O lado negro das praxes


fiodeprumo,

Abordo hoje o tema das praxes académicas, que tem estado na ordem do dia pelas piores razões.

Devo confessar que tais tradições sempre me deixaram de pé atrás – onde estudei elas não existiam –, porque infelizmente aquilo que supostamente seria uma maneira de integração dos novos alunos está, a meu ver, a tornar-se num meio de humilhação, de desrespeito e até de ameaça à própria vida. A situação é profundamente lamentável e exige que se tomem medidas urgentes.

A grosseria e a violência destas práticas atingiram níveis tão inadmissíveis que não podemos continuar a encolher os ombros, ou a não nos indignarmos.

É que todos somos mais ou menos cúmplices do que se passa, consequência de uma certa forma de demissão das funções paternas e de uma educação com fortes laivos de laxismo e permissividade.

Parece ser cada vez mais a altura de pensarmos nisto, num tempo em que quase todos os jornais admitem que a tragédia do Meco poderá ter tido como origem praxes académicas. 

28 comentários em “O lado negro das praxes”

  1. As praxes são uma prática estúpida e retrógrada, característica de gente estúpida e retrógrada, apoiada por gente estúpida e retrógrada, numa manifestação cultural estúpida e retrógrada.

  2. Helena,

    tenho de concordar com isto: “É que todos somos mais ou menos cúmplices do que se passa, consequência de uma certa forma de demissão das funções paternas e de uma educação com fortes laivos de laxismo e permissividade.”.

    Vamos lá ver se nos entendemos. A função dos pais é educar os filhos a ser o que devem ser, isto é, adultos (mais ainda os que frequentam o ensino dito superior). E ser adulto é ter a capacidade de avaliar as situações, de dizer não e de resistir. E resistir, se necessário, também ao murro. Custe o que custar.

  3. Uma nota sobre a história do Meco Helena. Segundo me contou uma pessoa que até conhecia um dos jovens, aquilo teria sido um teste para uma praxe: a ideia seria ver se poderiam mandar os estudantes fazer “aquilo”. E o que era “aquilo”? Bom, a ideia era então fazer os estudantes entrar no mar atados entre si por uma corda, ao estilo dos montanheiros, e fazê-los ficar na zona da rebentação durante o tempo que os praxantes quisessem. Terão decidido felizmente experimentar primeiro a brincadeira eles próprios e deu no que deu. Segundo me contaram, o sobrevivente foi o único que não estava atado aos outros.

    A história soa escabrosa, é verdade, mas tenho boas razões para crer que é verdade. A menor delas não são certamente as praxes com origem em ideias ainda mais estúpidas.

      1. Como disse, foi o que me contaram. Não seria o primeiro caso em que o mar soltaria cadáveres, mas é óbvio que nem um único aparecer com corda seria então estranho. Seja como for, penso que concordamos que, com ou sem corda, a ideia era parva.

  4. Se um grupo de meninos vestidos de parvos (eventualmente comandados por um parvo vestido de menino) aceitam fazer uma asneira qualquer, que podemos nós fazer para os impedir?
    Note-se que na adolescência é normal (sobretudo os rapazes) fazer-se asneiras, ocasionalmente bem perigosas para a própria vida. Eu próprio recordo-me de ter feito pelo menos uma quando era jovem. E as asneiras mais comuns nem são no mar, são ao volante de um carro ou uma mota. Todos os anos morrem dezenas de jovens em consequência de asneiras dessas. Que se há de fazer? Os jovens são assim.

