Já uma vez aqui disse que não percebia muito bem porque é que me tinham convidado para escrever nesta casa. E, na altura, o Delito ainda falava de outras coisas para além do futebol e de política. É verdade que eramos menos e talvez a intimidade fosse diferente.
Por razões que não vêm ao caso, este fim de semana dediquei-me a ler com atenção uns post’s que, por versarem esse tipo de matérias, me interessaram menos e havia deixado para leitura posterior. Fiquei impressionada. O núcleo duro deste blog é mesmo a política. O que, para quem goste, não será um mal maior. Mas descobri algo que, a mim, me pareceu novo. É que o Delito se transformou numa plataforma de pré campanha eleitoral. Não entro em detalhes nesta análise porque todos os “delituosos” me merecem igual respeito. Todavia e a meu ver, existe um começo de “excesso”. Talvez seja eu que esteja errada. Mas, confesso, gostava mais do DO de quando entrei!

Também eu, já somos dois.
Por duas vezes desapareci, por duas vezes voltei.
Não haverá 3ª vez nem isso tem qualquer importância.
Excelentes autores, com preocupações mínimas de independência e honestidade intelectual, que escrevem artigos sérios sobre temas sérios, não se deviam misturar com autores mesquinhos convencidos (sabe-se lá porquê) que os futuros poderes do país (sejam eles quais forem) lhes vão trazer honras e proveitos só porque escrevem duas patacoadas ditadas pelo mau feitio do acordar ou postam siuações fora do contexto por conveniência pontual .
Não vai, os caceteiros não servem hoje a ninguém.
tem toda a razão.
infelizmente a política e comentários estão inquinados pela frustação.
falta objectividade
um pintor desenhou o português a observar o rectângulo e o mundo através duma teia de aranha.
tentei encontrar, mas perdeu-se nas muitas mudanças uma receita de bolo de mel que minha MÃE fazia durante a IIGG. tenho outra já com açúcar. caso esteja interessada é só dizer.
só comecei a comer bolos aos 70. estreei-me a comer a sachertorte
Vortex
Venha daí essa receita! Bem haja!
Eu conheço o DO há menos tempo, talvez, mas também acho que ultimamente a política se tornou excessiva por aqui. E não é que eu não queira saber de política, mas tudo o que é demais…
Partilho por isso de certo modo a sua opinião e acho, sem ofensa para quem quer que seja, que se tem vindo a tornar menos diversificado (que era o que afinal eu achava mais interessante por aqui) e talvez um pouco mais maçador.
Bom dia,
Como leitor deste blog, concordo consigo. O comentário político acaba por ser uma coisa natural em qualquer pessoa, ainda para mais se vivemos em tempos de crise, mas quem só tem para dizer política, muito pouco tem para oferecer aos outros, se entendermos um blog como uma forma de oferecer a quem o lê aquilo que são as nossas ideias, as nossas aspirações ou a nossa forma de ver o mundo. Também por se tratar quase só de comentário político o que aqui se escreve, venho agora menos vezes a este blog, acabo até por achar mais interessante ler nas noticias os comentários do Jorge Jesus treinador do Benfica, pelo menos deixa-me mais bem disposto.
Cumprimentos a todos os que aqui escrevem.
Assino por baixo. As canções do século do Pedro Correia, as fotos do JAA, as graçolas do Rui Rocha, por exemplo, são descaradamente pré-campanha eleitoral.
Exactamente. E então as minhas receitas gastronómicas são um descarado apoio ao PS – pudim salgado, claro!
Olá Helena, não sei se concordarei assim tanto. Decidi fazer um exercício rápido: contei o número de posts que aparecem na página principal (sem seguir para os “mais antigos” no fundo da página) e contei quais deles estavam ligados de alguma forma à política nacional. Para tal contei uma piada sem texto do Rui Rocha e um post de “Ler os outros” do Pedro Correia. O resultado foi:
Total de posts: 44. Posts que toquem a política nacional: 12. Percentagem: 27%.
