante: a já aqui – e muito bem – referida Carson McCullers, Raymond Radiguet (que morreu aos 20 anos), Graham Greene (cujo “The Man Within” foi escrito aos 24 anos) e Charles Dickens (também autor de “The Pickwick Papers com a mesma idade) mostram, se necessário fosse, o completo absurdo dessa frase.

        1. Confesso, Miguel, que não ando muito a par das opiniões de ALA sobre outros escritores. Vou lendo o que posso, ao sabor do acaso: não vou ao encontro dele. Mas – deformação jornalística – gosto de rebater opiniões erróneas, assentes em dados inexactos, com o rigor dos factos. Se ALA não aprecia Camus nem Fitzgerald nem Pessoa, o problema não é destes escritores já com lugar garantido na história da literatura: é dele, enquanto leitor.

          1. Posso-lhe dar uma lista extensa: Jorge Luis Borges, Franz Kafka, Jean-Paul Sartre, Primo Levi, Samuel Beckett, Vladimir Nabokov, Raul Brandão, Fernando Pessoa, Eça de Queiroz, Camilo Castelo Branco, Gonzalo Torrente Ballester, Gabriel García Márquez, José Saramago.

            Mas acha que o José Eduardo Agualusa escreve muito bem. Os critérios do homem são inescrutáveis.

      1. Pedro, não resisto a dar mais dois exemplos, embora aposte que o nosso ALA considera ambos desprezíveis:
        – Bonjour Tristesse da Françoise Sagan, publicado aos 18 anos.
        – La Place de L’étoile do Patrick Modiano, escrito aos 21 anos e publicado aos 23.
        🙂
        Antonieta

        1. São bons exemplos, Antonieta, e calham bem neste debate. Mas não tenho a menor dúvida de que a Grande Sumidade das Letras Pátrias encararia tais nomes com um esgar de enorme desprezo.

  5. Pedro, estou a programar para os próximos dias um post sobre esta questão (tivemos ideias semelhantes ao lermos a entrevista!) e não podíamos estar mais de acordo. Já tinha lido enormidades proferidas por este senhor, que alguns acham que tem o direito de ser arrogante porque é genial. Mas esta entrevista é não só um chorrilho de disparates, mas como uma prova cabal de falta de carácter. Os comentários que são feitos na última parte sobre Saramago são absolutamente lamentáveis.

    Li até hoje apenas um livro do Lobo Antunes, do qual não gostei. Após esta entrevista não quero voltar a lê-lo, porque não merece que se perca tempo com ele.

    Passerei os próximos dias a recolher barbaridades ditas por esta alminha. Que Deus tenha piedade de mim…

      1. Sim, nada de novo. Mas quando ele estava vivo para se defender, era uma coisa. Assim é só gratuito. Este tipo de falta de pudor incomoda-me. Não que eu ache que a morte sana tudo, nem sou apologista de que as pessoas depois de mortas sejam todas boas. Mas não acho lamentável fazer aqueles comentários naquele tom. Enfim, pessoas frustradas…

  6. Eu só conheço a obra dele até meados dos anos 90, mas não precisei de mais para o considerar um dos maiores romancistas vivos. A verdade é que muitos grandes escritores irão para a cova sem jamais terem escrito algo tão genial, divino e excelentíssimo como Fado Alexandrino.

    Mas eu não percebo o que se passa com ele, como ser humano. É amargo, rancoroso, mesquinho, ensimesmado e arrogante, como se esperaria que fosse alguém a quem o mundo ignorasse o muito talento que possui. Mas ele tem excelentes críticas, tem centenas de milhares de leitores, é um dos escritores portugueses mais internacionais de sempre, tem veneras pelo mundo fora, os seus pares estrangeiros elogiam-no. O homem tem tudo para estar agradecido e ser feliz; trabalhou, esforçou-se, escreveu romances inigualáveis, foi recompensado por isso. Muitos escritores superiores a ele nunca tiveram tais sortes em vida.

    Porém é de uma incrível insegurança. Não há entrevista com ele em que não se gabe do quanto os estrangeiros o lêem e admiram; em que não enumere os seus prémios; em que não se compare a um defunto nobelizado, como se vivesse traumatizado. Uma lição que muito devia aprender de José Saramago é uma chamada humildade. Das dezenas de entrevistas que já li dele, não me lembro de ele se congratular a si mesmo pelo número de traduções, leitores estrangeiros e prémios que tinha, ainda que o pudesse fazer, ele que foi o primeiro escritor português a receber doutoramentos honoris causa de certas universidades, ele que foi o primeiro recipiente do Prémio Nobel, ele que está traduzido em dezenas de línguas.

