O fosso


Teresa Ribeiro,

Leio sobre os cientistas portugueses que estão a marcar pontos na investigação sobre a vacina para a malária e encho-me de orgulho. Temos gente de muita qualidade. A trabalhar em investigação científica, mas também a abrir caminhos na economia. Todas as semanas chegam aos media notícias frescas sobre o talento nacional. Ainda há dias se falou no impulso que a indústria do calçado levou e dos sucessos que está a arrecadar. A criatividade dos portugueses não é novidade. Há anos que ganham prémios internacionais em feiras e concursos de ideias, nas mais variadas áreas. Ao contrário do que se diz temos garra, inventiva e gente inspiradora. Gente que em nada se parece com esta rapaziada, que enche a boca com a palavra coragem mas que não consegue enfrentar os seus tiranetes de estimação. Gente que admira a idiota da Sarah Palin e expõe o próprio país ao ridículo. Gente que na hora da verdade é incapaz de abdicar dos seus interesses pessoais em troca de um gesto simbólico e apaziguador.

É cada vez maior o fosso entre as elites que nos governam, desmoralizam e envergonham e as que nos representam no que temos de melhor.

13 comentários em “O fosso”

  1. os portugueses conseguem sobreviver apesar da merda que são:
    a generalidade dos políticos e das auto-denominadas ‘elites’ intelectuais

  2. Minha cara Teresa,

    Sobre a opção entre o ordenado e a reforma garanto-lhe que também eu optaria pela parte maior.

    Mas o seu texto tem outras nuances para além da vacina da malária. Aliás, como nota, a malária era combatida preventivamente com resoquina e camoquina, mas também com outros cuidados ao nível da água e dos alimentos. E se beber água tónica, com ligeiro teor de quinino, também previne e alivia os sintomas que, com excepção da malária cerebral (que pode ser mortal), passam ao fim de uma semana. Se se usar um nada de lixívia pura num garrafão de água também se previne a malária. Mas bem haja aos nossos cientistas.

    Bem, quanto ao ti Alberto João, todos sabem que ele não está para aturar miúdos. Ou se portam bem com ele ou levam na tromba.

    Sobre o restante tema em questão não me alongarei mais para além do que aqui deixei:

    http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/5886021.html#comentarios

    Todavia, felizmente que nós, eu, você e Portugal inteiro, temos Nossa Senhora a amparar-nos; não é Teresa? Olhe que hoje é o dia da Imaculada Concepção. Não se esqueça de uma velita.

      1. Vá lá, Teresa, é só uma velita.
        E o dia da Imaculada Concepção é só para lembrar que o Novo Homem e o Novo Adão acontece com Jesus, e sem o estigma que Eva carregou.
        Julguei que também soubesse isto. No fundo, Teresa, celebrou-se a Nova Criação e a Nova Criatura, que nasceu de Mulher.
        Quanto ao decálogo, deixe-me recordar-lhe isto: “Dou-vos um mandamento novo, amai-vos como eu vos amei. Assim todos saberão que sois meus discípulos”.
        Na realidade, Teresa, este mandamento é uma Verdadeira Novidade, porque nos revela o Amor de Deus, in persona Christi, pelo Homem. E este mandamento o decálogo possui. Na realidade Jesus revela-nos a dimensão Divina do Amor feito Carne.
        Como vê, é necessário aprofundarmos mais a essência dos relacionamentos, mesmo entre nós cristãos.
        Abraço

        1. Por favor,

          onde se lê “E este mandamento o decálogo possui.” leia-se E este mandamento o decálogo não possui, isto é, o Amor de Deus pelo Homem. Porquê? Porque pela primeira vez na história do Povo de Deus (todos nós) o Amor de Deus pelo Homem é-nos revelado em toda a sua Divina dimensão, e já não só uma espécie de “Amor” egoísta que tudo exige do Homem e não se dá.
          Por isto mesmo, Teresa, sempre digo: Jesus pela Sua vida e morte revela-nos a divindade da vida e da morte (em todos).
          Abraço

          1. Embora goste de polemizar com católicos, é impossível discordar de si neste caso particular, Vento. Não há nada mais importante no cristianismo que essa mensagem de redenção

  3. Quem se está a expor ao ridículo é você, Teresa Ribeiro, por, num texto que supostamente tem como objectivo criticar membros do governo português, aludir a Sarah Palin (!) da forma boçal que tantos ignorantes da política norte-americana orgulhosamente ostentam. A que (des)propósito?! E, ainda por cima, utilizando uma «hit piece» do tão «isento» Huffington Post e com mais de quatro anos! Quer que eu «retribua a gentileza» e lhe indique um «best of» das – verdadeiras – asneiras de Barack Obama?

