Por motivos que vêm tão ao caso como salientar a falta de senso de qualquer pessoa que, tendo visto dois ou mais filmes recentes com Jessica Chastain, não a considere a melhor actriz norte-americana da sua geração, nos últimos meses tenho visitado poucos blogues e descoberto menos ainda (eufemismo para «zero»). Cabendo-me a escolha do blogue da semana, resta-me assim ficar pelos velhos conhecidos. O Complexidade e Contradição já foi mencionado no Delito várias vezes mas, tanto quanto o sublime (eufemismo para «bleurgh») motor de busca dos blogues do Sapo me permitiu determinar, nunca obteve a transcendental honra de ser escolhido como blogue da semana (hipérbole para «seja como for, uma honra pelo menos comparável a ganhar um Globo de Ouro da SIC»). Ainda que o excelso (eufemismo para «#$/”%*£@§!») motor de busca dos blogues do Sapo se (e me) tenha enganado, a ironia, a concisão e a frontalidade de Lourenço Cordeiro merecem destaque frequente. Sendo que «ironia, concisão e frontalidade» não é eufemismo, como este par de textos do mês em curso demonstra:
Outras maneiras, para apreciadores de corridas de touros;
Menos é mais, para apreciadores de praia (coisa diferente – digo eu – de apreciadores de praias).
P.S.: De forma a evitar surpresas desagradáveis, quiçá mesmo (nestes tempos de egos frágeis) traumáticas, aviso que serei muitíssimo pouco simpático (eufemismo para «insultarei», «injuriarei» e «chamarei nomes») com comentadores que deixem evidente não partilhar a minha opinião sobre a Jessica Chastain.

Obrigada pelo link que me levou à frase: «Há outras maneiras de ser valente à frente das mulheres».
De nada, Cristina. É de facto uma excelente frase.
Ó jaa e não é que pelo nome não ia lá?!
Prudente – o que eu gosto, nestes tempos, desta palavra! – fui à net ver quem era a pequena. Tens toda a razão e lembro-me dela como agente da CIA, gélida e fogo, como eu gosto de as ver no cinema e na tv.
Portanto, aqui me tens a dar-te todo o apoio…
Helena, para além do Zero Dark Thirty, ela tem estado sublime em vários filmes recentes, embora nem sempre muito conhecidos e onde, de resto, é frequente não ter o papel principal. Por exemplo: , um excelente filme a todos os níveis; , onde desempenhou um papel pequeno mas memorável; , desempenhando na Berlim de Leste dos anos 60 (num ambiente muito Le Carré) a mesma personagem que Helen Mirren desempenha na década de 90 (Mirren também é excelente mas o trecho de Chastain é mais interessante); , do Terrence Malick; , um excelente (mas bastante violento) filme passado na época da Lei Seca.
– Procurem Abrigo (http://www.imdb.com/title/tt1675192/)
– As Serviçais (http://www.imdb.com/title/tt1454029/)
– A Dívida (http://www.imdb.com/title/tt1226753/)
– A Árvore da Vida (http://www.imdb.com/title/tt0478304/)
– Dos Homens sem Lei (http://www.imdb.com/title/tt1212450/)
Chastain lembra-me um pouco o Kevin Spacey de há uns quinze anos: alguém com imenso talento que, por não ter exactamente o estatuto de estrela, consegue habitar os papéis de forma muito mais credível. Isto nota-se até na variedade de filmes em que escolhe participar (o último é um thriller de terror chamado Mama), de modo a – é ela quem o afirma – não ficar ligada a um único estilo.
Não esquecer o excelente desempenho dela no “oscarizado” ‘00.30 Hora Negra’, JAA.
Mas esse já fora mencionado pela Helena, Pedro. É por isso que o meu comentário começa por “para além de Zero Dark Thirty” – um filme (e um desempenho de Chastain) em que partilho inteiramente a tua opinião: 30777.html
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/52
Acontece, JAA, quando se começa a ler os comentários de baixo para cima, como tantas vezes faço. E a propósito de baixo para cima: verifiquei agora que ainda estava o blogue da semana anterior. Pus lá agora o que escolheste.
Excelente escolha. Já aqui referi imensos textos do Lourenço, que mantém um dos melhores blogues da blogocoisa portuguesa.
Estamos então de acordo, João.
Tal como a distinta comentarista anterior também eu “me fui” ao google para me instruir a propósito da sua exaltada Jessica. Não me recordo de alguma vez a ter visto num dos diversos filmes a que assisti, mas confio na sua apreciação. Aliás, de excelentes actrizes (e actores) a quem nunca foi dada a possibilidade de brilharem (veja-se Laura Linney, por exemplo), está Hollywood a abarrotar.
Cumprimentos.
Nota final: todo este meu comentário foi, já o terá percebido, para não desmerecer do seu apreço em relação à tal Jessica.
Sssssstress (fico sempre a contar o número de ‘esses’):
Gostar de Laura Linney é das melhores provas de bom gosto que conheço. Quanto à Jessica Chastain, por favor leia a minha resposta à Helena, um pouco mais acima.
Dez boas razões( e nada subjectivas) para gostar da Jessica Chastain:
1. Cresceu na Bay Area, Califórnia. Pedacinho de terra abençoado.
2. Aprendeu alemão e Krav Maga para o filme The Debt.
3. Tem um cão ( ou teve) com três pernas chamado Chaplin.
4. Recusou o papel de princesa Diana.
5.” I was the girl who cut school to go to the park, and the other kids would be smoking and drinking and I’d be reading Shakespeare”.
6. Possui uma beleza não canónica.
7. Mantém a sua vida privada, privada.
8. Faz ioga devotamente.
9. Ralph Fiennes é o seu actor favorito.
10. Tem um enorme defeito: é vegana. Mas ninguém precisa de mulheres perfeitas, certo?
Obrigada pelo interessante blog que indicou e que eu desconhecia.
1. Vou ter de confiar na palavra de quem já lá esteve.
2. E pareceram-me muito credíveis mas como também não ‘pesco’ patavina nem de um nem do outro…
3. Não sabia. Atendendo à forma como devia caminhar, o nome tem lógica. Usava bengala?
4. Isto já tinha lido algures. Partilhamos a admiração pelo bom senso demonstrado.
5. Oh, to be here and not to be there…
6. Bom, pode não ser canónica mas… é ruiva, certo?
7. Mais uma prova de bom senso. Até isso me faz pensar nela como uma nova Meryl Streep.
8. Esta é complicada: mulheres demasiado flexíveis e meditativas atraem-me e assustam-me ao mesmo tempo.
9. Atendendo a Coriolano, têm pelo menos a paixão por Shakespeare em comum.
10. Mais do isso: até dá jeito que alguém coma as verduras.
De nada.
Então e o outro edifício perto daquele, chamado Heron Castilho, onde o primeiro que fumava às escondidas nos aviões e sua respeitável progenitora compraram dois apratamentos? É só ver no google as lindas imagens que lá aparecem dele…
Er… e eu não vejo muito bem o que é que isto tem a ver mas a culpa pode ser minha porque ando um bocado a leste de quase tudo…
Tem vagamente a ver com o edifício que aparece no mais recente post do Complexidade e Contradição (é sobre outro que lhe fica perto) – e com o ódio de estimação que dedico ao tal sujeito de que se desconhece se já é filósofo por fax – o que, sendo o curso de 2 anos, pareceria normal já se saber.