    ALA também poderia aprender dele uma coisa ou duas sobre ser um embaixador da cultura e literatura portuguesas. Várias vezes me lembro de Saramago defendê-las em entrevistas e conferências estrangeiras, mas ALA só lhes tem ódio e nojo. Pedro, pode crer que isto não é de agora. Se recuar até aos anos 90, quando Maria Luisa Blanco teve uma série de conversas com ele, já encontrará nelas o desdém dele pelos seus conterrâneos. Com a do pigmeu, ele apenas baixou de tom, mas o asco já lhe anda a ferver por dentro há décadas. E o mais perturbador é que ele os julga mais severamente do que os próprios estrangeiros. Não sei se acredito nessa crítica demolidora de Eça num jornal inglês, o ALA tem o hábito de exagerar ou simplesmente inventar coisas, como a do livro dele que Saramago alegadamente atirou ao chão e do qual havia uma fotografia e tudo, excepto que não havia nem livro algum foi atirado ao chão, como depois uma testemunha do “incidente” veio explicar, sem um pedido de desculpas de ALA. Pela experiência que tenho com amigos leitores anglo-americanos, o Eça é um deleite e estranham que não seja mais bem conhecido, porque acham que devia figurar entre os grandes do século XIX, e também lamentam que a barreira linguística e a falta de traduções os impeçam de conhecerem autores como Raul Brandão, Antero, Sophia, Camilo e outros.

    Também acho repugnante a forma como ele desdenha a crítica literária portuguesa, e a sua mentalidade de dois pesos e duas medidas. Que chapada na cara deve ter sido para Maria Alzira Seixo e Ana Paula Arnaut descobrirem que afinal os livros que escreveram sobre ele não são crítica literária a sério. E depois cita Harold Bloom e Georges Steiner como defensores. O senhor deve ter perdido a parte em que Steiner considerou O Ano da Morte de Ricardo Reis o melhor romance português alguma vez escrito (com o que Saramago rapidamente discordou), assim como deve desconhecer o livro que Bloom organizou sobre Saramago (não há nenhum de ALA), para não mencionar que o seu Génio inclui Saramago e Eça entre os cujos. O mecanismo selectivo da sua mente é tão extraordinário quanto torpe.

    O homem é patético, mas não merece pena; tem demasiado dinheiro, sucesso e admiradores para isso; do que precisa é estar calado e continuar a escrever os seus romances em linha de montagem, um por ano, em silêncio, para não exaurir a pouca boa-fé que ainda lhe oferecem.

    1. Sinto-me tentado a seleccionar esta sua opinião na secção Comentário da Semana aqui no DELITO, Miguel. Você sublinha um aspecto que ainda não tinha visto referido: a desvalorização que ALA faz de especialistas portugueses em literatura (e sublinho, em particular, Maria Alzira Seixo, nome prestigiadíssimo da nossa crítica literária de raiz académica) no confronto com estrangeiros. É uma atitude típicamente portuguesa: tudo quanto vem de fora é bom, tudo cá de dentro é mau (menos ele, claro).

      1. Pedro, essa escolha apenas me honraria.

        O ataque aos nossos peritos em literatura foi o que mais me espaventou; todo o resto já é consabido: o ódio a Saramago, as zargunchadas na literatura portuguesa, as peneiras. Mas nunca tinha visto este lado dele; atacar a mão que o alimentou. Quem o ouvisse falar até pensaria que não foram os críticos e leitores portugueses os primeiros a elogiá-lo e a reconhecer-lhe o mérito. Pelo amor de Deus, o primeiro livro dele foi um bestseller na época, segundo ele próprio, o homem foi à televisão, andava nos jornais; até parece que teve de esperar pelos franceses e espanhóis e americanos pelo merecido reconhecimento.

        Mas como o Pedro diz, o desprezo dele é apenas sintomático de uma doença maior. Hoje em dia é raro, especialmente em blogues com pretensões de análises literárias, ver-se menções aos nossos grandes ensaístas: Vergílio Ferreira, Vitorino Nemésio, Jorge de Sena, Joel Serrão, João Bigotte Chorão, Jacinto do Prado Coelho, João Palma-Ferreira. Só se conhece e fala dos que vêm lá de fora: James Wood, Harold Bloom, Northrop Frye; que originalidade de espírito que esta gente tem! Sabem tanto, mas não sabem nada de si mesmos.

