O Correio da Manhã noticia que dez pensionistas recebem prestações de sobrevivência que custam aos cofres da Segurança Social 893 mil euros por ano.
A ser verdade, e feita uma pequena conta de dividir, tal significaria que o/a sobrevivente casara e enviuvara de um verdadeiro “tubarão” salarial. Com efeito a viuvez permite que cada um destes pensionistas receba em média 89.300 euros anuais!
Há casos em que a viuvez parece compensar…


O correio da manha? Então, é mentira.
Cara Helena,
Quiçá a referida viuvez não diria um bom livro da defunta colecção “Vampiro” – pelo “aceleramento” da mesma 😉
Carlos penso que teríamos que criar uma nova colecção no feminino. Tirando VC as restantes devem ser viúvas…que jamais deixarão de o ser. Pudera!
Infelizmente parece compensar. Pelo menos financeiramente. Não percebendo muito da coisa sempre me vai parecendo estranho que ficando um conjuge desempregado fica o casal em maus lençóis. Mas se por azar o conjuge antes de ir para o desemprego morresse, ficava a viúva/o com 60 % do ordenado do vivo que morreu. Ele há coisas que me custam a entender.
Pena é que o “correio” da Manhã não avance com o nome dos dez pensionistas…
Percebe-se a intenção.
Nesse andamento, quem não sobrevive é a Segurança Social. E o governo se não tomar as medidas necessárias.
Viúvo bem aparentado, educado, procura viúva rica — para união de pensões.
Resposta a este post. nº 545.
Caro Viúvo
O seu anúncio é um mau negócio porque se casam perdem as pensões e se juntam os trapos as segundas pensões levam um rombo.
Solução: manter-se viúvo e casto!
Exm.ª Senhora
Respeito naturalmente as suas opiniões, embora nem sempre as partilhe; mas partilho-as muitas vezes. Neste caso, se não exprime uma opinião, há uma opinião subjacente ao seu escrito. Não é por acaso que o CM publica agora a informação em causa, nem é por acaso que inseriu o seu texto. Exibem-se casos extremos (que possivelmente correspondem à carreira contributiva do «de cujus») para «vender» (não sei se é a sua intenção mas objetivamente o efeito é esse) uma medida inadmissível prevista na proposta de orçamento de estado para 2014. Ora as pensões de sobrevivência não são assistência (sujeitas pois a condição de recursos) mas previdência (sujeitas a regras há muito fixadas em função das carreiras contributivas do cônjuge falecido).
Permita-me citar Alexandre Herculano em carta de 10 de dezembro de 1870 para Oliveira Martins: «Que a tirania de dez milhões se exerça sobre um indivíduo ou que a deste se exerça sobre dez milhões, é sempre tirania, é sempre abominável»
PS: Quer eu (obviamente) quer minha mulher estamos vivos e nenhum de nós prevê receber pensão de sobrevivência que se aproxime dos valores que cita.
Com os meus cumprimentos
José Neto
Exmo José Neto.
Não sou jurista. Sou economista e é nessa qualidade que lhe afirmo que muitas das pensões actualmente pagas não apresentam correspondência aos valores contributivos que, para esse efeito, foram descontados.
Acresce que em vários países civilizados as pensões – de reforma e de sobrevivência – têm um teto máximo. E que essa decisão também foi aplicada entre nós, em 1983, no tempo de Silva Lopes. A razão porque hoje não se faz o mesmo é que me surpreende.
Quanto às “intenções” do meu post, elas são claras: denunciar casos que se me afiguram injustos no tempo de crise em que vivemos.
Quanto às “intenções” do seu comentário, deixo-as para quem o leia.
Com os meus cumprimentos
Eu investigava essas mortes …
😉
Aqui está uma maneira diferente de ver a coisa.