Este texto de Pedro Rolo Duarte explica muito bem a crise da comunicação social e, em particular do DN, onde trabalhei 21 anos. As vítimas são os suspeitos do costume, em muitos casos trabalhadores com salários baixos e sem responsabilidade nos erros identificados no texto e que comprometeram a credibilidade de uma instituição centenária com imenso valor cultural.
Luís Moreira em Banda Larga toca numa ferida que se repete até à náusea: sistematicamente, o copo desta crise tem sido visto meio vazio. E a recuperação não começava nas exportações e continuava no investimento? É o que está a acontecer, estamos a entrar na segunda fase.
Luís Rocha, um dos melhores autores de Blasfémias, analisa as dificuldades que qualquer governo enfrentaria na redução das rendas excessivas das parcerias público-privadas. Este texto faz um resumo brilhante de um problema cuja responsabilidade principal está nos governos que contrataram estas loucuras. Embora as reduções de encargos para o Estado sejam importantes, o FMI já manifestou alguma frustração, mas acima de tudo o debate está inquinado pela demagogia.
Bela crónica de Rui Bebiano, que pode ser lida em A Terceira Noite.


Em relação ao que está a acontecer no DN leiam a Estrela Serrano. Estão lá as razões todas que levam os trabalhadores para o desemprego, embora ela queira mostrar o contrário.
No texto do Pedro Rolo Duarte há duas frases fortes, sobre a gestão do DN, que explicam muita coisa:
“(…) há muito que se percebera que seriam os trabalhadores a pagar o preço de uma gestão laça, muitas vezes incompetente, na maioria dos casos apenas ignorante. Quando falo de gestão falo também, sem medo, na direcção dos principais títulos do grupo. A crise não justifica nem desculpa tudo.”
“Aqueles que nestes anos contribuíram para delapidar o património material e imaterial do DN flutuam tranquilamente no pântano que criaram.”