28 comentários em “Frases de 2014 (3)”

  1. Primeira tarefa do dia: consultar o dicionário para saber se a palavra absurdo em Portugal tem o mesmo significado que no resto do planeta Terra. Não pode ter.

    Escrevi isto lá no meu cantinho e é a traço grosso o que penso sobre a praxe.

  2. O Socialismo ficou na gaveta?
    O estudante sacrifica o seu individualismo em nome de um valor mais alto: A Comunidade
    E Socialismo e os socialistas condenam-o?
    Só pode ser porque não é para a sua comunidade socialista.

  3. Se calhar é um dos tais direitos humanos que deviam ser referendados… Vai-se a ver e era nisto que o outro estava a pensar.
    Cumprimentos,

      1. Eu não gosto – nunca gostei – de coisas diariamente televisionadas, coisas como a casas dos segredos, ou big brothers ou, recuando uns bons anos, aquele programa com a famosa cena do “ponha, ponha, ponha” e o lagarto. E quem diz isto, diz os Idolos ou outros programas afins. São tudo, no meu entender, transmissão pública de humilhação alheia, sem nenhum intuito que não entreter a plebe. Mas é, na maioria dos casos, humilhação alheia e consentida (neste aspecto considero que algo como os Ídolos é pior que uma Casa dos Segredos – tenho sérias dúvidas que nos Ídolos a transmissão da humilhação seja consentida à posteriori). Como tal, não gosto, não vejo, não participo, mas admito sem qualquer problema que as pessoas que participam no programa têm todo o direito de o fazer.

  4. Isto não surpreende, tendo em conta a declaração de uma jovem “praxista” ontem no Prós e Contras: nós temos o direito a praxar porque até os estagiários são obrigados a beber absinto quando chegam às redacções dos jornais.
    Desisti há muito de compreender a actual geração. Pode ser a melhor preparada cientificamente falando, mas quando descemos aos valores éticos e morais estão perto do zero.

  5. Não vi porque de peças relacionadas com praxes ando eu cheio.

    Mas ocorre-me perguntar: esse imbecil andou no básico e no secundário, provavelmente à conta do contribuinte, para isso? Mais valia ter ido para o raio que o tivesse partido, chiça.

  6. “O direito a ser humilhado”

    Pronto: — mais uma deixa fraturante para o BE apresentar no parlamento!

    Estamos praxados.

  7. Sim, senhor! Estes jovens são uma amostra do povo que qualquer dirigente de um regime totalitário gostaria de ter no seu país.
    Para mim é muito triste, depois de quase tantos anos de democracia quantos houve de ditadura, e numa altura em que tanta gente luta contra humilhações diárias, porque os seus direitos não são respeitados, ouvir estas declarações. O único direito que aqui faz sentido é o de expressão. Mas usá-lo para proferir estas sentenças deixa-me perplexa. E se o que ali se diz é sentido, sinto também medo. Medo do futuro, medo de que estes indivíduos que agora se “põem de quatro” e que o aceitam fazer como uma imitação de uma vida que é dura (como se fosse preciso representá-la dessa forma ridícula) venham a ter poder. E quando digo poder não penso só em possíveis cargos políticos. Penso nas situações mais básicas, nos seus grupos de amigos, nas famílias… Quem usa as suas forças para lutar pelo direito de ser humilhado demonstra uma perigosa inversão de valores que não poderá trazer nada de bom, nem para si nem para os outros.
    Sei que quem assiste a estas imagens sabe dar o devido desconto e não toma a parte pelo todo mas isto só reforça a imagem negativa que muitos têm dos estudantes e do sistema de ensino que, de facto, dá prova de algum fracasso, nomeadamente no que toca à filosofia. Tantos autores, ao longo de séculos, nos deixaram as suas reflexões para nos ajudarem a elevar o nosso espírito para que, da boca de quem era suposto ter aprendido a pensar, saiam estas afirmações de profundo desprezo pelo que é eminentemente humano…

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