Com receio de Costa, o preferido dos socratistas, Seguro endureceu posições. Agora vê Costa criticá-lo e posicionar-se como o moderado sensato. Restaria conhecer a opinião dos socratistas sobre a vontade de temperança de Costa se os socratistas não fossem acima de tudo pragmáticos: atingir o poder com um dos deles à frente do partido é tudo o que lhes interessa. Ligeiramente chato para eles seria Costa estar a preparar uma candidatura ao cargo de Presidente da República e não ao de Primeiro-Ministro.
Pepitas de ironia
escafandro,

Ó jaa este teu post é delicioso de ironia e deu-me um ataque de riso só de pensar no assunto.
O António Costa – que eu prefiro e não sou socialista e muito menos socratista – ainda nos vai surpreender a todos, depois daquele recuo inesperado, há uns meses.
Surpreender, surpreender… parece-me improvável. Só se decidir cumprir o mandato como presidente da Câmara até ao fim e de caminho declarar que vota no professor Marcelo. 🙂
Maliciosamente ainda o vejo a fazer alianças impensáveis. Mas a mim nunca me saiu nada ao jogo…
Tudo leva a crer que e isso mesmo que vai acontecer… e lamento imenso … pois que não sendo socialista entendo que, tirando o Antonio Barreto, o Costa e porventura o que de melhor o PS tem e seria um bom candidato a S. Bento mas não a Belém…
E caso para dizer pobre seguro está mesmo a precisar de karpex!
Bom, para Belém acho que até eu votaria no António Barreto. O que provavelmente significa que muitos socialistas não o fariam.
Quanto a Costa, é um político bastante competente, com tudo o que de elogio e de crítica a expressão contém.
Independentemente do mais, mete-se pelos olhos dentro que debates quinzenais não adiantam nada e, pelo contrário, se tornam fastidiosos, uma perda de tempo, um mero arremesso de argumentos pisados e repisados… e mais uma acha (se preciso fosse) para o desprestígio da AR.
Num país em que na verdade nunca ninguém quer discutir o que quer que seja, apenas mostrar que consegue ‘vencer’ o adversário, é verdade. Já o era no tempo de Sócrates, aliás. Mas isso não significa que os debates sejam, em si mesmo, uma má ideia. É um bom preceito democrático que o primeiro-ministro tenha regularmente de prestar contas no parlamento. A questão é como controlar a histeria e a demagogia, predominantes em países com cultura democrática e civismo deficientes.
Certo, referia-me a debates QUINZENAIS, e esses não me parece que possam ter utilidade.
E tal uma bicefalia tipo BE : Costa / Sócrates?
Seguro não tem estofo para segurar um… quanto mais dois!
Duvido que, chegado ao governo, Costa dançasse ao som da música do BE. Acho até que desiludiria muita gente dessa área. Veja-se Hollande.
Estes srs não têm classe! Alguém consegue confiar nestes políticos que se arrogam exaustiva e permanentemente de democratas? Diariamente nos deparamos com condutas carregadas dum cinismo e duma deslealdade que dá nojo …
Bom, a favor deles devo dizer que não são condutas pouco frequentes em empresas, hospitais, escolas, esquadras de polícia, etc. Em grande medida, os políticos reflectem a população, por muito que esta ache o contrário.
E bem verdade jaa! Que triste constatação…
Ninguém fala é do Guterres. Li num jornal que este se prepara para um regresso para se candidatar a PR.
É incrivelmente fácil resumir esta situação à dualidade Sócrates / Passos.
É fácil injusto e tacanho. Já niguem se lembra do Sr. Guterres?
Não querem lembrar, não é?
Esse sim, deixou Portugal de tanga. Que não volte por favor.
Um regresso do Guterres seria um absoluto escárnio à inteligência dos Portugueses, que a ganhar tal disputa eleitoral (a meu ver não improvável), seria uma total vitória das elites pelas quais este se move, cujos objetivos desconhecemos por completo (mas que dá para ter uma ideia).