    1. esclarecer, meu caro watson! esclarecer! esclarecer!!!!!
      então matar é normal? são coisas de jovens.
      humilhar é normal? são coisas de jovens.
      então tudo é normal….
      é por isso que temos o que temos…

  5. Como tenho uma idade mais próxima deste jovens, e vivo de perto as praxes, sinto que devo dar uma palavrinha.
    Isto acaba por ser um bater na mesma tecla permanente, e é um assunto que dificilmente encontrará consenso entre todos. Existem comentários completamente desnecessários, e a maioria revela um desconhecimento gritante da causa em si. Desengane-se quem ainda pensa que as reportagens televisivas são o espelho do que se pratica nas instituições. Pelo contrário. Não traduz minimamente a praxe. Há situações mais escabrosas, e de maior nível de repressão nas escolas secundárias, por parte dos colegas. O que tentamos é criar boas relações no grupo, e um espírito de união, que geralmente se mantêm.
    Confesso, sem quaisquer reservas, que a praxe foi até agora o melhor período da minha vida académica. Integrei-me muito mais facilmente. Sou muito mais receptiva, e fortaleci-me como pessoa. Já para não falar que foi muito mais fácil relacionar-me com pessoas com as quais á partida no ensino secundário não me relacionaria, e ainda hoje o grupo de amigos que criei mantêm-se. Portanto há que não generalizar negativamente. Fui praxada, praxo, nunca me senti melindrada com isso, e orgulho-me de dizer que nunca assisti a uma situação que me levasse a querer desistir.
    A meu ver esta situação envolveu estudantes do ensino superior, pensa-se que a meio de uma praxe académica, mas poderia ter ocorrido com quaisquer outras pessoas devido ao contexto ao questão. Muitos jovens de vinte e um anos não sentem que devem respeito aos pais, e muito menos sentirão por colegas que os praxam, e que em alguns dos casos são bastante mais novos. Ninguém obriga ninguém. Parte do bom senso de cada pessoa expor-se a estas situações.
    Nem vou mais longe. Não consigo compreender pessoas que odeiam cegamente as praxes, quando existem desportos violentíssimos (não é o caso da praxe), e não é por isso que deixam de ser praticados, nem de ter seguidores acérrimos.
    Há quem viva este momento de forma errada, como em tudo na vida. Existe quem praxe por frustração , são intolerantes, ”violam” o espírito académico, desacreditam as praxes, e devem certamente ser responsabilizados. uma questão de cada um definir limites.
    Penso que este caso foi mais uma fatalidade que outra coisa qualquer. A minha vontade é que este seja um caso isolado, que as pessoas não o entendam como uma regra, e algo intrínseco á praxe, porque não o é.
    Espero sinceramente que a minha opinião não seja mal interpretada, nem dê azo a discusões que não levam a conclusão nenhuma. O meu desejo é que as famílias estejam a ter todo o apoio necessário, bem como os colegas. Uma situação destas nunca se esquece, e vai marcar a instituição para sempre.

    1. Pois é, Maria, quando há filhos a pensar como os pais as discussões nunca levam a conclusão nenhuma. O que se discute das praxes são este tipo de resultados, e a forma de os prevenir.

      Quanto ao Let Her Go, até que nem está mal.

      1. (Boa tarde. Não sei se o tom de ironia que li na sua frase está correto, mas adiante.) De acordo. É justamente de prevenção que falo também. Mas, convenhamos que este não é só um caso de limites nas praxes. É preciso que existam limites na vida, e bom-senso para avaliar o perigo. Aqui não foram as praxes que entraram no mar, foram seis pessoas, todas elas maiores de idade, e vitímas da rebeldia própria da idade.
        Verdade seja dita, não vi aqui muitas pessoas que odeiam cegamente a praxe a falar dos pais. Da permissividade dos pais. Ou se quiserem, passividade. Com todo o respeito, parto do pressuposto que estes pais sabem do que se trata, e da mesma forma que o sabem deram permissão. E não os condeno. Praxes de cinco, seis, nove anos atrás não traduzem a praxe atual, e ela varia de instituição para instituição. Generalizações negativas são o caminho mais fácil.
        Não vou mais longe. Quantas, e quantas pessoas não se aproximam todos os dias do mar para fotografar, e acabam engolidas pelas ondas? São fatalidades. Muito se escreve, muito se lê, muito se diz. São suposições, e nada mais que isso.
        Como estudante estou de luto pelos pais, colegas e amigos. Envergonhada também, mas tal como reconheço que existam opiniões diferentes das minhas, e respeito, exijo o mínimo de respeito de volta por parte de algumas pessoas, que aqui se manifestaram de forma completamente hostil, e indelicada. Pessoas incapazes de consentir que existam outras que se posicionem em algumas questões de forma divergente. Argumentar sim, faltar ao respeito em vão jamais!
        Tal como todos a minha vontade é que esta situação não se repita, de todo! Que seja um alerta, e que consciencialize as pessoas no geral. Para terminar. Espero muito sinceramente que ninguém se julgue livre de uma fatalidade.

