A star is dead


Ana Vidal,

Michael Jackson não era só aquela aberração estética que todos conhecemos. Não era só o eterno protagonista de atitudes polémicas, chocantes até, que o transformaram numa espécie de freak show ambulante. Não era só uma patética encarnação de Peter Pan. Era também um dançarino único e um músico cheio de talento.

 

Era também isto:

 

31 comentários em “A star is dead”

    1. Ariel, as estrelas são concerteza de outra dimensão, por isso são estrelas. Mas há coisas que, para mim, são suficientes para retirar o estuto de estrela por melhor que seja a performance artística. Este é um dos casos. Como disse acima, que descanse em paz!

      1. Compreendo-a muito bem Maria do Sol, mas ele foi e é uma estrela, malgré tout . E não temos necessariamente de as admirar incondicionalmente .

    2. O álbum History é um clássico que ouço muitas vezes, um best of precioso. E esta canção mostra uma faceta menos conhecida da voz dele, que não se encontra nas mais conhecidas, com outros ritmos.
      Acho que ele era mesmo de outra dimensão, para o melhor e para o pior.

  1. Michael Jackson não era efectivamente um dos meus ídolos, sem que isso signifique que possa deixar de reconhecer que foi um dos maiores ícones musicais das últimas décadas. Era na verdade um artista de craveira excepcional, mas aquela aura de exotismo, de folclore, de estranheza de que se fez rodear, não contribuíram muito – antes pelo contrário – para o engrandecimento do seu imenso talento artístico, em minha opinião. Sendo um facto incontornável a notícia da sua morte, parabéns Ana, pela homenagem que aqui lhe pudemos deixar e também pelo lindíssimo video do Chaplin (que me fez rir até às lágrimas), acompanhado pela belíssima voz do Michael Jackson.
    “And remember: Whatever happens, just keep smiling!”

    1. Mas eu estou inteiramente de acordo consigo, Luís. E também com o João e a Maria do Sol, no que toca à personna que foi MJ. Quem eu lembro aqui é o músico excepcional, e foi por isso mesmo que escolhi este video onde só a voz dele está presente, num registo sem esse folclore insuportável. Para imagens, prefiro as de Chaplin, que casam na perfeição com a delicadeza da voz de MJ. De todas as versões que já se fizeram de “Smile”, é esta a que prefiro.

      Foi de propósito que sacrifiquei as mil maravilhosas canções que ele compôs para escolher uma que não é dele, e que sacrifiquei os originalíssimos passos de dança que ele inventou, negando-lhe a imagem aqui. Tudo isso em nome de uma evocação mais digna de um músico que admiro e que ficará para a história, pelas boas e também pelas más razões.

        1. Obrigada, João.

          (Incluo aqui uma errata para o meu comentário anterior, se não te importas: “já foram feitas” e não “já se fizeram”. Assim está mais correcto) 🙂

  2. Estou contigo na aceitação de génios dúbios como este, Ana e também compreendo a Mdsol e o João.

    Há um pequeno truque, que apesar de queimar na pele, se for conseguido até resulta: separar o homem do artista. Se assim não for, perder-se-á muito do talento da humanidade. A admiração que temos por alguém que leva a arte a planos do inatingível, implica grandes riscos e arcar sem pieguices com os pecados do artista; também eles muitas vezes incompreensíveis. (Ares da Minha Graça, de hoje)

    1. Já lá vou ler-te, Patti. Mas é isso mesmo que dizes: se não conseguíssemos separar a obra do seu criador, perderíamos muito do que de melhor se faz em arte no mundo inteiro. A lista de génios que foam/são execráveis como pessoas, é interminável.

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