Já agora, Pedro Correia, parabéns pelo seu livro “Vogais e Consoantes Politicamente Incorrectas do Acordo Ortográfico”, de que comprei um exemplar e recomendo aos amigos (que, felizmente, na sua maioria são anti-aborto ortográfico). É de atitudes como a sua que necessitamos para não deixar essa abjecção ir avante. Temo, no entanto que, qual cancro, o aborto se vá infiltrando em todos os sectores nacionais (a maioria dos meios de comunicação esforça-se bem nesse sentido). Nõe exagero se disser que essa coisa do arborto ortográfico até me dá náuseas, como tal, não compro publicações escritas nesse crioulo e evito ver filmes ou programas traduzidos nessa linguagem, ou então desvio o olhar das legendas, se conhecer a língua. Que os nossos governantes deixem ao menos escrever correctamente (e não corrêtamente!) quem o assim quiser, sem nos estar a impor despóticamente uma aberração. Cordiais saudações.
É tudo muito lindo mas a pouco e pouco, o Aborto Ortográfico vai corroendo tudo e todos. Há algumas axcepções que ainda utilizam o antigo Acordo Ortográfico. Muitos anos após a publicação deste post, certo é que a corrosão é irreversível. O “abrasileiramento” atingiu o português falado em Portugal de tal forma que todos os dias tenho de desperdiçar tempo a mandar umas mensagens a surgir que as coisas sejam ditas de outra forma. Vendo coisas gravadas desde os finais dos anos 90, parece que a corrosão já começou antes do aborto ortográfico. O aborto ortográfico só serve para tornar a língua portuguesa ainda mais confusa. As atrocidades desde a junção de compostos, retirada de acentos/letras/hífens, nomes de meses/estações/dias-da-semana, etc … são horríveis. Ultimamente tenho-me irritado com:
• A falta do é/são/foi/era nas perguntas começas por Qual/Quais. “Qual o código de acesso?” é a pergunta que aparece na app da Caixa e simplesmente não gosto e devia ser “Qual é o…” e já refilei com eles. Também um pouco por todo o lado, aparece-me emails com exactamente o mesmo problema. “Qual o estado da reclamação?” do Portal da Queixa…. ou até mesmo quando respondi a um inquérito. Os brasileiros é que fazem perguntas asssim.
• Confusão entre falamos/falámos, encontramos/encontrámos, chegamos/chegámos, … Parece que de um momento para o outro, as pessoas já não falam bem. Basta ver um pouco de televisão que uma destas confusões salta à vista. Em Agosto de 2022, um comentador criminal da TVI dizia “Ainda ontem aqui falamos” duas vezes… em vez de “falámos”… ontem é passado. O que me causa mais espanto é que estas pessoas não são capazes de auto-corrigir-se. Ouvem as outras pessoas dizerem correctamente as coisas e não são capazes de pensar… “oh era assim”. Outro caso é ver pessoas tipo foram de manhã para a praia, aconteceu algo e são entrevistadas… “quando aqui chegamos” em vez de “chegámos”. Os jornalistas fazem, todos os dias, erros destes. “Ainda hoje de manhã, conversamos com o gerente…” em vez de conversámos.
• A falta de acentos gera confusão. Dezóito -> Dezoito (alguns lêem “dezouito” apesar de terem aprendido “dezóito”)… O pára/para… “Para aí!” “Para aqui!” de parar. Confuso, não é? “Pára aqui!” “Para aqui” “Pára aí!” “Para ai!”…
• Compressão de formas verbais tipo… “No próximo programa, falamos de…” – para mencionar que está com a forma verbal errada, devia ser “vamos falar de”. Parece que ninguém sabe distíguir a acção contínua da acção indirecta, ou do Presente agora e o Presente futuro.
• Remoção de p e c. “No Egito, os egípcios” – confuso… noutros idiomas, o p ainda lá está. “Ato ou efeito” Ato/Acto… “Ator” – pessoa que ata?!
• Não é exclusivo do aborto ortográfico mas parece que nos outros idiomas também puseram os nomes dos meses e estações do ano com minúsculas. Salve-se o inglês que ainda bem que não o fizeram. Sem as iniciais maiúsculas, os nomes dos meses perderam valor. Uma frase em que um nome do mês em minúsculas… fica extramamente mal.
• Remoção dos hífens. “Fim de semana” não gosto. Tem de ser “fim-de-semana”. “Fogo de artifício” idem… “Fogo-de-artifício”. “Há-de” “Há de”…
Não é preciso dizer mais. Irei intervir quando me parecer que está mal. O aborto ortográfico é ilegal. Não é invulgar ver crianças e até mesmo adultos a “auto-abrasileirar-se”…. “Tia, mi empurra.”. Ou “Meu pai é assim” “Minhas coisas estão guardadas”. O aborto ortográfico mete-me nojo!
Um acto de coragem intelectual na defesa da língua portuguesa que é um exemplo a seguir!
