Uma mãe grávida de um filho com Síndrome de Down mandou um email para a associação italiana de portadores desta síndrome a perguntar que tipo de vida se poderia esperar que o seu filho viesse a ter. A Saatchi & Saatchi Itália aproveitou o mote, convidou 15 pessoas com Síndrome de Down oriundas de diferentes países e deixou-as responder à questão. O resultado é este filme, inequivocamente comovente pela força do testemunho e surpreendente pela objectividade do discurso. Da minha parte, asseguro a esta mãe que vai gostar do seu filho até à loucura e que este, tal como todos os outros filhos, é irrepetível e, por isso, não dispensável.

é tão bom, Francisca, já o tinha publicado no Facebook. Não é possível fingir que não existe, que é coisa pouca. beijos
Um conhecido meu teve a sua quinta filha com trissomia 21. A mãe já era algo idosa mas, como achava que estas crianças têm o direito a viver, resolveu nem sequer fazer o teste.
Consequência: a criança teve problemas respiratórios desde bebé (são muito frequentes problemas deste tipo nas crianças com essa anormalidade, disse-me ele). Após muitos internamentos hospitalares, esgotantes física e psicologicamente para os pais, a criança acabou por morrer com pouco mais de um ano de idade.
Nem sei o que lhe responda, Luís. Já percebi que acha que é melhor as crianças com T21 não nascerem, que é para não darem uma trabalheira. Deus nos livre.
Para mim, a trabalheira faz parte de ser mãe. Dos filhos com e sem cromossomas a mais.
Estive ao lado do meu filho mais velho, que não tem qualquer síndrome, quando, com 22 meses, foi internado de urgência com um episódio que gerou uma scepticémia. E tenho sempre estado ao lado da minha filha Francisca (a dos cromossomas a mais). Sempre que esteve internada com pneumonias, nas múltiplas sessões de terapia, no seu percurso escolar e por aí fora.
Neste momento, a Francisca, com 8 anos, frequenta ensino regular (e não está só “para lá”, está efectivamente a dar os seus passos na leitura, escrita e cálculo), está perfeitamente integrada na sala de aula, vai às festas dos colegas que a convidam por amizade, não é por pena, anda de bicicleta, escolhe explicitamente o que quer almoçar num restaurante, vai à casa de banho sozinha, tem um sentido de humor extraordinário, eu sei lá o que mais.
Dos meu quatro filhos, posso-lhe assegurar que não é, nem de perto, nem de longe, a que me dá mais dores de cabeça.
E não percebo porque cargas de água alguém há-de achar que ela não devia ter nascido. Era só o que faltava.
é assim mesmo, Francisca Prieto! uma braço para si e para os seus filhos com ou sem cromossomas a mais!
O amor não quer saber de trissomias ou de síndromes. Está simplesmente lá, de peito virado para as balas.
Cara senhora,
tenho uma amigo com um filho, também ele com cromossomas a mais. Todavia o Vasco é tratado da mesma maneira que as suas irmãs que não tantos cromossomas.
O Vasco é um miúdo “mutafixe”. Assim se refere a ele a irmã mais nova.
Um bem-haja pela fantástica partilha.
Também acho a minha croma fixíssima. Morro a rir com ela e surpreendo-me sempre com o seu sentido de humor. Não conheço maior sinal de inteligência do que o sentido de humor.