Este fim-de-semana comecei a ler os jornais atrasados e respectivas revistas. Numa delas vem um artigo que me deixou surpreendida. Trata-se de um jovem luso-americano que será filho de Salgueiro Maia e de uma senhora açoriana com quem o herói nacional terá mantido uma relação de dez anos.
O filho cresceu em New Jersey e só em 2008 – nasceu em 1984 – soube quem era o seu verdadeiro pai. Decidiu e bem, em Agosto último, interpor uma acção de investigação de paternidade. Salgueiro Maia nunca reconheceu este filho para não magoar a sua mulher oficial, com quem teve dois filhos adoptados.
Ninguém tem o direito de julgar ninguém e não serei eu a fazê-lo. Mas sempre fui contra a injusta discriminação que a nossa anterior legislação fazia entre filhos legítimos e ilegítimos. Um filho é sempre legítimo. Os pais é que podem não o ser.
Faz bem este jovem em reclamar a paternidade por integridade. Porque, de facto, ele tem direito ao pai que lhe pertence por direito.

nem mais:) beijos
Será o 25 de Abril do Jovem!
Que não lhe falte a mesma coragem e determinação do Pai…
Bem haja pelo “post”.
“Os homens falham…”
O que lhes vai valendo ainda é a proximidade das infalíveis mulheres…
Tem toda a razão. Por amor aos homens algumas mulheres falham em relação aos direitos dos filhos.
O que se entende por amor? trair um marido e usá-lo no reconhecimento de uma paternidade de um filho que não é biologicamente seu? … os factos; o marido teria nacionalidade norte-americana, facilitou-lhe a emigração…o bebé nasce lá, facilitou-lhe a vida. Parece-me que não foi assim tão “pura”, no seu romance. O instinto romântico era ficar próximo do seu suposto “amor”, que lhe disse e não mentiu, ” que tinha uma relação sólida com sua esposa” …a mensagem era subtil, mas clara… deixava ele o certo pelo duvidoso? afinal ela também era casada, e a criança tinha um pai! … se “eles” assim o decidiram…que direito tem ele agora, de se desvincular dessa situação? a mesma que um adotado tem dos adotantes?
Suponho que a autora, sem prejuízo da consideração que merece, dá como provado o que ainda não o está.
Quando digo que faz bem refiro-me à atitude de alguém “querer ter um pai e se esforçar por o encontrar, usar o seu nome e conhecer a sua família”.
Por isso não teci outros comentários.
Muito bem. Os filhos são sempre legítimos
Não entendo o título do post. Salgueiro Maia falhou… em quê? Concretamente, em quê?
Deveria ter assumido a paternidade? Por quê, se não o fez por uma boa causa? Quem é a Helena para julgar se os motivos de SM para não assumir a paternidade não foram bem mais válidos do que os motivos que teria tido para a assumir?
Não deveria ter tido o filho? Mas por quê? Não nos mandou Deus reproduzirmo-nos? Será que três filhos é de mais para um homem?
Ó Luis Lavoura aconselho-o a ler de novo o post. Um filho é sempre legítimo, sejam quais forem os motivos. Porque é que o filho havia de ficar sem pai?
Quanto ao resto, nem o percebo, porque no meu texto não faço julgamentos de ninguém. Limito-me a apoiar uma decisão que considero justa. E muito menos sugiro que SM não devesse ter tido o filho. Só treslendo, se conclui isso.
Quanto a “Quem é a Helena para julgar se os motivos de SM para não assumir a paternidade não foram bem mais válidos do que os motivos que teria tido para a assumir?” devo esclarece-lo de que sou tanto como o Luis Lavoura…
Eu fui bem claro a dizer que aquilo que não entendo é o título do post: “Os homens falham”. O que se passa é que eu não entendo que homem é que falhou neste caso, e como é que falhou.
Ainda há gente que vê as coisas com clareza e sem enfeites.
Faz bem este jovem em reclamar a paternidade
Faz bem por quê?
Que vantagens extrai ele disso? A possibilidade de requerer nacionalidade portuguesa? A possibilidade de herdar algum – certamente pouco – dinheiro que o pai tenha tido?
Eu não digo que o jovem faça mal, mas também não vejo por que razão diz a Helena que ele faz bem.
Uma vez que insiste e o seu prisma da paternidade é meramente material, esclareço que, do meu ponto de vista, qualquer pessoa quer e precisa conhecer as suas origens. Sentia-se bem se não soubesse quem era o seu Pai?!