Aqui fica a expressão do meu profundo respeito pelo Conselho Redactorial da prestigiada ‘Seara Nova’.
O Aborto Ortográfico não é para adoptar NUNCA!
Já agora, Pedro Correia, parabéns pelo seu livro “Vogais e Consoantes Politicamente Incorrectas do Acordo Ortográfico”, de que comprei um exemplar e recomendo aos amigos (que, felizmente, na sua maioria são anti-aborto ortográfico). É de atitudes como a sua que necessitamos para não deixar essa abjecção ir avante. Temo, no entanto que, qual cancro, o aborto se vá infiltrando em todos os sectores nacionais (a maioria dos meios de comunicação esforça-se bem nesse sentido).
Nõe exagero se disser que essa coisa do arborto ortográfico até me dá náuseas, como tal, não compro publicações escritas nesse crioulo e evito ver filmes ou programas traduzidos nessa linguagem, ou então desvio o olhar das legendas, se conhecer a língua.
Que os nossos governantes deixem ao menos escrever correctamente (e não corrêtamente!) quem o assim quiser, sem nos estar a impor despóticamente uma aberração.
Cordiais saudações.
É tudo muito lindo mas a pouco e pouco, o Aborto Ortográfico vai corroendo tudo e todos. Há algumas axcepções que ainda utilizam o antigo Acordo Ortográfico.
Muitos anos após a publicação deste post, certo é que a corrosão é irreversível. O “abrasileiramento” atingiu o português falado em Portugal de tal forma que todos os dias tenho de desperdiçar tempo a mandar umas mensagens a surgir que as coisas sejam ditas de outra forma. Vendo coisas gravadas desde os finais dos anos 90, parece que a corrosão já começou antes do aborto ortográfico.
O aborto ortográfico só serve para tornar a língua portuguesa ainda mais confusa. As atrocidades desde a junção de compostos, retirada de acentos/letras/hífens, nomes de meses/estações/dias-da-semana, etc … são horríveis.
Ultimamente tenho-me irritado com:
• A falta do é/são/foi/era nas perguntas começas por Qual/Quais. “Qual o código de acesso?” é a pergunta que aparece na app da Caixa e simplesmente não gosto e devia ser “Qual é o…” e já refilei com eles. Também um pouco por todo o lado, aparece-me emails com exactamente o mesmo problema. “Qual o estado da reclamação?” do Portal da Queixa…. ou até mesmo quando respondi a um inquérito. Os brasileiros é que fazem perguntas asssim.
• Confusão entre falamos/falámos, encontramos/encontrámos, chegamos/chegámos, … Parece que de um momento para o outro, as pessoas já não falam bem. Basta ver um pouco de televisão que uma destas confusões salta à vista. Em Agosto de 2022, um comentador criminal da TVI dizia “Ainda ontem aqui falamos” duas vezes… em vez de “falámos”… ontem é passado. O que me causa mais espanto é que estas pessoas não são capazes de auto-corrigir-se. Ouvem as outras pessoas dizerem correctamente as coisas e não são capazes de pensar… “oh era assim”. Outro caso é ver pessoas tipo foram de manhã para a praia, aconteceu algo e são entrevistadas… “quando aqui chegamos” em vez de “chegámos”. Os jornalistas fazem, todos os dias, erros destes. “Ainda hoje de manhã, conversamos com o gerente…” em vez de conversámos.
• A falta de acentos gera confusão. Dezóito -> Dezoito (alguns lêem “dezouito” apesar de terem aprendido “dezóito”)… O pára/para… “Para aí!” “Para aqui!” de parar. Confuso, não é? “Pára aqui!” “Para aqui” “Pára aí!” “Para ai!”…
• Compressão de formas verbais tipo… “No próximo programa, falamos de…” – para mencionar que está com a forma verbal errada, devia ser “vamos falar de”. Parece que ninguém sabe distíguir a acção contínua da acção indirecta, ou do Presente agora e o Presente futuro.
• Remoção de p e c. “No Egito, os egípcios” – confuso… noutros idiomas, o p ainda lá está. “Ato ou efeito” Ato/Acto… “Ator” – pessoa que ata?!
• Não é exclusivo do aborto ortográfico mas parece que nos outros idiomas também puseram os nomes dos meses e estações do ano com minúsculas. Salve-se o inglês que ainda bem que não o fizeram. Sem as iniciais maiúsculas, os nomes dos meses perderam valor. Uma frase em que um nome do mês em minúsculas… fica extramamente mal.
• Remoção dos hífens. “Fim de semana” não gosto. Tem de ser “fim-de-semana”. “Fogo de artifício” idem… “Fogo-de-artifício”. “Há-de” “Há de”…
Não é preciso dizer mais. Irei intervir quando me parecer que está mal. O aborto ortográfico é ilegal.
Não é invulgar ver crianças e até mesmo adultos a “auto-abrasileirar-se”…. “Tia, mi empurra.”.
Ou “Meu pai é assim” “Minhas coisas estão guardadas”.
O aborto ortográfico mete-me nojo!