Pois é Ana, neste caso até nem foi só quem nos governa, mas também quem nos governa, a aprovação foi generalizada na AR não foi? assim sendo os indicadores não são nada animadores 🙂
Ana V, mas também é certo que o bom senso (para mim, na prática, o termo é igual a “levar a água ao seu moinho”), às vezes implica contenção, às vezes passa por dar tempo, às vezes equivale a não ser ‘leonino’ nas atitudes, às vezes aconselha a que se contemporize. Pessoalmente, não me agrada nada a ideia de um PR que inviabiliza sistematicamente a acção do governo, por muito que se tenha como má para os interesses do país. A ideia do “equilíbrio” de poderes é terrivelmente difícil de praticar para quem queira ser justo. Por outro lado, entre aquilo que é a atitude, e o que parece ser, que serviço prestaria o PR ao país se chumbasse tudo o que lhe parecia ser um abuso de poder da maioria absoluta? Neste caso concreto, ainda por cima, um abuso de poder que põe em causa o pleno dos votos da AR? Isto é: será que isso não pareceria em si mesmo uma abuso de autoridade? Não iria isso pôr todos contra o PR , reconhecendo-lhe má vontade institucional? E não produziria então exactamente efeito contrário do que é pretendido, se fosse usado a esmo? A “legitimidade da legalidade” de actuação está sempre na cabeça do cidadão comum, com esse nome pomposo, ou não. Eu, por acaso, acho que CS tem sido de um equilíbrio notável. Outro Ramalho Eanes (ou melhor, outra conjuntura RE ), não obrigada. E CS deve ter aprendido na pele o que era ser impedido de governar, com Mário Soares…
Numa estratégia, às vezes um “menos” equivale a um “mais”.
Percebo o seu ponto e dou-lhe razão, Chloé: a estabilidade política passa muito por esse difícil equilíbrio e pede-se ao PR sensatez e contenção no uso de poderes especiais, como o veto predidencial. Ainda assim, neste caso acho que o veto só pecou por tardio. Até porque é insuspeito, já que o PSD também votou a favor desta aberração.
O Presidene fez mal em vetar. A nova lei estava bem.
Os cidadãos têm o direito de doar o seu dinheiro aos partidos políticos da sua preferência, da mesma forma que têm o direito de financiar quaisquer causas de que gostem.
É ridículo pretender que um cidadão tem o direito de doar dinheiro a vontade a um clube de futebol ou a uma associação de caçadores, mas não tem o direito de doar dinheiro a um partido político.
Mal estaremos no momento em que tudo quanto mexe neste país tenha que ser financiado pelo Estado e só pelo Estado.
Tiro-lhe o chapéu, Luís Lavoura: você está sempre em desacordo connosco, mas é de uma militância impressionante neste blogue. Diga-me uma coisa: escolheu-nos para tentar converter-nos? E porquê? Pura curiosidade minha, sem ironias.
Não estou sempre em desacordo, Ana, de forma nenhuma. Só às vezes.
Também creio que vocês não têm todos as mesmas opiniões, pelo que, seria difícil estar em desacordo “convosco” todos, simultâneamente.
Claro que estou a tentar converter-vos às minhas opiniões. Cada vez que alguém escreve a sua opinião tenta converter os outros a essa opinião, não é? Você Ana tenta converter os outros à sua opinião, e eu tento convertê-la a si e aos outros à minha. Estamos na mesma!
Ui, Ana quando já só nos regozijamos com o bom senso… 🙂
É triste, sim, Ariel. O bom senso é o mínimo que se pede a quem nos governa, mas mesmo esse tem andado muito desaparecido.
Pois é Ana, neste caso até nem foi só quem nos governa, mas também quem nos governa, a aprovação foi generalizada na AR não foi? assim sendo os indicadores não são nada animadores 🙂
É verdade.
Ana V, mas também é certo que o bom senso (para mim, na prática, o termo é igual a “levar a água ao seu moinho”), às vezes implica contenção, às vezes passa por dar tempo, às vezes equivale a não ser ‘leonino’ nas atitudes, às vezes aconselha a que se contemporize.
Pessoalmente, não me agrada nada a ideia de um PR que inviabiliza sistematicamente a acção do governo, por muito que se tenha como má para os interesses do país.
