Já se ouve por aí dizer a propósito do que tem saído na Imprensa sobre a Webrand/ PSD e a Tecnoforma/ Passos Coelho que “qualquer dia ninguém vem para a política, porque ninguém é santo”. São desabafos laranjinhas, mas se fossem outros os apertos logo mudariam de cor. O que interessa é perceber que mais do que reflectirem um nervosismo “clubista” denunciam uma total indiferença pela coisa pública. A preocupação não se foca nos eventuais dolos, mas nos putativos infractores, vistos neste contexto como vítimas de uma caça às bruxas. Esta é a nossa cultura cívica. Temerosa, reticente e dual. Se para moralizar o sistema é preciso escrutinar os nossos, o melhor é deixar estar.
A paz quer-se podre
Teresa Ribeiro,

Bommmm diaaaaaa, Teresinha. Concordo.
Mas venho aqui porque tenho uma coisita que guardei para si. Como há algum tempo falámos sobre a ONU, hoje quero revelar-lhe o meu agrado pelo discurso de Xanana lá naquelas bandas:
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.asp x?fid=26&did=163304
Bom fim-de-semana!
http://videos.sapo.pt/IRWJusgvT3TsyFl9JK Wo
Hoje no Parlamento Seguro exigiu que o primeiro-Ministro revelasse as contas bancárias…
Pergunto: Quando em que data o justiceiro Seguro, exigiu que o seu primeiro-Ministro mostrasse as contas nos casos: Freeport / face Oculta/ Cova da Beira / TVI , etc , etc ..etc
Na porca da politica vale tudo!
Dois pesos, duas medidas, E nunca se sai disto.
E, creio, tudo isto não passa da ponta do icebergue. Se algum dia viéssemos a descobrir todas as negociatas feitas/permitidas por todas as cores partidárias com acesso ao poder, o regime cairia.
Um abraço.
É a cultura cívica dos automobilistas que, após passarem por polícias na berma da estrada, fazem sinais de luzes aos automobilistas que vêem em sentido contrário.
Que excelente analise.
Obrigada, Cristof.
Não podia estar mais de acordo…
Gostava no entanto de levar a coisa ainda mais longe, infelizmente essa postura tribal, clubista e mesmo corporativa atravessa horizontalmente a nossa sociedade em termos sociais, profissionais, políticos e outros e transforma a sociedade portuguesa em algo medieval, onde somos todos iguais, mas uns, cada vez em menor nº, são mais iguais do que os outros…
O exemplo acabado, é sem dúvida o trato que o funcionário público dá ao cidadão (súbdito) em geral, onde somos, todos ou quase, tratados como facínora até prova em contrário.
Um outro problema que nos prossegue como uma maldição e resulta em larga medida do nosso conservadorismo, é possuirmos uma Republica onde o numero de cabeças coroadas é estranhamente elevado e onde o numero de súbditos é, incompreensivelmente cada vez maior.
Há no entanto uma coisa à qual os portugueses em geral e as autoridades Portuguesas em particular sempre foram sensíveis… o gosto de agradar aos estrangeiros.
E esta para mim vai ser a chave da solução do problema, o Banco Central Europeu, a pressão da dívida e o aumento em quantidade e qualidade do nº de Licenciados, vai obrigar as coisas a mudar, espero eu, profundamente.
Além disso, as grandes empresas portuguesas publicas e privadas, são uma raça em vias de extinção e como consequência o refugio dos Ex, políticos e filhos de algo, possuem campos de caça cada vez mais reduzidos e menos abundantes.
O grande problema poderá ser o tempo que tudo isto poderá levar e ou humores Alemães.
Veremos…
Olá, Zé. Que surpresa! Gosto de te ver por aqui.
Tocas em várias questões que se encaixam como peças de um puzzle, ou melhor, peças de um espelho partido. Se as juntamos, vemo-nos. Somos assim, reverentes com o estrangeiro (a promessa de ir além da troika não reflectia apenas um credo, mas subserviência), tolerantes com as “cabeças coroadas”, que por sua vez raramente se empenham no desenvolvimento do colectivo, revelando uma cultura cívica mediocre.
Acredito que mudaremos porque vamos ficando gradualmente mais informados e capacitados, mas vai demorar, ah pois vai.
Olá dona do pedaço!
Abriste a porta dos curros ao animal e deste-lhe a hipótese de desabafar, agora aguenta…
Cá vai disto… A vitória do António Costa parece estar a criar junto da opinião publicada, um nervoso miudinho com cheiro a PREC, os mesmos que há 2 semanas chamavam a atenção para o crescente divórcio entre eleitores e eleitos, encontram-se agora preocupados com o método e fórmula das directas do PS, com o que se disse ou não se disse e com a inopinada e impropria, candidatura a 1º Ministro do AC, ao que parece a forma revela-se mais importante que o conteúdo, go figure…
Como dizia o Vinicius – é preciso ter peito, peito de remador- aturar esta malta é dose.
