Formação e estágios escondem reais valores do desemprego (isto para não falar dos part times que rendem por mês entre 100 a 200 euros, uma novidade que não chega para viver, mas com impacto muito positivo nas estatísticas).
Sinais evidentes de que estamos a sair da crise – 1
Teresa Ribeiro,


os part times que rendem por mês entre 100 a 200 euros
E mais os múltiplos empregos que se assemelham a part times, pois que as pessoas empregadas de facto têm muito pouco que fazer e também auferem muito pouco.
E ainda mais os empregos a tempo completo mas em que o salário é tão baixo que mal dá para se viver de forma independente.
E como querem que a natalidade aumente?
Lavoura, ao menos nisto estamos de acordo.
Ora Teresa, estamos de acordo em muitíssimas mais coisas. A Teresa tem que ter em conta que eu em princípio não comento posts com os quais estou de acordo – só comento quando há qualquer coisa com que discordo. Portanto, o facto de eu comentar negativamente algumas linhas dos seus posts não quer dizer que não esteja de acordo com enormes partes deles…
O desemprego é uma enorme chaga que nos atingiu para ficar. Oxalá esteja enganado, mas o desemprego em Portugal dificilmente baixará dos dois digitos nos próximos dez ou vinte anos.
Há concerteza muita gente mais habilitada do que eu para explicar as razões desta desgraça. Mas normalmente quem explica as razões do desemprego, nunca explica como é que se criam empregos. Eu só conheço duas maneiras: no estado e nas autarquias, ou então com investimento, muito e bom investimento. O estado e as autarquias têm de reduzir e muito os seus efectivos, e para o investimento é preciso haver quem tenha dinheiro e interesse em fazê-lo, e não há entre os que têm os meios quem esteja interessado em investir em Portugal, que para criar 400 mil empregos necessita nos próximos cinco anos de investimento equivalente a dez Autoeuropas.
Para juntar a isto, temos entre mãos a falência do maior grupo financeiro português, que vai deixar um rasto de destruição na economia indigena cuja dimensão ninguém ainda se atreve a prever. Mas há um “pormaior” que vai ter um enorme impacto directo na economia portuguesa: 90% de uma parte do calote, cerca de 4 mil milhões de euros, pertence a portugueses. Podemos imaginar o que vai ser o “choro e ranger de dentes”, que por aí virá.
Por outro lado, o que os futuros governantes, sejam da direita ou da esquerda, andam por aí a dizer que vão fazer, também não augura nada de bom. Por isso, temo que Portugal se esteja a aproximar a grande velocidade de uma “tempestade perfeita”.
Concordo com a sua análise, mas outros dirão que é uma perspectiva pessimista, que o que não faltam para aí são sinais de que isto está a recuperar. Mesmo sem a ajuda da hecatombe do BES os “sinais” que eu via era fundamentalmente a prosperidade de certos negócios de nicho, virados para a minoria que os sustenta. Será uma fatia pouco expressiva da população portuguesa, mas em números absolutos corresponderá a largos milhares (dezenas? centenas de milhares?), o bastante para criar a ilusão de progresso nas franjas que não foram seriamente afectadas pela crise e que frequentam, justamente, esses lugares.
A razão é que os Portugueses são Socialistas mas não são Sociais.
Por isso preferem os privilégios e benefícios que dão as leis socialistas.
Aristocratas portanto.
Em vez do mercado onde se tem de ser social.
Emprego é fazer coisas para os outros, servir os outros naquilo que os outros estão precisam ou estão interessados.
E evoluir com o mercado. Se só sabemos fazer pontes e prédios quando já estão feitos ou mudamos e aprendemos a fazer outra coisa ou vamos para um sítio onde façam prédios e pontes.
Parece que os engasgou.