“O Governo está a enganar os portugueses” quando diz que a operação de resgate do BES não terá custos para os contribuintes, acusa Paul De Grauwe, professor de Economia na Universidade de Leuven, na Bélgica, e ex-conselheiro da Comissão Europeia, em declarações ao Dinheiro Vivo.
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Serão os contribuintes a emprestar aos bancos, por um prazo de até dois anos, o que falta para chegar ao capital necessário: 4,4 mil milhões de euros. É o valor de uma reforma do Estado“. – Dinheiro Vivo

Continuamos a fazer futurologia, sempre, sempre na perspectiva de que a coisa vai correr mal, TEM de correr mal.
O que aconteceu no domingo é apenas o principio de um processo que, é evidente, tanto pode correr bem, como pode correr mal. Não aceito é que mesmo vindo de académicos prestigiados, se diga que vai indiscutivelmente correr mal, porque sim, ainda por cima usando uma retórica à moda da Catarina Martins e do PCP, que já disseram tudo e o seu contrário a propósito do assunto.
O futuro do Banco Novo dependerá muito da competência, dinamismo e visão de quem o dirige, e embora os tempos que vivemos sejam bastante incertos, veja-se o que aconteceu hoje às bolsas por causa da Ucrânia, não acredito que a actual administração se limite a pôr-se à janela a perguntar como a Carochinha: quem quer casar comigo?, à espera que apareça alguém com o dinheiro para comprar o banco.
A administração do banco liderada por Vitor Bento, tem de mostrar o que vale e começar a criar valor rápidamente, porque tem todas as condições para isso: dirigem um banco aparentemente expurgado de activos maus e devidamente financiado para continuar a trabalhar com os seus clientes, que são maioritáriamente as PME que, como sabemos são o motor da economia portuguesa. Nestas circustâncias, um banco que detém 20% do negócio em Portugal, só pode crescer e ser rentável, se for bem administrado.
Parece-me portanto prematuro garantir que o estado nunca irá recuperar o dinheiro que lá meteu, e que embora faça parte da divida pública, não saíu do OGE.