10 comentários em “Ainda sobre as “praxes””

  1. Governo, professores e órgãos universitários antes fingiam que não viam. Agora, depois do Meco, assobiam para o lado. O que têm dito publicamente é apenas uma maneira de se responsabilizarem – em relação ao passado e ao futuro. Quanto aos dirigentes estudantis, incluindo os que têm funções na organização das praxes, basta ouvi-los para perceber porque é que as praxes têm sido tão vergonhosas.

  2. Só para dizer que há quem seja desta geração e saiba dizer Não. Não, não fui praxado, mesmo com os meus 17 anos vindos da «terrinha», em mim não me tocavam eles.

  3. Não sei que idade o Sérgio tem. Eu nasci no início dos anos 70 e também tenho a minha história pessoal sobre praxes académicas que aqui não adiante relatar.
    Depois de ter lido o seu texto hoje ao pequeno almoço, acabei por me lembrar dele duas vezes durante a manhã. No primeiro momento concordei com a mediocridade que grassa em muitas das manifestações das novas gerações, praxes incluídas. Mais tarde acabei por me lembrar que foi a geração de ‘gente normal, educada e séria’ que governou o país nos últimos 30 anos e que nos colocou na atual situação. A educação das bestas que agora abusam dos caloiros, foi também ministrada por essa mesma geração cheia de ‘dignidade’, ‘decoro’ e ‘elevação’.
    Não leve a mal o meu otimismo, mas eu acredito na capacidade destes miúdos que agora têm metade da minha idade, que se manifestam de forma diferente dos jovens de outros tempos, mas que também cresceram com estímulos muito diferentes.

    1. Eu também acredito neles, Paulo, também tenho sobrinhos, muitos, e acredito que todos eles poderão fazer alguma coisa para que o futuro seja um pouco melhor que o nosso presente e o passado recente. Se não fosse isso não perdia tempo a escrever essas “coisas”.

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