Acordas ao Domingo de manhã e aproveitas o sono ainda profundo dos restantes membros da família para dar uma volta pela casa, recordar episódios, pôr meia-dúzia de memórias em ordem. Há, todavia, qualquer coisa estranha, perturbadora, que te desperta para o presente. Não há uma única divisão que não tenha um, dois, vários elasticozinhos coloridos espalhados pelo chão, perdidos nas mesas, pendurados nos locais mais impossíveis. Ah, pois, dizes só para ti: é com isto que a Leonor faz aquelas pulseiras coloridas. Segues viagem em direcção ao frigorífico. Enquanto os olhos procuram um iogurte, dás de caras com uma embalagem cujo rótulo declara para quem o quiser ler: alface icebergue. Alface icebergue, murmuras. A tal alface de que até há dois dias nunca tinhas ouvido falar e que viste referida ontem em dois programas de televisão, três blogues e quatro ou cinco jornais. Já não podes conter um sorriso. Puxas as calças do pijama para cima com evidente satisfação. Pulseiras de elásticos e alface icebergue, juntas sob os tectos que acolhem a família Rocha. Estamos tão, mas tão actualizados. Macacos me mordam se não estamos a educá-los bem.
I´ve seen the future brother: it is iceberg lettuce and rainbow loom
Rui Rocha,


Bro, i think i heard Leonard saying: 9mm to any father wearing that and eating iceberg fukin’ lettuce.
Yes you did.
Se tu só repetires, também não evoluis.
Uma sugestão quanto ao modo de fazer pulseiras de elásticos, suponho.
“Se tu só repetires, também não evoluis. O treinador tem de evoluir todos os dias e os jogadores praticam arte. O futebol é o desporto mais difícil no Mundo. O treinador tem de saber acompanhar esta arte e ser um criador. Todas as nuances, seja da ciência ou das tecnologias, têm de ajudar o treinador, tal como uma boa equipa técnica”. (E prisemplo com a Paula Rego tu aprendes).
Exactissimamente.