“A austeridade destrói o País. ‘Troika’ fora de Portugal.” Foi com estas palavras inscritas em pequenos cartazes que o Presidente da República foi recebido esta manhã no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, onde está de visita, numa iniciativa organizada pelo Bloco de Esquerda e PCP, juntamente com os partidos do grupo da Esquerda Unitária (Syriza, Die Linke, Izquierda Unida, Front de Gauche).
(in Diário de Notícias)
Percebo, mas confesso humildemente que tenho mixed feelings relativamente a este tipo de manifestações. Com efeito, quando sai para o estrangeiro, quer queiramos quer não, quer gostemos quer não, o Presidente da República personifica o país. Assim sendo, desagrada-me vê-lo ser recebido de forma hostil, porque, no fundo, sinto que é Portugal que está a ser maltratado. E quando são portugueses em funções oficiais no estrangeiro a faze-lo, ainda me causa mais incómodo. Percebo a “razão”, mas aceito com dificuldade o “modo” de actuação, sobretudo, na presença de estrangeiros
Quando as coisas se passam internamente o enxovalho é mais pessoal do que institucional. Posso ter dúvidas sobre o processo, posso mesmo entender que preferia que assim não fosse, mas não questiono, nem censuro quem se manifesta, desde que o faça ordeiramente e sem violência. Porque a paciência tem limites e estes, entre nós, há muito que foram ultrapassados.


Entendo inadmissível que DEPUTADOS usem esse tipo de protesto. Confundem manifs com actividade parlamentar. E não releva para o caso se gostamos ou não do inquilino do Palácio de Belém.
Hmmmm… não sei qual é a multa que os eurodeputados vão receber!
Saiu ordem para disparar, e agora quem disser, seja o que for, arrisca multa. Diz-se que também pode ser ordem de prisão…
Quais são os países onde se proíbe e prende pessoas que manifestem o seu desagrado?
– São noutro sítio, não é?
– Têm aqueles regimes estranhos, com nomes feios, não é?
– Então, estamos longe… não se passa nada!
Quanto ao cidadão de Elvas, que se saiba o NIB dele, e talvez tivesse um totoloto de justiça popular…
Acha Helena?
Eu, por acaso, apesar de apenas ter visto um resumo, acho que aquele protesto não foi contra ele mas, sim, contra a receita de austeridade da troika. Ou seja, acho que até foi benéfico. E, para além do mais, surpreendentemente, o protesto até esteve em sintonia com o discurso de Cavaco Silva que, vá lá, até falou bem.
Sou sempre muito crítica em relação à actuação dele mas, por uma vez, acho que esteve bastante bem.
Apenas fico com os ditos mixed feelings em relação à saída do FMI da troika. Aliás acabei, até, de escrever sobre isso lá no meu canto. É que se a Europa não fosse uma amálgama sem cabeça, talvez fizesse todo o sentido não ter o FMI. O pior é que a Europa anda numa permanente deriva, a reboque da Alemanha. Por isso, em relação a isso, fico dividida. Mas, de resto, acho que Cavaco Silva esteve bem e aqueles cartazes até pareciam uma claque, a apoiarem o que ele dizia.
Um abraço, Helena!
Foi o que pensei logo,o post do “jeito manso” resume-o.
A ideia de falar agora do FMI parece-me a despropósito,foi a burocracia europeia que o chamou para a assessorar nos resgates.O FMI só vai onde é chamado e não esqueçamos que o nosso país já o tinha chamado duas vezes sob a governação socialista que fez o que lhe mandaram e até teceu loas(como consta nos jornais da época)!No resto esteve bem o catedrático de boliqueime(o professor Alfredo de Sousa faz falta).
Dizem que o actual “venerando”fala mal e a desoras?A alternativa era um tonitruante e fraco vate ou um talassa com obediência em qualquer loja(e sabe-se lá que mais).Venha o diabo e escolha.