    1. Não diga mais. Já percebi que tal como o Bruno Maçães, e passo a citar o nosso distinto secretário de Estado, considera que Sarah Palin “representa o melhor da democracia americana”, portanto estamos conversados. Se não gosta do Huffington Post, faça uma pesquisa no google sobre as gaffes da senhora e escolha o órgão de informação que lhe aprouver. Tem muito por onde escolher.

      1. Claro que Sarah Palin representa o melhor da democracia americana! Só quem é ignorante, quem desconhece os factos, é que pode (não devia…) negá-lo, ou duvidar disso. Pior é que, depois de conhecer os factos, se insista na mentira, por preconceito, por facciosismo político-partidário. Foi uma muito competente governadora do Alaska. Tem sido uma pessoa corajosa, coerente, que não se intimida com os inacreditáveis insultos que têm continuado a atirar-lhe desde que foi candidata a vice-presidente; o maior e mais recente veio de um (agora ex-) apresentador de televisão, que afirmou que alguém deveria defecar e urinar para cima dela! Sabia disso? Todas as «gaffes» que regularmente são referidas a respeito dela ou são invenções, ou resultaram de descontextualizações, ou são insignificantes…

        … Insignificantes quando comparadas com as de Barack Obama. E «bojardas» já «clássicas» lançadas por ele, como a de ter visitado «57 Estados» nos EUA ou a de, numa visita à Europa, ter referido a «língua austríaca», nem são o mais grave. Mais grave são os vários escândalos, as sucessivas ilegalidades e incompetências em que ele e a sua «administração» se têm envolvido nos últimos (quase) cinco anos, que, em comparação, fazem de Richard Nixon e de Bill Clinton meninos de coro. De que, obviamente, não se tem conhecimento pela comunicação social portuguesa ou pela «imprensa de referência internacional» (isto é, esquerdista) que é acriticamente absorvida pela generalidade das redacções nacionais.

  4. Atendendo a que a senhora Palin parece saber fazer contas e que a autora as despreza,o que se demonstra pelo uso de exemplos avulsos como se não fosse possível encontrar muitos mais exemplos contrários, e o elogio da trapaça contra o “Alemão”…
    Se a senhora Palin governasse Portugal , e acreditando nas palavras dela de não gastar mais do que se produz- algo sempre difícil com um político- não estaríamos na bancarrota.
    Enquanto a autora elogia quem nos levou ao Estado onde estamos ao mesmo tampo que critica o estado onde estamos.

    1. Para que precisa o Lucky de recorrer a uma falácia para demostrar que tem razão? É leitor assíduo deste blogue, por isso sabe muito bem que nunca me apanhou nessa contradição.

      1. Há portugueses brilhantes? há.
        Mas para definir a sua importância é preciso definir o grau do seu efeito.
        Se estamos mal então só podemos chegar à conclusão que não é suficiente.
        Podemos ainda ir mais longe, se tal se deve à influência negativa de outros portugueses que impedem outros milhares de portugueses de desenvolverem as suas capacidades ou se é insuficiência de nós próprios. Ou as duas, nesse caso precisamos de saber o peso de cada.

        1. “Podemos ainda ir mais longe, se tal se deve à influência negativa de outros portugueses que impedem outros milhares de portugueses de desenvolverem as suas capacidades” – cada vez tenho menos dúvidas a este respeito. É às nossa elites, que sempre promoveram o imobilismo cultural e social que devemos o nosso atraso endémico. Por coincidência ainda hoje recordei, a propósito de uma polémica à volta destes assuntos, o livro de Maria Filomena Mónica “Os Dabney – Uma família americana nos Açores” que relata o impacto económico e social que teve na ilha do Faial a presença desse clã para incómodo das ociosas elites locais. Um exemplo que ilustra na perfeição esta minha tese.

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