Apesar de tudo não me parece assim tanto. Há mais uns posts que tocam a política (sobre os EUA, os terroristas na Síria), mas o sabor a campanha eleitoral não me parece assim tão marcado no número e posts. Aquilo que podemos ver é que certas pessoas terão mais tendência a tocar estes assuntos (eu, por exemplo) do que outros e que esses posts são muitas vezes longos e “puxam” muitos comentários.
Ainda assim, mea culpa, deixei cair a minha série de fotografias ao domingo e parei de falar de ciência. Preciso de recomeçar com ambos :).
Meu caríssimo João André até me ri com a tua análise. Eu far-te-ia outra por conteúdos… mas, acredita, os teus post’s são sempre gostosamente lidos!
É bom sabê-lo Helena, com a escassez deles, acabo por poder concentrar-me mais na qualidade. Quantidade e qualidade deixo para outros que o consigam melhor 🙂 (juro que não estou a ser modesto).
Tem visto assim muitos posts sobre futebol? Eu não (coisa que não me incomoda nada), mas se calhar tenho de ir ao oftalmologista…
O seu problema é estar fora de jogo!
Há quem tenha o problema de fazer todos os jogos.
E não ganhar nenhum!
Fora o árbitro.
Venho ao DO diariamente pela diversidade de género de publicações: desde política nacional, cultura no domínio dos livros, fotos e música e questões internacionais, penso que cada um tem o seu espaço, tal como as suas publicações e já vi artigos contraditórios, pelo que ninguém fica comprometido pelos artigos dos outros por postar no mesmo blogue. Gosto do DO assim.
Ainda bem Carlos Faria. Eu só emiti a “minha” opinião e admiti que o problema fosse eu poder estar errada!
Helena,
parece-me que a política é um reflexo do que se entende como prioritário. Melhor, a transformação da classe política que necessita dar uma volta muito grande. Mas isto será infrutífero se quem fala sobre política, ou calando consente, não der também uma volta à sua vida, eu incluído.
Mas também é um reflexo de quem se empenha por transformar um pouco tudo isto, espero que não seja só para mudar os móveis e a casa manter-se com poeira.
Mas não se vá, porque eu gosto muito de si e de lê-la. As suas receitas também me deixam “auguado”. E há posts em que fiquei muito preocupado.
Olhe, naquele post em que a Helena falava de uma rapariga com pernas quilométricas e das outras que pareciam o arco da Rua Augusta, fiquei muito desassossegado.
Porquê? Porque a Helena também fez referência ao seu património, o 38/40. E eu disse para comigo:
Valha-me Deus!, a Helena ao expor o património ainda desperta a cobiça dos mercados. Tão desassossegado fiquei que pensei que uma OPA podia ocorrer. E pensei de imediato:
Não, não, não, o 38/40 é património da nação e nenhum chinês vai levar o que nos pertence! Como os políticos me deixam pela rua da amargura em matéria de euritos, mas como sou um rapazito vivaço, voltei a pensar:
Se os chineses se atreverem a uma OPA ao nosso 38/40 faço de imediato uma especulativa shortselling, que é uma transacção a descoberto, e faço com que o 38/40 fique na Nação. Depois vou falar com o Presidente da República e peço-lhe que decrete o 38/40 património intemporal dos Portugueses e bloqueio qualquer acção mais especulativa no futuro.
Mas graças a Deus os chineses ficaram quietos. Helena, só para dizer que eu ando atento às reacções dos mercados e dos mercadores.
De Vento
Comentário delicioso!
Infelizmente o 38/40 era antes e pode mesmo ser guardado nas relíquias nacionais, quiçá, Panteão, pelos serviços prestados à Nação.
Hoje o 44/46 deixam o meu património imune à cobiça chinesa, brasileira e afins. Salva-se, talvez, a França, que começa a considerar que há uns 44 que valem mesmo a pena…desde que a idade não assuste!
Também está bem e a idade não assusta, Helena. Olhe, chama-se a isso Valor Acrescentado.