    2. Que isto foi um acidente não há dúvida.
      Agora que alguém se sinta mais integrado num grupo depois de andar pelas ruas da cidade com um penico enfiado na cabeça, ou ter bebido até ficar em coma (situações recorrentes nas praxes) é para mim um mistério.
      Vejo frequentemente as praxes praticadas no Campo Grande, junto à FCUL e gostaria que alguém me explicasse a relação entre as tristes figuras que vejo os jovens alunos ali fazerem com uma maior integração.

      1. Boa tarde jo.
        A eterna questão da integração… Bom, o máximo dos máximos que posso tentar fazer é explicar a partir da minha experiência, e do meu ponto de vista. Como já o disse, sem quaisquer reservas, fui praxada e praxo.
        Em relação á integração. Assim de forma muito sucinta, existe integração na medida em que vivemos tantas situações ”embaraçosas” ou se quiser, as figuras tristes, como lhe chama, que acaba por ser criado um espírito de grupo, e promove-se uma união extraordinária, que geralmente se prolonga, não só durante o curso.
        Para perceber isto que lhe estou a explicar era preciso que não visse só o durante, mas o pós-praxe. A entre-ajuda, a convivência, a intimidade que criamos, o companheirismo, o respeito (que para quem julga o contrário existe!), a amizade, e o auto-conhecimento que promovemos de cada estudante.
        A praxe é o menor dos problemas na nossa vida. É uma brincadeira, uma forma de evasão, e quando termina estamos todos no mesmo pé de igualdade. Estamos todos ali para ser os melhores no que fazemos.
        Não me parece que por alguém apanhar uma bebedeira entre amigos venha mal algum ao mundo. Quem não o fez que atire a primeira pedra. Tal como vejo estudantes perdidos de bebâdos, vejo igualmente pessoas de quarenta anos, ou mais, em estados verdadeiramente lamentáveis.

    3. Desculpe, mas não se trata só de opiniões divergentes, a minha e a sua. O que coloco em causa é a natureza dos argumentos: à la limite, tudo parece defensável. Mas não é. Já li defesas da excisão e até do infanticídio…
      Por exemplo, tento impedir as minhas galinhas de praxarem as novas para lhes mostrarem quem manda no poleiro e qual é a favorita da besta do galo. Se nós, humanos, não nos conseguirmos mostrar diferentes dos galináceos… é porque não somos. É essa a questão.

  6. Quantos jovens não terão sido vitimas da sua própria rebeldia….
    O mais famoso e idolatrado entre eles foi James Dean , que morreu num acidente de viação conduzindo um carro a alta velocidade.
    Não que o que quisesse imitar, mas hoje vejo que muitos, mas mesmo muitos, procedimentos que tive na minha juventude não tiveram desfecho trágico, vá-se lá saber porquê.
    Justificação para isso? Penso que há uma altura das nossas vidas para fazermos o que está de acordo com esse tempo. Se não o fizermos a devido tempo, fá-lo-emos mais tarde, só que desta vez com consequências bem mais graves.
    Na juventude a vida é um permanente jogo. Os infelizes jovens que morreram na praia do Meco perderam no jogo.
    Culpa das praxes? Acabem-se as praxes!
    Mas fechem-se também as discotecas, os bares, os restaurantes, feche-se tudo.

