Cantor preferido do meu Pai , o facto de ele viajar muito em serviço a França e poder trazer os últimos discos saídos (numa época em que demoravam meses a chegar cá , quando chegavam) associado ao facto do francês ser a minha segunda língua “materna” (por assim dizer) levou a que eu oiça Aznavour quase desde que nasci – e já nasci há muitíssimos anos !
Não direi que tenha as cerca de 1200 canções que ele escreveu mas certamente terei entre um quarto a um terço em suportes variados que vão da velhinha fita dos gravadores dos anos 60 (hoje inaudíveis porque a camada de óxido de ferro pirou-se entretanto), passando por singles e EP (coisas estranhas !) , cassettes compactas com a fita a partir-se porque entretanto “colou” , os novamente na moda LP até aos diversos suportes actuais que incluem o CD ou a biblioteca do Media Player.
Acabo assim a ouvir sempre os mesmos 30 ou 40 temas que me remetem para situações especiais (eu que nem sequer sou saudosista …) e esta canção de 1963 aparece invariávelmente por lá .
É verdade, meu caro: faço os possíveis por estar atento às datas, relacionando-as com este desfile de canções. Quanto ao Aznavour, é rapaz da criação do doutor Mário Soares. São de uma boa colheita – ano de 1924.
Conheci os “franceses” através do meu pai. Brel, Piaf, Becaud,Aznavour, Moustaki. Os italianos e os espanhóis eram mais “tocados” nas rádios, quase a par dos nacionais. Levou-me bastante tempo a perceber que muitas das nossas músicas mais populares eram covers de músicas estrangeiras, outras , produto da excelência compositores nacionais, com excepção de fados ou das canções para a Eurovisão, não eram tão divulgadas. Tivemos( e ainda temos) poetas não reconhecidos pela sua grandeza por serem meros letristas de canções, quando a sua escrita é tão ou mais sublime do que a de qualquer autor publicado. Parabéns Charles, mon vieux ! 90 anos! … quem me dera poder lá chegar !
Aprendi também a gostar muito de música francesa ouvindo a rádio antes dos discos. Nessa época em que fui criança e adolescente a rádio generalista (e era quase toda generalista) tocava de tudo um pouco: português, brasileiro, espanhol, francês, italiano, inglês, norte-americano, mexicano… Foi uma autêntica escola auditiva, que nos ensinou a gostar de géneros musicais muito variados. De Aznavour sempre gostei. Não só como intérprete, mas também como compositor (chegou a compor um tema para a nossa Amália, que conheceu bem) e até como actor (protagonizou, por exemplo, o segundo filme de Truffaut, ‘Tirez sur le Pianiste’). Boas memórias que agora desenrolei estimulado pelo seu comentário, Dulce.
Há canções que ninguém lembra dele no original e se tornaram êxitos estrondosos nas versões inglesas (também dele …).
A mais paradigmática é sem dúvida “Tous les visages de l’amour” de 1975 , o famosíssimo “She” imortalizado em 1999 por Elvis Costello . Toda a gente conhecendo esta (também há uma versão italiana) aqui fica a genuína :
Obrigado pelo “brinde” que aqui nos trouxe, meu caro. Foi um prazer voltar a ouvir a versão original desta canção de que tanto gosto e que nunca me canso de escutar.
Cantor preferido do meu Pai , o facto de ele viajar muito em serviço a França e poder trazer os últimos discos saídos (numa época em que demoravam meses a chegar cá , quando chegavam) associado ao facto do francês ser a minha segunda língua “materna” (por assim dizer) levou a que eu oiça Aznavour quase desde que nasci – e já nasci há muitíssimos anos !
Não direi que tenha as cerca de 1200 canções que ele escreveu mas certamente terei entre um quarto a um terço em suportes variados que vão da velhinha fita dos gravadores dos anos 60 (hoje inaudíveis porque a camada de óxido de ferro pirou-se entretanto), passando por singles e EP (coisas estranhas !) , cassettes compactas com a fita a partir-se porque entretanto “colou” , os novamente na moda LP até aos diversos suportes actuais que incluem o CD ou a biblioteca do Media Player.
Acabo assim a ouvir sempre os mesmos 30 ou 40 temas que me remetem para situações especiais (eu que nem sequer sou saudosista …) e esta canção de 1963 aparece invariávelmente por lá .
E Aznavour festeja hoje 90 anos. Bonita idade!
Meu caro
Eu devia ter desconfiado que aquilo não aparecia aqui hoje por acaso !
Ainda há dias estive a ver o DVD do espectáculo dos 80 anos , isto está a passar depressa …
De qualquer modo o homem não pára ,por isso está bem vivo e recomenda-se :
http://www.songkick.com/artists/302900-c harles-aznavour/calendar
É verdade, meu caro: faço os possíveis por estar atento às datas, relacionando-as com este desfile de canções.
Quanto ao Aznavour, é rapaz da criação do doutor Mário Soares. São de uma boa colheita – ano de 1924.
Conheci os “franceses” através do meu pai. Brel, Piaf, Becaud,Aznavour, Moustaki.
Os italianos e os espanhóis eram mais “tocados” nas rádios, quase a par dos nacionais.
Levou-me bastante tempo a perceber que muitas das nossas músicas mais populares eram covers de músicas estrangeiras, outras , produto da excelência compositores nacionais, com excepção de fados ou das canções para a Eurovisão, não eram tão divulgadas.
Tivemos( e ainda temos) poetas não reconhecidos pela sua grandeza por serem meros letristas de canções, quando a sua escrita é tão ou mais sublime do que a de qualquer autor publicado.
Parabéns Charles, mon vieux ! 90 anos! … quem me dera poder lá chegar !
Aprendi também a gostar muito de música francesa ouvindo a rádio antes dos discos. Nessa época em que fui criança e adolescente a rádio generalista (e era quase toda generalista) tocava de tudo um pouco: português, brasileiro, espanhol, francês, italiano, inglês, norte-americano, mexicano…
Foi uma autêntica escola auditiva, que nos ensinou a gostar de géneros musicais muito variados. De Aznavour sempre gostei. Não só como intérprete, mas também como compositor (chegou a compor um tema para a nossa Amália, que conheceu bem) e até como actor (protagonizou, por exemplo, o segundo filme de Truffaut, ‘Tirez sur le Pianiste’).
Boas memórias que agora desenrolei estimulado pelo seu comentário, Dulce.
“Ay! Mourir pour toi” de 1957 , aparentemente inspirado no “Ai , Mouraria” :
http://www.youtube.com/watch?v=8XFeqbBkZ Dw
E já agora uma espécie de “fado-canção” mais despachadinho , que abre o álbum de 2003 “Je voyage” :
http://www.youtube.com/watch?v=q7q9iMyFL Rk
Há canções que ninguém lembra dele no original e se tornaram êxitos estrondosos nas versões inglesas (também dele …).
A mais paradigmática é sem dúvida “Tous les visages de l’amour” de 1975 , o famosíssimo “She” imortalizado em 1999 por Elvis Costello .
Toda a gente conhecendo esta (também há uma versão italiana) aqui fica a genuína :
http://www.youtube.com/watch?v=mLLcR7FsB JQ
Obrigado pelo “brinde” que aqui nos trouxe, meu caro. Foi um prazer voltar a ouvir a versão original desta canção de que tanto gosto e que nunca me canso de escutar.