Transcrevo, na íntegra, um esclarecimento que enviei na manhã de segunda-feira ao director da Visão e é publicado na edição de hoje desta revista (p.48):
«Li na última edição da Visão a invocação do meu nome associado a declarações sobre “campanhas negras” de intimidação de políticos, manipulação de fóruns radiofónicos e televisivos e criação de falsas identidades nas redes sociais numa entrevista concedida pelo consultor de comunicação Fernando Moreira de Sá ao Miguel Carvalho, que foi meu colega no Diário de Notícias. Essas imputações, que admito resultarem de grave e lamentável imprecisão de linguagem do vosso entrevistado ao pretender falar de muita coisa em pouco tempo, não têm o menor fundamento, na parte que me diz respeito. Não só nunca participei em práticas semelhantes como as repudio categoricamente, venham de onde vierem. Fernando Moreira de Sá, aliás, já clarificou a questão no seu blogue, Aventar. Eu também, no blogue Delito de Opinião. Mas não só os leitores da Visão merecem este meu esclarecimento como a minha consciência profissional e cívica assim o exige.»
Entendi reproduzi-lo também no DELITO DE OPINIÃO para dissipar quaisquer dúvidas que possam ter persistido em duas ou três pessoas que merecem consideração perante suspeições que não tardei a desmentir aqui. Pessoas como Francisco Seixas da Costa, que admite “nunca mais olhar para certos blogues de outra maneira”.
Pode continuar a ler o DELITO como sempre, caro embaixador. Não tenho a menor dúvida de que, com as suas mais de cem mil visualizações mensais, este seria sempre um alvo bem apetecível – à direita e à esquerda. Mas a própria existência deste blogue, que dentro de poucas semanas festejará o quinto aniversário e pode já tornar-se um caso de estudo por sempre se ter mantido teimosamente plural, é o desmentido vivo da minha associação a manipulações de qualquer espécie.
Quem quis, quando quis, no exercício pleno da sua liberdade de expressão, nunca deixou de criticar aqui governo algum, político algum. Assim foi, assim será.
Deixo ainda, a propósito, um abraço grato e mais que justificado ao Paulo Gorjão, à Maria João Marques, ao João Távora e ao Luís Novaes Tito.

Abraço retribuído com a consideração de sempre, caro Pedro. Já nos lemos há muito e não tenho qualquer dúvida do seu carácter.
Posso dizer-lhe o mesmo, meu caro Luís. E é com gosto que o digo.
cinco anos…como o tempo passa…continuação por muitos mais anos, Delito de Opinião! já passaram quase cinco anos desde o “cisma” Corta-Fitas…cinco anos…
Olhem quem ele é… Tanto tempo passado, eis que regressa a uma casa onde já foi feliz.
Caro Pedro Correia.
O post que publiquei no meu blogue não pode ser lido sem ser associado à nota, “em tempo”, que nele também figura, desde o dia imediato à sua edição. Ambos explicam o destaque que dei ao assunto – como muitos outros espaços deram – mas, igualmente, as dúvidas que, entretanto, se me suscitaram. Agradeço a consideração com que me distingue, que corresponde ao respeito que me conduziu a relativizar algo a que, à partida, fui levado a dar alguma credibilidade – repito, como aconteceu a muito boa gente, de vários e contrastantes setores. Gostava ainda de dizer-lhe que, “campanhas” impróprias à parte, entendo perfeitamente legítimo que os blogues sirvam de tribuna para o combate frontal, e até “ácido”, de ideias. A nossa democracia só tem a ganhar com isso. Cada um deve ser livre de assumir, de forma aberta, as suas convicções, políticas e não só. Isto é válido para jornalistas, como é o seu caso, como o é para os diplomatas. Porque assim penso é que diariamente escrevo, de forma pessoalizada e constante, vai também para quase cinco anos, o Duas ou Três Coisas. Receba um abraço cordial.
Um abraço que retribuo, meu caro. Com a cordialidade, o apreço e a admiração de sempre.
Um abraço também.
Fartei-me de rir com a “sopa delirante”. Uma hipálage toda janota, sim senhor.