    1. Meu caro singularis,

      Conduzi e conduzo, quando posso, carros em alta velocidade, e não vem mal nenhum ao mundo. Mas fiz isto com a experiência e ensinamento de um pai nas artes da condução. Saber avaliar o risco, onde se inclui o estado do piso, o ambiente que envolve o trajecto, a velocidade usada dependendo da hora a que se passa por um local (estrada), por exemplo, arborizada; o cuidado com a amanutenção da viatura (travões, eixos, rótulas, suspensões, amortecedores, o uso de pneus mistos – chuva e piso seco – cabos etc.), mas também o saber conduzir em ambiente nocturno ainda que em alta velocidade etc. etc. etc.

      Vamos a questões práticas, quando lhe referi a velocidade usada dependendo da hora que se passa por uma estrada arborizada lembrava-me das mortes que se dão nesses locais durante a madrugada e manhã, em que os carros até abraçam as árvores. Porquê estas mortes que se atribui a velocidade exagerada? Eu digo que as mortes não são por causa da velocidade, mas da ignorância. Há árvores que durante a noite libertam resina para o piso, e esta resina, juntamente com a humidade, transforma a estrada em piso de manteiga. Acontece que qualquer incauto, mesmo a uma velocidade dentro dos limites recomendados, quando passa por este ambiente verificará, se sair com vida, que o problema que se deve equacionar é outro. Qual? atravessar estas estradas a uma velocidade inferior à recomendada (de preferência entre os 40 Km e 50 Km), nunca usar os travões e nas curvas manter sempre o carro em tracção, isto é, fazer as curvas em aceleração e nunca em roda livre.

      Durante a noite, por vezes, surgem uns mal educados e ignorantes que viajam com os máximos ligados. Nestes casos, para evitar a cegueira o(a) condutor(a) deve olhar para a berma da estrada, seguindo a faixa branca ou amarela que marca a berma da estrada, e assim manter-se-á sempre na sua mão e seguro(a).

      Por exemplo, e também para poupar na aquisição de pneus de diferentes tipos de pisos, recomendo que se use pneus de piso misto – chuva e piso seco -, na medida em que o traçado dos pneus, se bem executado, permite que a água da chuva seja drenada para a parte lateral da viatura e, assim, não só permite mais estabilidade à viatura como também evita que o automobilista que circule atrás de nós leve com a água para cima de sua viatura causando dificuldades de visão do ambiente.

      Muito mais haveria para transmitir, mas aproveito este espaço para levar algum conhecimento a quem ler este comentário, e apelar aos jovens e menos jovens que o perigo de uma condução em alta velocidade reside na falta de experiência e conhecimento nas artes de conduzir. Como tal, se não possuís as credenciais para o fazer, por favor, conduzam em baixa velocidade para que assim poupeis a vossa vida e a dos outros. E não esqueçam que há outro factor muito importante: o fluxo de trânsito nas estradas e auto-estradas. Nestas ocasiões, em caso de ultrapassagem nas estradas, verifique se a viatura possui a potência suficiente e/ou adequada para executar esta manobra sem colocar em perigo quer o ultrapassado quer os ocupantes de viaturas que se dirijam em sentido contrário.
      Boa sorte e boa condução.

      Putos, viver não custa, mas é preciso saber viver e deixar viver!! É este o slogan dos verdadeiros craques das viaturas e motociclos (cujas dicas, para além de se acompanhar a inclinação da moto nas curvas, não são muito diferentes).

      1. É triste ver como algumas pessoas aqui nos comentário se estão a servir desta fatalidade como argumento. Qual é a sua ideia? Terminar, ou se quiser, proibir algo facultativo? Lógica: zero.

    2. Nem vamos tão longe. Pela ordem de ideias vamos também abolir as viagens de finalistas, para onde vão menores de idade embebedar-se pela primeira vez, longe da vista dos pais, que o permitem felizes e contentes da vida, não? Vamos terminar com tudo, realmente.

