Ana Gomes escreveu aqui, no dia 28 de Maio, que Paulo Rangel é o "mais refinado exemplo de hipocrisia, inconsistência de convicções, oportunismo político e argumentação enganosa".
Ana Gomes escreveu aqui, no dia 29 de Maio, que Paulo Rangel tem "total falta de autoridade moral e de credibilidade política".
No domingo, a lista liderada por Paulo Rangel ganhou as europeias e a lista em que Ana Gomes se integrava foi derrotada por decisão soberana dos eleitores. Esperei em vão que no seu blogue, Causa Nossa, a eurodeputada socialista endereçasse os parabéns ao seu antagonista que dias antes, durante a campanha, criticara em termos tão duros.
Esperei em vão.
Em política, pior do que perder é não saber perder. Ana Gomes não soube.


A democracia só serve se ganharmos ! Penso ser o lema dessa Sra.
Ficou-lhe mal não ter assumido a derrota no blogue e não ter felicitado o partido vencedor depois de haver escrito copiosamente nos dias anteriores. Os pequenos gestos simbólicos – incluindo o silêncio – dizem muito dos políticos, para o melhor e o pior.
Mas,no ‘causa nossa’ houve quem desse os parabéns aos vencedores de forma directa e sem rodriguinhos. Pode sempre dar-se o caso de a AG se sentir representada nessas palavras. Digo isto sem motivação especial. Acordei bem disposta. Só isso.
:))))
Maria do Sol, tanto quanto sei AG nunca se fez representar por palavras alheias. Ficou-lhe mal não ter assumido a derrota em discurso directo. A democracia é assim: umas vezes ganha-se, outras vezes perde-se.
«A democracia é assim: umas vezes ganha-se, outras vezes perde-se.» Outras ainda ‘reperde-se’, como é o caso.
Pois é. E cheira-me que nas próximas autárquicas virá aí mais uma re-derrota.
Por muito que me custe admiti-lo, as mais recentes reacções de Paulo Rangel confirmam as palavras de Ana Gomes. O que ão augura nada de bom…
Nada disso invalida que Ana Gomes cumprisse a obrigação democrática de reconhecer a derrota e cumprimentar o adversário, Carlos.
Concordo, Pedro: saber perder com elegância e fair-play é um trunfo inestimável que poucos têm. E se os políticos soubessem como isso cai bem aos olhos dos eleitores e como, de alguma maneira, lhes abre portas para futuras vitórias, mesmo engolindo sapos usariam esse trunfo mais vezes. Mas não percebem isso.
É como dizes, Ana: falta elegância e ‘fair-play’ na vida política portuguesa. Ao contrário do que sucede noutras sociedades europeias, felizmente com hábitos democráticos mais enraizados.
Mais um grande post, caro Pedro. Este não é o PS verdadeiramente democrata e respeitador. Espantou-me o silêncio e conivência do partido com o tipo de campanha que Ana Gomes fez.
Obrigado, Ricardo. Entendo há muito que não basta enchermos a boca com a palavra democracia: muito mais importante é darmos exemplos quotidianos de pedagogia democrática. Ana Gomes perdeu uma excelente oportunidade de fazer essa pedagogia assim que os votos foram contabilizados.
Um abraço
Alguém duvidava?