Sugestão: um livro por dia


Pedro Correia,

 

Porque Devemos Sair do Euro, de João Ferreira do Amaral

Política

(edição Lua de Papel, 2013)

20 comentários em “Sugestão: um livro por dia”

      1. P.S. Já notou que as exportações aumentaram sem que mudássemos de moeda? O que fez, então, com que aumentassem?

        1. As exportações aumentaram porque não havia quem comprasse em Portugal e aumentaram porque Paulo Portas levou os empresários portugueses para fora, e apareceram mercados novos e solificamos mercados em crescimento onde somos já tradicionais mas apenas cresceram fora do euro, dentro do euro as exportações estão a diminuir.

      2. “Esse é um debate que deve ser travado.” Agora só por piada: já repararam na enorme ambiguidade desta frase? Temos de travar este debate 😉

    1. A questão é que, mesmo que tal saída corresse bem, o empobrecimento geral do país seria de perto de 50% – desde logo, tudo o que importamos ficaria mais caro nessa proporção.
      E chegaria, por si, para atraírmos o capital que não temos? Sem mais? As leis continuariam um emaranhado, a justiça não começaria a funcionar bem só por haver uma nova moeda…
      Embora Ferreira do Amaral tenha toda a legitimidade para pôr o problema – é sua convicção há anos – as adesões ressentes à ideia parecem ser uma mera fuga a enfrentar a realidade. Soares, por exemplo, veria o regresso dos tempos em que podia mandar o banco de Portugal emitir moeda e os direitos adquiridos poderiam ser sempre satisfeitos, ainda que nominalmente e a custo de uma hiper-inflação.
      Não há questão que se não possa pôr, mas não contribuamos para as crenças mágicas.

      1. Estou inteiramente de acordo consigo. Defendo a realização do debate, precisamente para que essas e outras informações sejam divulgadas com toda a clareza junto dos portugueses.

      2. Explique lá como é que todos os activos Portugueses passavam a valer 50%?
        Isso significaria na verdade que já não valem o dinheiro que têm…

        Vou simplificar vc confunde a expressão das relações comerciais e a balança de pagamentos, a chamada taxa cambial, com inflação (que mede o aumendo do custo de vida), PIB (que mede a riqueza produzida por ano) com a soma de todos os activos nacionais.

        Devalorização cambial não gera inflação da maneira que os populistas sempre querem fazer querer. EUA desde há 3 anos desvalorização de 30% tiveram um pico de 4%, Japão em 3 meses 20% nem se falou em inflação. Claro que existem casos como o Malawi, desgovernandos, em que desde maio de 2012 fizeram desvalorização oficial, não gerada no mercado, de 38% chegou a provocar 45% de inflação, mas isso aconteceu porque não havia dinheiro na rua, nem se usam cartões para pagamento electrónico, os agricultores foram à fronteira vender os produtos e deixaram os nacionais sem comida, mas ao fim de 6-12 meses a inflação baixou e a moeda começou a valorizar, os agricultores produziam agora o dobro e o país começou a crescer aos 6% ano.

  1. Amanhã ou depois vou antes comprar o livro de José Gomes Ferreira, espero que escrito ao abrigo do aborto ortográfico.

    1. Eu é que lhe agradeço a sugestão, obrigadinho. Há muito que conheço o José Gomes Ferreira, chegámos a assinar textos conjuntamente nos bons tempos do ‘Público’ inicial. Não se preocupe: já amanhã divulgarei aqui esse livro. Escrito numa grafia que rejeita o aborto ortográfico. Obviamente.

  2. …antes que o céu nos caia em cima da cabeça (bom, ok, parece que já caiu, é preciso arranjar outra expressão, mas fica para depois deste calor passar)…
    porque temos que concordar que somos o que somos e assim seremos até que a morte nos livre desta sina…
    e sim, aconselhemos (mais: obriguemos!) os nossos filhos a emigrar e miscigerar (mas cientificamente para os genes lusos não prevaleçam)…
    tudo, mas tudo isto, poderia ter ser evitado se os céus tivessem ajudado jesus e o slb tivesse sido campeão…
    mas jesus não é o que nos fizeram crer que era..(mas o slb sim e sempre)…

  3. É pena ter um erro logo na capa: devia ser “Por que devemos sair do Euro”… Tenho também algumas dúvidas relativamente ao tempo verbal do verbo Dever mas agora está muito quicálô para ir confirmar.

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