As exportações aumentaram porque não havia quem comprasse em Portugal e aumentaram porque Paulo Portas levou os empresários portugueses para fora, e apareceram mercados novos e solificamos mercados em crescimento onde somos já tradicionais mas apenas cresceram fora do euro, dentro do euro as exportações estão a diminuir.
A questão é que, mesmo que tal saída corresse bem, o empobrecimento geral do país seria de perto de 50% – desde logo, tudo o que importamos ficaria mais caro nessa proporção. E chegaria, por si, para atraírmos o capital que não temos? Sem mais? As leis continuariam um emaranhado, a justiça não começaria a funcionar bem só por haver uma nova moeda… Embora Ferreira do Amaral tenha toda a legitimidade para pôr o problema – é sua convicção há anos – as adesões ressentes à ideia parecem ser uma mera fuga a enfrentar a realidade. Soares, por exemplo, veria o regresso dos tempos em que podia mandar o banco de Portugal emitir moeda e os direitos adquiridos poderiam ser sempre satisfeitos, ainda que nominalmente e a custo de uma hiper-inflação. Não há questão que se não possa pôr, mas não contribuamos para as crenças mágicas.
Estou inteiramente de acordo consigo. Defendo a realização do debate, precisamente para que essas e outras informações sejam divulgadas com toda a clareza junto dos portugueses.
Explique lá como é que todos os activos Portugueses passavam a valer 50%? Isso significaria na verdade que já não valem o dinheiro que têm…
Vou simplificar vc confunde a expressão das relações comerciais e a balança de pagamentos, a chamada taxa cambial, com inflação (que mede o aumendo do custo de vida), PIB (que mede a riqueza produzida por ano) com a soma de todos os activos nacionais.
Devalorização cambial não gera inflação da maneira que os populistas sempre querem fazer querer. EUA desde há 3 anos desvalorização de 30% tiveram um pico de 4%, Japão em 3 meses 20% nem se falou em inflação. Claro que existem casos como o Malawi, desgovernandos, em que desde maio de 2012 fizeram desvalorização oficial, não gerada no mercado, de 38% chegou a provocar 45% de inflação, mas isso aconteceu porque não havia dinheiro na rua, nem se usam cartões para pagamento electrónico, os agricultores foram à fronteira vender os produtos e deixaram os nacionais sem comida, mas ao fim de 6-12 meses a inflação baixou e a moeda começou a valorizar, os agricultores produziam agora o dobro e o país começou a crescer aos 6% ano.
Eu é que lhe agradeço a sugestão, obrigadinho. Há muito que conheço o José Gomes Ferreira, chegámos a assinar textos conjuntamente nos bons tempos do ‘Público’ inicial. Não se preocupe: já amanhã divulgarei aqui esse livro. Escrito numa grafia que rejeita o aborto ortográfico. Obviamente.
…antes que o céu nos caia em cima da cabeça (bom, ok, parece que já caiu, é preciso arranjar outra expressão, mas fica para depois deste calor passar)… porque temos que concordar que somos o que somos e assim seremos até que a morte nos livre desta sina… e sim, aconselhemos (mais: obriguemos!) os nossos filhos a emigrar e miscigerar (mas cientificamente para os genes lusos não prevaleçam)… tudo, mas tudo isto, poderia ter ser evitado se os céus tivessem ajudado jesus e o slb tivesse sido campeão… mas jesus não é o que nos fizeram crer que era..(mas o slb sim e sempre)…
É pena ter um erro logo na capa: devia ser “Por que devemos sair do Euro”… Tenho também algumas dúvidas relativamente ao tempo verbal do verbo Dever mas agora está muito quicálô para ir confirmar.
Ao ler a coluna de opinão de José Manuel Fernandes na edição de hoje do “Público”, já não tenho dúvidas que é o melhor caminho. Saída do Euro.
Esse é um debate que deve ser travado. E este livro dá um importante contributo, concorde-se ou não com a tese central do autor.
P.S. Já notou que as exportações aumentaram sem que mudássemos de moeda? O que fez, então, com que aumentassem?
As exportações aumentaram porque não havia quem comprasse em Portugal e aumentaram porque Paulo Portas levou os empresários portugueses para fora, e apareceram mercados novos e solificamos mercados em crescimento onde somos já tradicionais mas apenas cresceram fora do euro, dentro do euro as exportações estão a diminuir.