Mas a Helena fale baixo, porque a Maria Luís anda doidinha por uns cobres e ainda tributa-a pelas Mais Valias.
O Delito tem uma grande vantagem. Nada nos impingem entrando oficialmente pela casa dentro em todas as horas de TV e rádio. Aqui tudo é facultativo e para ler é preciso entrar. Melhor seria que nos preocupássemos mais com os excessos feitos abusos dos que nos martelam diariamente a granel sem medida. Note-se que desabafei aqui no Delito de Opinião, ao que parece com toda a propriedade, quando no casulo dos abusadores do costume nem me deixariam piar.
Marquês
Aqui só vem quem quer e só escreve post´s quem é convidado.
A televisão e a rádio só entram se alguém as ligar. E tem botão para fechar ou mudar de canal. Portanto cada um escolhe a intoxicação que preferir com a certeza de que há sempre antídotos.
O seu comentário, aliás, só vem provar o que digo, ou seja que merece muitas dúvidas o facto de me terem convidado e eu ter aceite.
A única vantagem que terei é igual à sua. Ou seja, dizer sempre o que penso. E no meu caso não me interessar por política partidarizada, em que uns são sempre bons e os outros completamente demoníacos.
Ah! e não sou monárquica: nem marquesa nem baroa!
Intoxicação? Aqui não me sinto nada intoxicado. Em relação aos botões para desligar nunca me cansarei de os carregar.
Concordo em absoluto.
O “pecado” não é exclusivo da casa. Está a tornar-se uma doença viral…
Um “escarro” (perdoem-me a palavra) d’um engraçadinho colaborador do Blasfémias, postando sobre a noticia do trágico crime passional de portugueses na Suíça, intitulou-o assim:
” Que pena não ter sido em Massamá” !!!!!
Interpretar uma tirada irónica nunca fez mal a ninguém.
Cara Helena,
Tenho descurado os comentários no Delito e percebo, em parte, por que considera que este se tenha politizado. Mas a verdade é que o Delito é dos poucos blogs “respiráveis” em termos políticos: em que autores de diversas áreas discutem temas políticos de forma mais ou menos acesa, mas sempre cordata e elevada. Há muito pouco clubismo ou fanatismo ideológico e existe igualmente uma procura de discutir ideias e não tanto evangelizar. O que torna o blog atractivos a pessoas como eu, que gostam e têm necessidade de discutir política, mas estão fartos e saturados do excesso de insultos e falta de discussão efectivas noutras paragens.
Notável abordagem.
Concordo consigo, Helena. Embora reconheça um grande esforço do Pedro Correia em diversificar. Por falar nele, lembro-me da primeira vez que passei por aqui. Estávamos em plena campanha interna do PSD e, com ele, travei azedas palavras sobre Passos Coelho. Aproveito e peço-lhe (ao Pedro Correia, bem entendido) desculpas se fui petulante.
Sem desfazer absolutamente em ninguém, faltam as meninas Ana Vidal e Leonor Barros, entre outras, que entretanto deixaram de publicar por aqui. Também as análises sensatas do JAA (José António Abreu) e a acutilância e bonomia do saudoso João Carvalho.
Tendemos a achar que “antes é que era bom”, talvez, mas esta casa continua a merecer por minha parte uma visita diária.
(Não tenho nada contra uma boa luta de galos, mas que seja clara e sem agendas ocultas)
Já nem me lembrava disso, Paulo. Por mim as divergências políticas nunca são transpostas para o plano pessoal.
Você toca num ponto importante: a pluralidade de temas e de pontos de vista é (ainda) mais garantida quanto mais amplo for o leque de autoras/es. Acontece que no DELITO esse leque estreitou-se porque várias pessoas deixaram de escrever (por desinteresse, factores da vida pessoal ou profissional, “migração” em exclusivo para o FB, etc), o que de algum modo transmite a ideia de menor pluralidade.
É mais um problema de percepção, como aliás o João André demonstra mais acima. Mas percebo que exista.