Quanto à nacionalidade, o jovem já a tem porque a sua mãe é portuguesa.
Sim, mas o jovem já sabe as suas origens! Para que abre ele então um processo oficial de paternidade? Para poder usar o nome do pai? Grande glória…
O jovem já sabe que é filho biológico de SM, ou não acreditará na palavra de sua mãe? …e teve um pai, marido da mãe. E partíamos para o debate de crianças adotadas terem acesso aos seus progenitores…numa altura onde e felizmente, os homossexuais podem adotar crianças…então coitados de todos os envolvidos no processo…uns educam e criam e assumem responsabilidades…e no fim premiados com a ingratidão, movida por “vaidade” então é o que mais feio há !
Luís Lavoura desculpe lá, mas quando vai ultrapassar a idade dos ” porquê ” ?
Já vai sendo tempo, acho!
(bolas, coitados dos seus pais que devem ter sofrido imensamente)
Um conhecido meu foi adotado. Tem hoje cinquenta e poucos anos, não faz ideia de quem foram os seus pais biológicos e sofre muito com isso. Falta-lhe identidade, apesar de ter um nome.
E foi só o nome que os adotantes lhe deram? Amor, carinho, educação, não deram?
Que vantagens tem um filho em saber quem é o seu pai? Tem todas e mais alguma. Um filho tem o direito de saber quem foi o seu progenitor, ou vai passar a vida pensando que é filho de ninguém. É pena que pense assim!…
“para não magoar a mulher” ? Talvez para ele próprio também não se magoar.Nem toda a gente assume o “negócio a três” como o outro “capitão” de Abril.E no segredo de Deus ficamos com a paz dos anjos…Aconchegadinhos todos.O rapaz(homem!) é que não foi na fita,acho bem.Investigue-se.
…o que designa “negócio”, é a quatro, porrque a senhora também era casada e o marido reconheceu a paternidade da criança sem nunca a impugnar!
Tem razão Helena.
Por razões biológicas, as mulheres não falham mas podem mentir.
O mais curioso é que eu tenho um genro ilegítimo.
Luis, o genro é legítimo. Os pais é que poderão/iam não ser!
As mulheres podem, de facto, mentir. Mas se o fazem é porque alguém as ajudou nessa tarefa. Ou não?!
O meu genro é ilegítimo porque vive “maritalmente” com a minha filha sem contrato. Portanto é “genro ilegítimo”.
Não, não é. Entre gente de bem, um contrato verbal vale tanto como um contrato escrito.
Se a sua filha vive em união de facto isso não faz o seu genro ilegítimo. Quando muito não está “legitimado”. E os filhos que daí nasçam serão seus legítimos netos!
Meu caro J. Menezes não o queria por sogro” -:))
Não diga isso. Não o quero por mal. Apenas não é genro legítimo, tal como eu não sou sogro legítimo. Apenas sogro verbal. Tal como um pai, como o afirma, pode ser ilegítimo.
A parte risível tem a ver com o facto do “boy friend” poder ser encarado como um genro ilegítimo.
Não tenho filhos fora do casamento, mas, como deduzo do seu texto, posso ter filhos ilegítimos. Não o creio e acho pouco provável. Também não vale a pena fazer testes de ADN. A haver surpresa seria sempre desagradável.
…a noção de redução de um estado matrimonial ou paternidade a “papeis contratuais”, é a base da discussão. Obviamente que o estado matrimonial é antes de mais vivências e afetos e partilha, e o contrato é verbal ou escrito, e é o que menos importa para pessoas puras e de bem. é válido na relação marido-mulher baseada no amor, confiança, partilha e nos pais-filhos, em que são sentimentos positivos e altruístas que criam o laço, um vinculo, e não reconhecimentos “forçados”, muito menos quando deles já não há a salvaguarda de sustento, que obviamente seria importante numa criança, não num homem feito. Precisou de uma boa relação de parentalidade, pois claramente o jovem tem problemas, que não os judiciais.