“Esse é um debate que deve ser travado.” Agora só por piada: já repararam na enorme ambiguidade desta frase? Temos de travar este debate 😉
A língua portuguesa é muito traiçoeira…
… e as perspectivas económicas também.
A questão é que, mesmo que tal saída corresse bem, o empobrecimento geral do país seria de perto de 50% – desde logo, tudo o que importamos ficaria mais caro nessa proporção.
E chegaria, por si, para atraírmos o capital que não temos? Sem mais? As leis continuariam um emaranhado, a justiça não começaria a funcionar bem só por haver uma nova moeda…
Embora Ferreira do Amaral tenha toda a legitimidade para pôr o problema – é sua convicção há anos – as adesões ressentes à ideia parecem ser uma mera fuga a enfrentar a realidade. Soares, por exemplo, veria o regresso dos tempos em que podia mandar o banco de Portugal emitir moeda e os direitos adquiridos poderiam ser sempre satisfeitos, ainda que nominalmente e a custo de uma hiper-inflação.
Não há questão que se não possa pôr, mas não contribuamos para as crenças mágicas.
Estou inteiramente de acordo consigo. Defendo a realização do debate, precisamente para que essas e outras informações sejam divulgadas com toda a clareza junto dos portugueses.
Explique lá como é que todos os activos Portugueses passavam a valer 50%?
Isso significaria na verdade que já não valem o dinheiro que têm…
Vou simplificar vc confunde a expressão das relações comerciais e a balança de pagamentos, a chamada taxa cambial, com inflação (que mede o aumendo do custo de vida), PIB (que mede a riqueza produzida por ano) com a soma de todos os activos nacionais.
Devalorização cambial não gera inflação da maneira que os populistas sempre querem fazer querer. EUA desde há 3 anos desvalorização de 30% tiveram um pico de 4%, Japão em 3 meses 20% nem se falou em inflação. Claro que existem casos como o Malawi, desgovernandos, em que desde maio de 2012 fizeram desvalorização oficial, não gerada no mercado, de 38% chegou a provocar 45% de inflação, mas isso aconteceu porque não havia dinheiro na rua, nem se usam cartões para pagamento electrónico, os agricultores foram à fronteira vender os produtos e deixaram os nacionais sem comida, mas ao fim de 6-12 meses a inflação baixou e a moeda começou a valorizar, os agricultores produziam agora o dobro e o país começou a crescer aos 6% ano.
Amanhã ou depois vou antes comprar o livro de José Gomes Ferreira, espero que escrito ao abrigo do aborto ortográfico.
Eu é que lhe agradeço a sugestão, obrigadinho. Há muito que conheço o José Gomes Ferreira, chegámos a assinar textos conjuntamente nos bons tempos do ‘Público’ inicial. Não se preocupe: já amanhã divulgarei aqui esse livro. Escrito numa grafia que rejeita o aborto ortográfico. Obviamente.
…antes que o céu nos caia em cima da cabeça (bom, ok, parece que já caiu, é preciso arranjar outra expressão, mas fica para depois deste calor passar)…
porque temos que concordar que somos o que somos e assim seremos até que a morte nos livre desta sina…
e sim, aconselhemos (mais: obriguemos!) os nossos filhos a emigrar e miscigerar (mas cientificamente para os genes lusos não prevaleçam)…
tudo, mas tudo isto, poderia ter ser evitado se os céus tivessem ajudado jesus e o slb tivesse sido campeão…
mas jesus não é o que nos fizeram crer que era..(mas o slb sim e sempre)…
Temos convergência musical mas as nossas crenças divergem muito.
É pena ter um erro logo na capa: devia ser “Por que devemos sair do Euro”… Tenho também algumas dúvidas relativamente ao tempo verbal do verbo Dever mas agora está muito quicálô para ir confirmar.
Faço minhas as suas últimas palavras (salvo seja).
Adeus e até ao meu regresso.
Nós por cá todos bem.
Mais um estatista que quer dar ainda mais poder aos políticos e ao estado.
Ainda que o seja, tem todo o direito de expressar a sua opinião. Ou não será assim?