«Esta é a ambulância ainda… hã… no interior da residência de Michael Jackson. A ambulância vai sair… hã… em marcha-atrás, em direcção ao hospital.»
(Pedro Mourinho no Jornal da Meia-Noite, SIC-Notícias)
«Esta é a ambulância ainda… hã… no interior da residência de Michael Jackson. A ambulância vai sair… hã… em marcha-atrás, em direcção ao hospital.»
(Pedro Mourinho no Jornal da Meia-Noite, SIC-Notícias)
Sim, na verdade este tipo de….haaaaaaa….. comentários é das coisas que…..haaaaaaaa…. mais detesto ouvir da voz de um profissional que tem……haaaaaaaa…..a obrigação de ter um discurso fluente e contínuo, haaaaaaaaa…
Mas há um outro que ainda….haaaaaaa….. é muito pior do que este que é o que apresenta o jornal da manhã…..haaaaaa…na SIC «normal» (não me lembro do nome dele), que esse então,….haaaaaaa….é um verdadeiro “haaaaaa-dependente”. Numa frase com dez palavras, mete pelo menos vinte haaaaaas….
Não haverá naquela estação alguém que supervisione isto e que acabe de uma vez por todas com este tique irritantíssimo? É que não há saco,…haaaaaaa?
Permito-me recomendar que fiques atento ao novo ‘post’ da série «Quem se vê na TV», que será o número 17. Ainda não sei se irei editá-lo hoje, mas será muito em breve. E acho que irá interessar-te. Hehe…
Ok,….haaaaaaa….estarei atento!
Grande abraço.
Pois aí tens, já editado.
O que é triste é falarmos mal e a gaguejar. já é suficiente se este for um problema genético agora haaaaaaa… a mais que notícia, é que se pode considerar enfadonho! Neste capítulo os comentadores brasileiros têm muito mais rigor na comunicação. Poderão por vezes não serem textos demasiado elaborados mas a transmissão dos mesmos possui outro ritmo e sobretudo, sem quebras de pensamento relativamente àquilo que estão a transmitir. É pena, afinal temos que abrir aqui um “post” sobre acordo ortográfico e de modos de falar!
O Pedro Mourinho é dos melhores profissionais.. ah.. do jornalismo português. É difícil chegar onde ele chegou, devia haver mais respeito ou…ah… menos inveja… ah
Meu caro, se fosse só este o dos “hãns”…
É raro termos um ou uma comentarista da estripe da Sandra Felgueiras, em que não há um hã, uma hesitação.
Felizmente não é só ela, mas são tão poucos…
Cunhas, meu amigo, cunhas!
O caso da Sandra está-lhe no genes: herdou pouca propensão para hesitações.
Em marcha atrás, em direcção ao hospital???? Se calhar foi por isso que ele não se salvou…
Já pensei… hã… nisso.
Caro João Carvalho.
Entendo bem a sua ironia. Contudo a Sandra não tem culpa da mãe que tem…
Aliás, não conheço nem uma nem outra, só da televisão.
Longe de mim esse juízo. Nem me passaria pela cabeça outra coisa, meu caro.
O português como língua está de rastos e muito mais quem a fala e sobretudo quem tenta colocar novos vocábulos não sabendo tão pouco utilizar os já existentes. Esta praga já nasceu há muito sobretudo desde as novas reformas no ensino. Por acaso já tiveram a oportunidade de ver um espectáculo sobre os Lusíadas passado nos nossos teatros em que os cânticos mais pareciam um desenrolar sistemático de uma tabuada qualquer? Nem tão pouco sabem ler um texto com vírgulas e acentuação – vai tudo de seguida. Quem quiser que vá ler Camões. Ah já me esquecia, e o dividir orações que também já passou de moda? E a nova técnica de estenografia? Esta era uma escrita rápida mas tinha critérios. Povo sem cultura perde-se nos tempos. Esquecer Camões, Aquilino Ribeiro, Sá de Miranda e tantos outros é deitar às favas o nosso património cultural e sobretudo linguístico. Nós (portugueses) seguimos a via mais fácil – o que é de fora é que é bom! Porventura nem compreendemos o que estamos a ler (traduzido muitas vezes em cima dos joelhos) mas é bom, é estrangeiro (caraças)!
Tens carradas de razão. O tema já tem andado por aqui várias vezes e continuará, sempre que possível e desejado.
Andamos a «deitar às favas o nosso património cultural e sobretudo linguístico», como se o património linguístico não fosse a essência da própria cultura de um povo com língua própria. Mesmo até que não estivesse disseminada pelo mundo, como está a nossa.