A mentira não foi patenteada; nem por homens nem mulheres. A mentira é uma falha “feia”, que não conhece género, mas que não deve ser desresponsabilizada, por partir de quem quer que seja…é subestimar a condição de mulher, vitaminizá-la ao achar que “ela mentiu por auxílio ou culpa de um homem”…mentiu porque mentiu, a decisão do ato é de quem o pratica.
pergunta para o “quem quer ser milionário”: como é que uma pessoa cuja paternidade não é reconhecida é filho(a) ilegítima (a) de quem não lhe reconhece a paternalidade?
minha senhora, o que é que isso da filiação legítima ou ilegítima tem a ver com este caso, nesta altura?
continuando, uma vez que a senhora é entendida, talvez me possa esclarecer sobre este caso:
http://www.dn.pt/inicio/tv/interior.aspx?c ontent_id=1380554&seccao=Media
“De um relacionamento com Isabel Supico Pinto, nasceu Francisco Maria. A criança só foi reconhecida pelo pai após ordem de tribunal. Hoje, já adulto, é vice-presidente da Impresa e muito próximo de Balsemão.”
com a legislação em vigor na altura, a criança, ao ser reconhecida a paternalidade, era filho legítimo ou ilegítimo?
Provavelmente, nem oralmente legítimo.
Mãe há só uma, Pai há muitos. A mãe é uma invenção da natureza. O pai é uma invenção da sociedade a caminho da sua frustrada caminhada pela monogamia e tudo por causa da propriedade privada, maldito capitalismo que não desarma depois de tantas evidências de que o amor não é eterno. Nunca foi. O pai, desgraçado, acaba por desempenhar o papel que cabe ao Estado e cortam-lhe a liberdade de se expandir e de ser ele próprio afinal para viver amarrado a essa função social e que muitas vezes lhe apetece dizer: Vai chamar pai a outro, só que Salgueiro Maia já morreu e agora nem isso pode dizer em legítima atitude de defesa.
Isso merecia um debate de conceitos; afinal pai é o que cede o material genético, nesse caso é o progenitor, ou o que educa, dá afeto, dá amor? Os mortos não se defendem. Ao que parece a senhora era casada e o suposto filho biológico de Salgueiro Maia, nasceu dentro do casamento de sua mãe e foi de imediato registado como filho de um senhor, que se desconhece quando soube que afinal não era o pai biológico; assumiu uma paternidade, não a impugnou; Pra que é que alguém pretende ser reconhecido por um progenitor que nunca foi pai, nem será , porque está morto? Acaso se fosse um zé ninguém o jovem se dava a tanto trabalho? Pretende o quê? Há pessoas que são dadas para adoção…são opções…eventualmente Salgueiro Maia, tomou as suas, e acho que seriam para respeitar.
…os homens falham…aqui quem falhar é um homem de 30 anos, que teve um pai legal, marido da mãe, e que pelos vistos não lhe basta a palavra da mãe, para se acreditar que é filho do SM. Quem é que com 30 anos precisa de um pai morto? Ele quer é sobrenomes ligados a feitos que não foram os dele. Rebaixa -se a ele, porque pretende ser reconhecido por um progenitor que não o reconheceu; rebaixa a mãe, que sendo casada e o marido reconhecendo um filho não biológico, pergunta-se; será que soube que o filho não era ( seu) biológico?, rebaixa a mãe, pos parece que dúvida da palavra dela…e exumar um cadáver que devia estar no panteão…foi “lindo” de ver!! … a esse jovem falhou o “bom senso”, mas não a motivação pretenciosa!
…os homens falham…aqui quem falha é um homem de 30 anos, que teve um pai legal, marido da mãe, e que pelos vistos não lhe basta a palavra da mãe, para se acreditar que é filho do SM. Quem é que com 30 anos precisa de um pai morto? Ele quer é sobrenomes ligados a feitos que não foram os dele. Rebaixa -se a ele, porque pretende ser reconhecido por um progenitor que não o reconheceu; rebaixa a mãe, que sendo casada e o marido reconhecendo um filho não biológico, pergunta-se; será que soube que o filho não era ( seu) biológico?, rebaixa a mãe, pois parece que dúvida da palavra dela…e exumar um cadáver que devia estar no panteão…foi “lindo” de ver!! … a esse jovem falhou o “bom senso”, mas não a motivação pretenciosa!
Que bom saber que um heroi de redemocratização de Portugal deixou também um filho de sangue e não apenas os que adotou. Escolheu a autora o título quanto a falha do homem. Eventual falha é comum a tantos homens ilustres e garbosos de nossa história e cuja gala a que ser festejada, posto que graças a tais deslizes teve Portugal Dom João, I, mestre de Avis. À viúva, há que se dizer como antigamente: “homem é assim mesmo, minha filha”. Ao rapaz, que dizem ser cópia, esculpida e encarnada do ilustre patriota, dá-se-lhe os parabéns, porque poder com orgulho ostentar nome tão caro e de tão grata memória.