erva daninha. Não te respeitam porque é fácil ignorar-te. Sabes porque te ignoram? Porque podes mais que eles. Que basta a chuva, que aguentas o sol, que te contentas superiormente com a vida. Que és a vida. Tomaram-te os homens, erva daninha. Sem ânsias, no espaço que é teu, sorrindo ao que pisa e passa, a olhares que não te deitam e à admiração que nem te devotam. És efémera, hastezinha, e os homens temem a impermanência. Vives pouco, e não se contentam com pouco. A tua grandeza não passa das solas dos seus sapatos.


Os homens temem a impermanência e desvalorizam o efêmero, possivelmente porque tudo isso lhes lembra a sua própria condição. Grande texto, miúda.
Cá estou eu, @gri, para fazer uma pequena serenata em torno da green green grass:
http://www.youtube.com/watch?v=aQhKqlOcc HE
Obrigada, Anómino 🙂 Beijos e saudades suas!