Rolando Teixo, de Pedro Bidarra


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Há alguns meses percebi que o Pedro Bidarra bloga no Escrever é Triste, onde se apresenta (também) deste modo: “As pessoas vêm sempre de algum sítio. Eu vim dos Olivais-Sul, uma experiência arquitecto-sociológica que visava misturar todas as classes sociais para a elevação das mais baixas e que acabou por nos nivelar a todos pelo mais divertido.“. Não será um caso único mas isto de vir(mos) dos Olivais deixou uma rede qualquer, nem de perto uma “irmandade” mas decerto que uma atenção particular. Assim como se, noutro tipo de sociedades, tivéssemos sido iniciados conjuntamente. Quando algum “olivalense” bota algo a gente vai ver.

Leio que o PB publicou agora o romance Rolando Teixo. Fico alerta. Tipo … espero que o livro se venda no quiosque do aeroporto da Portela, para que mal chegue eu a Lisboa o possa arrecadar. Mas não só por causa do tal compadrio bairrista. Pois conheci o autor há mais de 30 anos e se algum traço o caracterizava era a verve. Mais aquilo que a animava. Uma memória que me convoca para o Rolando Teixo.

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