  7. Eu lia os primeiros livros dele com gosto. «As Naus», o quarto, para mim é inesquecível. Desisti numa página de que ainda me lembro de «A Ordem Natural das Coisas». Mas continuei a espreitar o que publicou a seguir. Sempre a descer; «O Arquipélago da Insónia» começa com um erro. Passou a ter uma escrita a metro, tipo José Rodrigues dos Santos só que complexa e quase sempre correcta. Vasco Pulido Valente definiu esta escrita há meia dúzia de anos: «uma pasta».

    1. Usar Vasco Pulido Valente no âmbito deste assunto não é aconselhável.

      O homem consegue desdenhar a cultura e literatura portuguesas com mais rancor e enxovalho do que António Lobo Antunes. Já alguma vez leu as crónicas de ‘O País das Maravilhas,’ ‘Às Avessas,’ ‘Esta ditosa pátria?’ Quer que eu lhe diga o que ele pensa, entre outros, de Aquilino Ribeiro, José Régio, Oliveira Martins, Antero de Quental, Teófilo Braga, José Saramago, Diniz Machado? Não lhe conheço um único elogio à literatura portuguesa, salvo a Eça, e ainda assim o repreende como se fosse um professor a corrigir o comportamento de um aluno tolo. Ele é mais um dos que pensa que bom só lá fora.

      Espere lá, esqueci-me das jaculatórias ao livrinho esquecido da Clara Pinto Correia, “Adeus, Princesa,” mas todos sabemos, e ele em 2005 o confessou implicitamente, aquando do escândalo de plágio, que apenas o elogiou porque o romance atacava o mito comunista da Catarina Eufémia, e isso, para a mente facciosa de VPV , iliba-o de quaisquer crimes de lesa-arte.

      O VPV é um romancista frustrado e falhado que ainda ambiciona escrever um romance policial que sabe que nunca será capaz de escrever, por isso tudo o que diz sobre os seus “pares” deve ser tomado com muitas reservas. Ele adorava entrar na República das Letras, mas custa mais do que meio milhão de euros, custa talento literário que nunca teve, por isso nutre-lhe o rancor de emigrante ilegal escorraçado de volta para o seu pardieiro, de onde tem de assistir a uma opulência de génio de que gostava de desfrutar mas apenas pode imaginar.

      Por mais rabioso que ALA possa ser, o seu mérito literário é indiscutível; o de VPV é inexistente. E o que ele tem para dizer sobre literatura, após ter lido tudo o que já li dele, é tão irrelevante quanto demonstrativo da sua incapacidade para apreciar um bom livro. O homem só sabe apreciar livros policias, históricos (que surpresa!) e “literatura” que vá ao encontro dos seus preconceitos políticos, o que derrota o propósito de se ler, pois também serve para nos ensinar a tolerar e explorar ideias estranhas a nós, e a meter-nos no lugar dos outros. Mas o VPV gosta de olhar para a parede da caverna em demasia.

      Não vale a pena arrastar VPV para esta conversa, já tem porcaria que baste.

      1. Miguel, compreendo o que diz; é realmente assim – mas a palavra «pasta», quando a ouvi, fez todo o sentido par mim, pensando no rumo que tomou a escrita de António Lobo Antunes.

        1. Se acha isso da prosa dele, não vou discutir, até porque a conheço apenas dos anos 80 e 90. Se calhar a mais recente realmente é intragável. Se chegou a essa opinião sozinho, muito bem. Mas o problema de se amparar uma opinião em Vasco Pulido Valente é que o homem é notoriamente anti-intelectual e anti-literatura . Ele simplesmente não gosta de pensar muito quando lê, nem de se esforçar. E a boa literatura é exigente, é difícil. A “pasta” de Lobo Antunes lembra-me demasiado do que escreveu, nos anos 80, da prosa de Aquilino Ribeiro: “a sua tão admirada prosa pareceu-me (e continua a parecer-me) um horroroso crochet provinciano, que cresce em direcção a coisa nenhuma e revela apenas a sua essencial vacuidade.” Uma pessoa começa a aperceber-se de um padrão, não é?

  8. Para rir, vai-se ao Google, e Vê-se um Genial Sketch em Que Eduardo Madeira, Imita na Perfeição António Lobo Antunes a Fazer, Crítica Literária Insultando todos os escritores e Dizendo que, só Vai escrever Mais Dois Livros.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *