Ao longo dos últimos meses, os cinemas UCI têm vindo a repor nas suas salas de Lisboa, de Alfragide e de Gaia alguns clássicos de cinema, dando a oportunidade de ver – ou rever – no grande ecrã alguns dos filmes mais marcantes da história da sétima arte. E assim, 45 anos depois da sua estreia original em 1968 (não faço ideia quando terá passado por cá), 2001: A Space Odyssey, clássico maior da ficção científica realizado por Stanley Kubrick e escrito a meias com o “mestre” Artur C. Clarke, regressou às salas de cinema para poder ser apreciado em todo o seu esplendor visual e sonoro (acreditem: a extraordinária banda sonora do filme ganha uma outra dimensão; das imagens nem vou falar). Já o tinha visto várias vezes, claro (recordemos); mas assistir a uma sessão destas é quase como vê-lo pela primeira vez. Se tiverem oportunidade, não deixem passar: sentem-se na segunda fila (sugestão pessoal), deixem a tela preencher todo o campo de visão, e atravessem a stargate com Dave Bowman.


Quero muito rever. É um dos filmes da minha vida. Com uma das melhores bandas sonoras de sempre.
Revi ontem à noite. Se estivesse cá durante esta semana, não sei se não iria novamente.
Não sei quando estreou cá Eu era um miúdo. E, para lá de tudo o resto, ainda não consigo deixar de sorrir sempre que um filme de alegada ficção científica apresenta poderosos sons (num suposto vácuo) e cenas de exuberante velocidade e movimento (quando as referências visuais estão muito, muito longe)…
Um filme sublime.
Costa
Não posso deixar de concordar, consigo, Costa. E acrescento: em muitas situações, a ausência de som no espaço podia dar um maior dramatismo às batalhas. Recordo-me de a série “Firefly” ter usado um truque uma ou duas vezes, com excelentes resultados.