Gente


Sérgio de Almeida Correia,

Um título de jornal: “Itália: 40 mil imigrantes dão à costa em 2014“. Fiquei a pensar.

Até nestas pequenas coisas, nos títulos dos jornais, são mal tratados. “Dão à costa“, como o petróleo depois dos desastres marítimos, a nafta ou as baleias. Bem sei que alguns chegam já sem vida, vogando à deriva pelo mar, até que alguém os recolha. Mas não serão eles, também, gente como nós?

6 comentários em “Gente”

  1. Tem toda a razão .

    Não sei qual o jornal mas conviría verificar se noutra página qualquer , hoje , ontem ou amanhã , não tem outro artigo cheio de coisas “bonitinhas” a apelar aos bons sentimentos de cada um sobre o caso .
    Isso dar-nos-ía a medida da hipocrisia editorial do dito .

  2. Eles são iguais a nós, em tudo. Tiveram um problema, nasceram onde não deviam e como tal, são tratados como seres menores. Dói, ver estas imagens porque cada vez mais, se cultiva o egoísmo e o desprezo pelo outro. Que sociedade estamos nós a construir, tão desprovida de sentimentos e tão cruel?………..

  3. Conversa de chacha. Já quando chamam “populares” às pessoas que vivem no campo acham todos muita graça, e o fazer “rápido” que substituiu o advérvio correcto e mais uma catrefada de calinadas graves que se ouvem todos os dias, de tal maneira que a malta nova já nem sabe falar nem pensar graças à inversão de valores que vocês introduzem diariamente. “Dar à costa” não tem nada de mal e a expressão é correcta. Como sabemos o objectivo desta pieguice é outro.

    1. “Populares” são tanto os que vivem no campo como os que vivem na cidade e vejo chamar mais vezes isso às pessoas que moram nas cidades do que às que vivem no campo , talvez porque as primeiras são mais objecto de notícia que
      as segundas .

      É um substantivo masculino plural que indica “o povo” .
      Se não fôr plural , “popular” indica “homem do povo” .

      Não é para achar graça ou deixar de achar graça , é a definição dos dicionários.

      Caro Torpedo , acho que fez “rápido” o seu comentário .

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