A notícia de que a Cimpor vai adquirir 50 por cento das acções da fábrica equatoriana Cemento Chimborazo deve deixar a Caixa Geral de Depósitos (CGD) nervosa. Se Manuel Fino, o protagonista da célebre negociata com a CGD, cheirar que as acções da Cimpor vão subir substancialmente com a compra de metade da cimenteira do Equador, é muito capaz de reivindicar o seu direito contratual.
Como é sabido, o empresário Manuel Fino tinha entregue à CGD acções desvalorizadas da Cimpor para pagamento de uma dívida de valor bem superior, que a CGD aceitou para aumentar a sua posição na Cimpor, mas deixando que o empresário pudesse reavê-las se lhe fosse conveniente. A partir de agora, se o capital de Fino puder ficar mais grosso, a CGD que se prepare para perder.
Para já, aproveito a onda e vou à CGD hipotecar a minha rampa de acesso à garagem. A rampa é toda em cimento do melhor e quero ver se também consigo engrossar, que o meu capital está transparente de fino que anda.

Belo título, João.
Acha que a CGD também aceitaria hipotecar a minha varanda? O cimento foi escolhido a dedo, posso garantir. Coisa mais fina, só a minha conta bancária…
Acho que sim, Ana. Se a CGD quer dominar os cimentos, é bom que não desperdice as oportunidades. «Grão a grão…»
E passamos a ser accionistas das poderosas cimenteiras, com a tua rampa e a minha varanda? Parece-me bem. 🙂
Claro. Investimento variado, investimento assegurado.
João já agora possuo ainda um “saquinho” de cimento que sobrou de uma pequena reparação num muro e aí vai ele para tentar que o mesmo ainda me dê umas patacas! E atenção este cimento foi bem guardado à espera que as cotações subissem. Não tem humidade e o seu aspecto é impecável.
João já agora envia-me o teu mail.
Boa, Jorge. As pequenas coisas, como diria o Jorge Coelho, «são ‘munto’ importantes, e isso é que é fundamental». Ou será que são fundamentais, e isso é que é ‘munto’ importante?…
Não sei se já reparaste, mas o Luís Figueira também é um ‘habitué’ desta casa.
Creio que tens acesso ao meu ‘mail’ se clicares no meu nome. Mas eu telefono-te.
Do Jorge Coelho só fiquei preocupado quando ele esteve com uma doença muito perigosa mas que o Durão Barroso com os seus conhecimentos (valha isso) o conseguiu “safar”. Para qualquer um de nós não haveria essa chance! De resto, está como quer pois, saiu do status político para o empresarial e que “tacho”! Aliás todos estes tipos saem da vida política e ficam para toda a vida com ordenados do “arco da velha”. É o socialismo em grande!!! Penso que esta palavra só já existe nos dicionários. terei razão?
Ordenados do ‘arco da nova’, queres tu dizer, pois a velha está desactualizada.
Do que te foste lembrar: só mesmo tu para registar a doença! Hehehe…
Que pena, agora que estava a ficar tão elegante e a perder aquela grande barriga!
Mas lá que ele é «Fino», ai isso é, e “gente fina” é outra coisa!
Já encontraste o Jorge por aqui?