«Vladimir Putin está a cometer demasiados erros de avaliação, o que é perigoso. A tragédia do avião da Malásia mostrou os riscos da sua política ucraniana e da perda de controlo sobre os bandos “separatistas”. A seguir, perdeu a oportunidade de contribuir para uma desescalada sem perder a face. Está agora confrontado com a perspectiva de sanções mais duras, que poderão constituir uma séria ameaça para a economia russa. Na sua lógica, não recuará — isto é, calcula que não pode recuar por razões de prestígio e de poder doméstico — e ampliará consequentemente a dimensão da crise.»
Jorge Almeida Fernandes, no Público

A informação jornalística que tenho visto sobre o abate do avião na Ucrânia tem sido contraditória, para não dizer um nojo.
É claro que, colocando vaselina antes, a hipótese que entra melhor nos ouvidos é a do abate ter sido feito acidentalmente pelos separatistas.
Podia ser o avião onde ia Putin, mas não interessa, os separatistas estavam bêbados e disparavam a tudo o que mexia, mesmo que não pudessem ver um avião a 10 Km de altura. Ou então foi Putin que deu ordens, porque têm torres de controlo, sabem a posição dos aviões civis, e mesmo assim decidiu abater o avião, porque é um ditador malévolo, e gosta mesmo é de receber críticas e sanções.
Mas, tirando estes apartes, o mais engraçado era ver algumas reportagens, onde se acusava a dificuldade de acesso, o mau cuidado na preservação dos corpos – tudo isto na voz dos locutores portugueses.
Ao mesmo tempo, e quase em tom surreal, os investigadores diziam que os corpos estavam bem preservados, e que as maiores dificuldades no seu acesso ao local pelo lado governamental ucraniano.
É claro que há uma guerra de informação, e esse comentário parcial no Público acaba por se resumir a… nada de concreto.
Já me perguntei se Putin estará realmente a cometer demasiados erros de avaliação, ou se acontece que o que ele quer é que se pense isso mesmo.
“Vladimir Putin está a cometer demasiados erros de avaliação, o que é perigoso.”
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olha-se para o mediterrâneo e vê-se quem é que anda a cometer demasiados erros de avaliação…
Pois não sei se foram erros de avaliação ou acções deliberadas para lançar o caos na área.
Já temos o caos do Iraque, da Síria onde os revoltosos foram incentivados com a não interdição de venda de armas, da Líbia a seguir onde mais uma vez se fez um jeitinho dando apoio aéreo descarado quando o 1º objectivo e único declarado era impedir o uso da aviação por parte de Khadaffi.
Na Tunísia e Egipto as águas permanecem falsamente tranquilas.
Marrocos e a Algéria são barris de pólvora com a crescente emigração da África Sub-Sariana.
Depois veio a crise ucraniana alimentada por europeus (Alemães, Franceses e Ingleses) e americanos que ajudaram a derrubar um presidente democraticamente eleito e agora estão aí os estilhaços.
E agora a desproporcional (se é que uma agressão pode ser proporcional) agressão a civis palestinianos.
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O bluff ocidental é perigoso e Putin e os russos sentiram-se ameaçados e com razão (ao terem mais um estado pró-ocidental com baterias de mísseis instaladas como acontece na Polónia) então assegurou já o Mar Negro e quer assegurar uma importante região industrial da Ucrânia como segurança mínima.
Para compor só falta mesmo a China dizer á Coreia do Norte para fazer uns testes nucleares ou disparar uns mísseis velhos sobre o mar do Japão, no entanto como os chineses são famosos pela sua paciência estão no “camarote” a assistir a tudo, pelos menos até ver…………………..
para deixar de ser “informado” do que «eles» querem precisamos de pesquisar meios dispares, já que quando o jornalista pretende que entrevistado afirme que os rebeldes não autorizaram os peritos internacionais, quando recebe a informação que as bombas caiam ali(presumiu o “jornalista” que as bombas contra eles eram atiradas pelos colegas rebeldes, só para aumentar as baixas para a estatistica!!) ficamos a perceber que tipo de informação obtemos destes pulhas jornalistas.
Temos que equacionar a China que não vai hostilizar os falcoes americanos, mas não precisa de andar a estender o capacho a ninguem. E só para que conste, fazem de tudo – sozinhos têm mais linhas de comboio tipo TGV que o resto do mundo todo junto, e população tambem anda perto. Claro que a informação que aqui recebemos tambem tem outra narrativa em relação a quem lidera hoje -mesmo que a realidade nos mostre quem é que anda a comprar tudo o que dá lucro em Portugal e no mundo.