Creio que não restam dúvidas que foi lançado um calhau, que não era dirigido ao Pedro Correia, que fez muito bem em colocar uma pedra sobre o assunto.
Seguindo Seixas da Costa, atirar um calhau para tribunal provava afinal o quê?
Só faltava sugerir padrinhos, um puxar da luva, e engatilhar rastilho à moda antiga, ou talvez florete, para delícia da academia dos jogos florais.
A maneira mais clara é a transparência da caravana: ok
http://www.youtube.com/watch?v=pKmkOIlHb
Sendo lamentável por ter arrastado pessoas para a lama onde se tinha enfiado, o entrevistado não deixou de prestar um serviço útil ao explicitar um terreno pantanoso em que se movera.
Lia o Albergue Espanhol muito pelos textos encriptados do Maltez, onde era mais frequente ele falar de Passos Manuel do que de Passos Coelho: 2842.html 06473.html
http://albergueespanhol.blogs.sapo.pt/84
Mas não era só, e para além do Pedro Correia, que segui para o Delito, também era comum ver outras vozes fora de registo sincronizado, ainda antes da eleição:
http://albergueespanhol.blogs.sapo.pt/10
É claro que quem olha a peso, podia olhar para Amorim, Leite… mas aí pouco mais se viam que banalidades disfarçadas com citações, uma incapacidade de contra-argumentação, e para cúmulo de fragilidade, raramente abriam os comentários, ou facilmente os suprimiam.
Por isso, o que me mais me espantou na entrevista foi o tom de garoto contente com uma traquinice apadrinhada, cujos contornos dizia desconhecer, ao mesmo tempo que se regozijava pelo seu controlo.
Não é preciso abrir a latrina para perceber que toda a gente faz merda. O problema ambiental é o despudor com que se faz, ou pior, se atira para cima de todos os outros. Pode haver quem goste desses ambientes fétidos, e ache piada a ser peste, mas convém circunscrever quem nos quer arrastar para o seu pântano.
Palavras que demonstram a diferença entre saber ler e não saber. Você, da Maia, sabe. Como volta a demonstrar aqui. É um dom muito mais raro do que muitos imaginam.
Navegar é preciso, amigo Pedro. Um abraço
Um forte abraço, meu amigo. Navegamos no mesmo navio – e gosto muito disso.
Pedro,
fez bem em esclarecer. Já aqui afirmei uma vez que a net transformou-se na arma dos pobres, sempre em tempo real. De tal forma o é que os poderosos já se movimentam para limitar esta arma verdadeiramente democrática, porque a todos acessível.
Dir-me-ão que a mesma contém perigos. Sim, mas estes perigos são os da vida real que são visíveis e conhecidos; e todos nós sabemos que já nada se mantém no escuro por muito tempo. Mais ainda, se muitos desses perigos não são eficazmente combatidos é porque servem de pretexto para outras acções levadas a efeito no sentido de dominar os cidadãos (relembro a recente questão do big brother que é usado como figura paternalista para combater actos terroristas, perigosos psicopatas e outros mais cujas acções poderiam ser impedidas com filtros ou bloqueios selectivos de conteúdos propagados, etc. etc. etc., se assim o quisessem).
O DO é um espaço de excelência. É uma sala de estar que refelecte as mais diversas tonalidades, proporciona os mais cálidos debates, torna visível a natureza de cada um e agrega-a numa salada facilmente digerível, por ser de qualidade.
Certamente que há-de haver estômagos mais sensiveis, mas isto só prova a verdade anterior.
Muito lhe agradeço essas palavras, meu caro. Tal como diz, a Net tem perigos “mas estes perigos são os da vida real que são visíveis e conhecidos; e todos nós sabemos que já nada se mantém no escuro por muito tempo.”
Subscrevo sem qualquer dúvida.
Tem aqui um exemplo, Pedro:
http://exameinformatica.sapo.pt/noticias/i nternet/2013-11-25-nsa-tem-um-posto-de-c iberespionagem-em-portugal
Muito preocupante. Embora não totalmente surpreendente.