Adiante, já temos de experiência feita, a noção de que do Passos Coelho e seus próximos, nada de muito criativo, revolucionário, ou com futuro irá nascer ou poderá crescer. Desvantagens de se viver no deserto das ideias falhadas e sem alternativa…
Como eu acho que o nosso País precisa como de pão para a boca, de linhas de força construtivas e com futuro, supra partidárias, persistentes e perseverantes de malta preparada e de dinheiro para as financiar, gostaria de contribuir com algumas ideias para memória futura.
Este seu criado e humilde cidadão, é um dos que acha que o esforço deve recair sobre um nº reduzido mas importante de objectivos. A reforma do estado, o mar e as energias renováveis/sustentabilidade, são para mim as eleitas como apostas necessárias, viáveis e com futuro e se é verdade que alguém já comentou que, prever é sempre complicado, especialmente se for o futuro, eu depurando a razão que me leva a escolher estes temas direi:
– Reforma do estado – Está mais do que na hora de:
1º Sabermos o que queremos dele e reformarmos em conformidade.
2º De se tornar um facilitador, coisa que nunca foi. O modo como uma parte do estado desconhece o que faz a outra parte, transformando o cidadão a num interface é no mínimo ridícula.
3º O cidadão ser tratado pelos serviços como um cliente em vez de um chato, um malandro ou criminoso.
4º De os livros de reclamações terem consequências …
5º De … organizem-se…
Sobre o mar e a sua óbvia importância… o mar próximo da nossa costa, a ZEE (Zona Económica Exclusiva) é Território Nacional e tem uma extensão de 200 milhas marítimas (1 milha = 1852 m), como diria o outro, é só fazer as contas…ora isto faz dos Portugueses, os felizes proprietários de uma extensão de mar grande como o caneco. A nossa ZEE é uma das maiores da Europa e representa perto de 20 vezes a área terrestre, sendo actualmente uma tela quase em branco, que espera pelo pintor.
Está quase tudo por fazer e só depende de nós; o que à partida não é bom augúrio, mas não deixa de ser uma tremenda oportunidade!
E por último as energias/sustentabilidade…
Existem para aí uns tipos que passam a vida a falar sobre a protecção da natureza do meio ambiente, do aquecimento do Planeta …
Ora o Planeta não necessita de ser protegido por minguem, irá modificar-se e encontrará novos pontos de equilíbrio como sempre o fez ao longo da sua já longa vida.
Somos nós o ser humano e todos os outros seres vivos, que teremos que nos adaptar às novas condições ambientais. O motivo e objectivo das alterações, de quem ganha ou perde com elas não passa de um pormenor, a verdade é que a bem ou a mal vamos ter de nos adaptar se quisermos sobreviver e isso obrigará a uma tremenda alteração dos nossos modos de vida no futuro próximo.
Bjs.
Concordo no essencial com o que defendes. Em relação ao que dizes sobre o que deve ser o papel do Estado parece-me do mais elementar bom senso. Quanto ao ambiente, estou em linha com os que defendem a progressiva diminuição da dependência do petróleo. Só tem vantagens, não só no plano ambiental como geopolítico. Mas percebo os que como Bjorn Lomborg dizem que o caminho proposto pelo protocolo de Quioto é caro e ineficaz e que mais vale gastar dinheiro em programas de combate à fome e apoio ao desenvolvimento, que levem vastas regiões a adoptar boas práticas ambientais…
Bjs
O tema, para mim tão querido, do somos todos iguais mas uns são mais iguais do que outros, voltou à ribalta com a história de Hong – Kong, onde a policia agrediu violentamente os manifestantes pró-democracia.
Ver algumas das estruturas que, por pura ganância, investiram em força na China do partido comunista e para lá transferiram milhares de empresas sabendo perfeitamente que iam trocar centenas de milhares de empregos com direitos e respeito pelo meio ambiente, por outros com salários baixos e sem direitos e onde “a poluição é nossa amiga”, mostrarem preocupação pela falta de democracia da China que nunca mudou de atitude, lembremos TIANANMEN, é no mínimo ridículo, se não fosse trágico.
Já para não falar dos muitos milhares de mortos das guerras da Coreia e do Vietname, que morreram pela causa da LIBERDADE e DEMOCRACIA, se verem ultrapassados pela necessidade de ganhar dinheiro, no matter what …
De facto, esta vida dá muita volta e o que hoje é verdade, transforma-se em mentira pouco tempo depois e curiosamente pela boca dos mesmos, sempre dos mesmos, os donos da verdade…