Agora a sério


escafandro,

Em Abril, na sequência da decisão do Tribunal Constitucional, escrevi (ver ponto 3): Em parte por culpa própria, em parte por desvios a que foi obrigado (vide decisão anterior do TC ou polémica sobre a TSU), o governo já se encontrava demasiado longe não apenas do que parecia ser o seu plano original mas de qualquer solução razoável para a crise (vide Irlanda ou países nórdicos no início da década de 90), pelo que não deve agora afundar-se ainda mais, fingindo ter alternativas. Demita-se. Hoje, por maioria de razões, a minha opinião só pode ser a mesma. Este governo, com ou sem uma qualquer forma de apoio por parte do CDS, está incapaz de fazer o que é necessário fazer. Sendo que, independentemente das ilusões de António José Seguro e de milhares de almas ingénuas que o levarão à vitória (quantas vezes pode a ingenuidade ser renovada com palavras ocas?), a menos que alguém nos ofereça montes de dinheiro, o que é necessário fazer não vai ficar mais fácil nos próximos tempos. Nem que saiamos do euro, imprimamos uma moeda nova e tentemos fingir que ela vale alguma coisa.

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