«O inteligente pobre é muito melhor observador do que o inteligente rico. O pobre mede cada passo que dá, escuta atentamente cada palavra que ouve às pessoas que encontra. Cada passo que ele dá constitui para o seu cérebro e para a sua sensibilidade uma tarefa, um trabalho. Ele tem o ouvido apurado e é sensível, tem experiência, tem marcas de queimadura na alma…»
Knut Hamsun, Fome [1890]
Cavalo de Ferro, 2010 (2ª edição). Tradução: Liliete Martins


E o inteligente inculto é muito mais interessante e original do que o inteligente letrado.
Ideia interessante, Isabel. Nunca tinha pensado nisso.
Se não me engano essa citação está na página 199 (edição 2010). Adorei ler, também, as outras duas obras do autor publicadas pela Cavalo de Ferro, PAN e VICTORIA. Estas três obras serão, brevemente, relidas. Assim como, Siddhartha de Hermann Hesse; Se isto é um homem de Primo Levi. Entre outros. -Boas Leituras. Shadow
Espero escrever muito em breve sobre ‘Fome’, obra-prima da literatura universal. Sim, de facto esta citação é da página 199. Cavalo de Ferro é uma das melhores editoras portuguesas, sem qualquer dúvida.
De um grande escritor – mas tão polémico que ainda hoje os noruegueses não sabem como lidar com ele e com a sua obra.
É verdade, JAA. Polémico como Céline, por exemplo. Ou como Pound.
É incómodo, ainda hoje, separar as ideias do autor da sua obra. Ou pelo menos as ideias que expressou durante parte – extensa ou curta – da sua vida.