A ideia do “equilíbrio” de poderes é terrivelmente difícil de praticar para quem queira ser justo.
Por outro lado, entre aquilo que é a atitude, e o que parece ser, que serviço prestaria o PR ao país se chumbasse tudo o que lhe parecia ser um abuso de poder da maioria absoluta? Neste caso concreto, ainda por cima, um abuso de poder que põe em causa o pleno dos votos da AR? Isto é: será que isso não pareceria em si mesmo uma abuso de autoridade? Não iria isso pôr todos contra o PR , reconhecendo-lhe má vontade institucional? E não produziria então exactamente efeito contrário do que é pretendido, se fosse usado a esmo?
A “legitimidade da legalidade” de actuação está sempre na cabeça do cidadão comum, com esse nome pomposo, ou não.
Eu, por acaso, acho que CS tem sido de um equilíbrio notável. Outro Ramalho Eanes (ou melhor, outra conjuntura RE ), não obrigada. E CS deve ter aprendido na pele o que era ser impedido de governar, com Mário Soares…
Numa estratégia, às vezes um “menos” equivale a um “mais”.
Percebo o seu ponto e dou-lhe razão, Chloé: a estabilidade política passa muito por esse difícil equilíbrio e pede-se ao PR sensatez e contenção no uso de poderes especiais, como o veto predidencial. Ainda assim, neste caso acho que o veto só pecou por tardio. Até porque é insuspeito, já que o PSD também votou a favor desta aberração.
Ana: aqui do meu canto parece-me que este veto era uma inevitabilidade. Independentemente do resto ou apesar de tudo o resto.
:))
Eu também acho. Mas olhe o tempo que demorou…
O senhor também já não vai para novo! Demora o seu tempo rsrsr
:)))
Pois é, coitado, tem andado ocupado em levar a esposa à Capadócia…
Oh Ana, também me lembrei ehehe
Esta lentidão só pode ter a ver com Capadócia, sim!
:))))))
A descarada inoportunidade
das alterações aprovadas,
revela a absurda afinidade
entre mentes enlevadas!
Sem ficar acautelada
a necessária transparência,
esta democracia debelada
carece de maior coerência.
A lei chumbada
pela caneta presidencial,
serve para a cambada
ganhar tino prudencial.
Adenda:
Um imperativo político
contra a absurda unanimidade,
este país monolítico
carece de democrática sanidade.
O sinal é evidente
nas razões presidenciais,
contra um regime decadente
com sintomas demenciais.
O mexilhão honesto
cumpridor das obrigações,
considera funesto
aquelas absurdas alterações!
Esperemos que ganhem tino mesmo, Ameijoa.
Para não variar, discordo completamente.
O Presidene fez mal em vetar. A nova lei estava bem.
Os cidadãos têm o direito de doar o seu dinheiro aos partidos políticos da sua preferência, da mesma forma que têm o direito de financiar quaisquer causas de que gostem.
É ridículo pretender que um cidadão tem o direito de doar dinheiro a vontade a um clube de futebol ou a uma associação de caçadores, mas não tem o direito de doar dinheiro a um partido político.
Mal estaremos no momento em que tudo quanto mexe neste país tenha que ser financiado pelo Estado e só pelo Estado.
Tiro-lhe o chapéu, Luís Lavoura: você está sempre em desacordo connosco, mas é de uma militância impressionante neste blogue. Diga-me uma coisa: escolheu-nos para tentar converter-nos? E porquê?
Pura curiosidade minha, sem ironias.
Não estou sempre em desacordo, Ana, de forma nenhuma. Só às vezes.
Também creio que vocês não têm todos as mesmas opiniões, pelo que, seria difícil estar em desacordo “convosco” todos, simultâneamente.
Claro que estou a tentar converter-vos às minhas opiniões. Cada vez que alguém escreve a sua opinião tenta converter os outros a essa opinião, não é? Você Ana tenta converter os outros à sua opinião, e eu tento convertê-la a si e aos outros à minha. Estamos na mesma!
Touchée… não pensamos todos da mesma maneira, tem razão.
Mas engana-se num ponto: eu não quero converter ninguém, limito-me a dizer o que penso.