  7. Nunca entendi a existência da praxe! No meu tempo não existia e nunca compreendi a sua reaparição. Menos compreendo os que a ela submetem. Entendo mal que as instituições as consintam. Só serve para marginalizar e dividir.

  8. Estou totalmente de acordo com o post. Tenho a ideia de que quanto mais rasca é a instituição, mais se esmera nestes rituais de submissão e de humilhação. No meu tempo, em Lisboa, não havia nada disto, nem moçoilas vestidas de músicos da banda da aldeia, cobertas de medalhas como os escuteiros mirins. Pelo que tenho a certeza de que estas “tradições” são bem recentes.

  9. Eu só discordo do seu título. Referir o lado negro da praxe dá a ilusão que existe outro lado. A praxe não tem um lado negro é toda ela negra como a idade das trevas.

  10. O que é que o James Dean tem que ver com praxes é que eu gostaria de saber!

    Quanto à mais) jovem lá em cima que foi praxada e gostou e depois praxou e gostou, talvez seja mais um exemplar daqueles corvos (lembram-se sempre camisas negras) com quem me costumo cruzar regularmente à porta de casa e a quem nunca me esqueço de transmitir um oh seu/sua imbecil saia da frente! para que possa(m) sentir-se verdadeiramente integrado(s) em sociedade.

    Nota à margem: as praxes, além de provarem que os seres humanos ainda não se afastaram o suficiente dos reptéis, também são um grande negócio! É que aquelas fatiotas ridículas com todos os seus acessórios não são nada baratas. Nunca percebi os pais que as compram, ou percebi mas tenho pena.

  11. «consequência de uma certa forma de demissão das funções paternas e de uma educação com fortes laivos de laxismo e permissividade»?
    Pode ser. Mas não só! A cumplicidade dos portugueses em relação a estas práticas baseia-se, acima de tudo, no fomento do elitismo. Os portugueses são fanáticos das elites. Fica bem pertencer a uma elite e os estudantes universitários são considerados elite. Por isso, se permitem estas barbaridades e estupidezes, se encolhem os ombros, se fazem pactos de silêncio. É que não se trata de uns jovens quaisquer! São futuros doutores e «Doutor», em Portugal, escreve-se sempre com maiúscula. Mesmo que não passem de «burros carregados de livros», como dizia o avô de uma colega minha de liceu.

  12. Nunca me passou fazer ou sofrer praxes.
    Ouvia-se falar que existia em Coimbra, mais cena de bebedeira que outra coisa, e a cargo de veteranos que os havia quase de ‘carreira’.

    O que vejo e ouço hoje é um susto, jogos de miudagem sem juízo e sem chama, para quem o disparate é a medida do divertimento e o risco a medida da inventiva.

  13. Caros comentadores
    Como se pode verificar, os comentários feitos são o retrato do país. Uns concordam, outros discordam. Conforme a experiência de vida, a idade, a Faculdade onde andam ou andaram.
    A mim parece-me que se as praxes obedecem ao critério de facilitar a adaptação do caloiro à nova escola, devem poder fazê-lo de acordo com critérios que sirvam aquele desidério.
    Os casos que têm vindo a lume não configuram aqueles preceitos. Logo são estes que devem ser evitados e até punidos. Porque quem os pratica não praxa, comete um delito.

  14. Helena, as praxes, deixemo-nos de sofismas, limitam-se a uma coisa muito simples: humilhar o próximo. Seja obrigando-o a andar de penico limpo na cabeça, seja obrigando-o a andar de penico sujo. Entre uma coisa e outra há diferenças, evidentemente, e muitas mais existem quando se passa para os casos conhecidos de violações (às pazadas), gente que morre (a confirmar-se o caso do Meco, não será o primeiro), gente que ficou tetraplégica, etc. O princípio que lhes subjaz, contudo, é o mesmo. E é esse princípio que me repugna.

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