Minha estimada Helena:
Há coincidências curiosas. Por mera coincidência, tinha programado um dos meus “pensos rápidos”, entretanto já publicado ali mais acima, que de algum modo complementa o teu. Ou “responde” ao teu, sem ter essa pretensão – até porque foi escrito bastante antes.
Julgo que o DELITO vem sofrendo, de algum modo, a concorrência do Facebook, para onde migraram as “penas” menos políticas. Algumas sem retorno, o que muito lamento, mas a vida é mesmo assim.
A política, de qualquer modo, é uma das pernas do tripé em que assenta este blogue. Basta ver a legenda impressa desde o primeiro dia no cabeçalho: ‘Política-Cultura-Quotidiano’.
Julgo que o equilíbrio deste tripé tem garantido uma identidade muito própria ao nosso blogue. Naquilo que puder, tudo farei para que se mantenha assim.
Meu querido Pedro
Antes de fazer este post havia já falado contigo e com a Ana de uma forma mais específica, como aliás deveria fazer, uma vez que foi ela que, com a tua concordância, me convidou.
Gostaria por isso que ficasse esclarecido que o que publicamente aqui expus, fora já alvo de debate interno convosco. E na altura expliquei que não poderia comentar em liberdade certos post´s sem que isso fosse tomado como um meio de defesa familiar.
Com efeito, quando para aqui entrei não foi fácil. Sendo mãe de um político, para muitos detestável, houve quem tentasse irritar “a mamã do menino”, esquecendo que ando nisto de “virar frangos” há já muito tempo.
Eu sou eu e ele é ele. Ponto. Qualquer identificação entre ambos carece de sentido. Nunca aqui defendi este governo, ao qual não pertenço e no qual não votei.
O que pretendi relevar no meu post é que há diferença abissal entre análise política e propaganda política. A primeira é instrumento de educação e meio de valorização pessoal. A outra só serve, quem da política queira servir-se…
Que ferro, só política e futebol, futebol e política, e, disto, poucochinho.
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/del itos-poeticos-29-6519830
Eu leio tudo. Gosto daqui. Gosto do Delito. Não é “Delitista” , aceitam todos os comentários e os comentadores são quase todos muito bons. Concordo que ultimamente a política está na ordem do dia no Delito, mas também está todos os dias na ordem do dia no País. Raramente comento postes de cariz político, a não ser quando trazem algum humor à mistura.
… este comentário faz-me lembrar uma redacção da 3ª classe;
O Delito de opinião
O Delito de Opinião é um espaço agradável onde todos podemos entrar e trocar impressões, encetar saudáveis discussões e picardias agradáveis, ouvir música, ler poesia e opinar sobre os mais variados teoas, principalmente política.
Eu gosto muito do Delito de Opinião!
Faz bem Dulce e fico feliz por si. Também já o fiz, noutro tempo.
Mas, como agora sou mais velha, tornei-me mais egoista. Resultado, já só leio aquilo de que gosto!
Helena, parece-me que a sua crítica é injusta. Outro comentadeiro, lá para cima, já quantificou a percentagem de posts a abordar a política doméstica, no total, cerca de um quarto. A mim parece-me uma percentagem razoável. Mas, se a Helena a considera que é uma fatia demasiado grande, por que não aparece por aqui mais vezes? Como pode ver, pela quantidades de comentários que este seu escrito mereceu, colaborações outras, que não sobre futebol ou política, são muito apreciadas pelos leitores do blogue. Sei que só posso falar por mim, mas a minha conclusão parece-me legítima.
Exatamente por isso me afastei. 🙂 hoje passei por aqui e percebi porquê…tem toda a razão, é cansativo!
Estranho, porque leio o Delito praticamente desde o seu nascimento e diria que hoje tem menos política…
Olá, boa tarde
Preciso que a Dra Helena Sacadura Cabral me contacte com urgencia ou me envie um e-mail de contacto.
Muito, muito obrigada
Fernanda Almeida
Para a contactar preciso do seu contacto.
Obrigada!