Espero que gostem


Pedro Correia,

 

Os leitores mais regulares do DELITO DE OPINIÃO sabem que o acordo ortográfico (a que por vezes chamo aborto ortográfico) é um dos meus temas mais recorrentes. Pois a partir de amanhã já não é só no blogue: é também em livro. Com a prestigiada chancela da Guerra & Paz, correspondendo a um convite do Manuel S. Fonseca, terão à vossa disposição nas livrarias um título que desde já vos recomendo: Vogais e Consoantes Politicamente Incorrectas do Acordo Ortográfico.

O autor sou eu. Espero que gostem.

107 comentários em “Espero que gostem”

      1. Vi na estante Fui comprar, comprei, e… chegado a casa, era outro livro. Fiquei a saber que politicamente incorrecta é uma série da Guerra e Paz.
        Já encomendei o seu.

  1. Boa!
    Ainda tenho esperança que esse “aborto ortográfico” recue. Pode ser que o livro ajude alguém a ver a boa porcaria em que nos meteram.
    Parabéns! E tudo bom!

    1. A intenção é precisamente essa: contribuir para mudar um ‘acordo’ tecnicamente insustentável, como vemos todos os dias à nossa volta. Creio ter deixado no livro suficientes exemplos nesta matéria.
      Obrigado pelos seus votos. Espero que goste da leitura.

  2. Que boa surpresa. Parabéns antecipados, Pedro. Este é daqueles que podemos comprar de olhos fechados: o autor não engana ! Beijinhos,

  3. Muito bem, Pedro! Lá estarei no dia do lançamento (sugiro que o anuncies aqui também) para um beijo de parabéns e um autógrafo. Para já, vou lê-lo com muito gosto.

  4. Pedro,

    nem sei o que dizer! Evoco aqui e agora as nossas célebres e ruidosas reuniões, vai para tantos anos. Não creio que alguém na altura adivinhasse… Mas acreditávamos que era possível. Sabes do que falo, não sabes?
    Nem sei se é o teu primeiro livro mas seja como for é uma alegria imensa. Porque ao contrário de muita gente adoro quando os meus amigos vencem na vida. É como se fosse eu.
    Muita sorte e felicidades. Tu mereces!
    Já agora posso fazer referência ao teu livro no meu paupérrimo e humilde blogue?
    Um imenso abraço.
    Ah só mais uma coisa… vou comprar!

      1. Amigo Pedro,

        não tenho a veleidade de alguma vez publicar um livro. Porque para isso é necessário muita competência. Algo que eu obviamente não apresento.
        Todavia agradeço as tuas palavras de confiança. E dia 21, se tudo correr bem lá estarei.

  5. Assim que soube da existência deste livro fui imediatamente comprá-lo. Ainda só li 40 páginas mas estou já a pensar torná-lo prenda obrigatória para todos os meus amigos que fizerem anos daqui para a frente.

    Os meus parabéns!

  6. Muitos parabéns pela coragem e dedicação.
    Desejo que o livro seja um enorme sucesso e que resplandeça em luz para ofuscar quem teima trazer-nos as trevas.

  7. E prontes! Um excelente investimento…

    Este é para eu colocar na secretária, bem à vista…

    Um beijo grande e sucessos, Pedro, bem merecidos!!!

  8. Votos de sucesso para o seu livro.
    Este País precisa de pessoas que não baixem os braços,e o seu livro é prova disso.
    Obrigada.

    Isabel

    1. Baixar os braços não, Isabel. Devemos defender com convicção as causas em que acreditamos. Mesmo que façam levantar os sobrolhos dos ‘experts’ em correcção política, sempre prontos a aceitarem os mais absurdos ditames de “quem manda”.

      1. Mas em que consistiria a “correcção política”? Em escrever como os brasileiros mandam? Ou como as lojas mandam?

  9. Parabéns, Pedro! Com toda admiração e respeito que tenho por si, desejo-lhe o maior sucesso e tudo o que de bom possa estar envolvido neste processo. Um beijinho com amizade se me permite. Bom resto de semana!

      1. Esqueci-me de acrescentar que a capa também é toda janota. Há manchas gráficas que ficam na memória porque de alguma forma tocam *lá* nos arcanos da harmonia visual. Esta pode ser uma delas. Bom trabalho.

        1. De acordo, Vasco. Foi um trabalho muito profissional do departamento artístico da editora, sem dúvida. Além da boa apresentação, cada livro desta colecção é facilmente manuseável e transportável. Lê-se bem em qualquer lado.

    1. Obrigado pelas palavras amigas, Eduardo. Quando me dizem que o AO é “irreversível”, penso sempre no que diziam os arautos da Indonésia durante 24 anos: a anexação de Timor-Leste era “irreversível”.
      Nada que tenha a ver com decisões políticas é irreversível. E ainda bem.

    1. Quando acreditamos numa causa é a única atitude a tomar, meu caro. Agradeço os incentivos que desde sempre tive dos leitores, nomeadamente de si, e espero que gostem do livro: escrevi-o em missão de serviço público.

    1. Espero mesmo que as suas amigas gostem, Ana. Sobre cinema, aqui para nós, tenho material de sobra. E este Verão vou retomar aquela ‘nossa’ série, que tinha ficado interrompida.

  10. “O Acordo – diz Pedro Correia – é tecnicamente insustentável, juridicamente inválido, politicamente inepto e materialmente impraticável”

    E pur… o acordo subsiste e subsistirá.

    1. Na actual forma não subsiste, pode crer. Aliás, o acordo nunca foi aplicado – nem está a ser. Há umas aproximações, apenas. O resto são “facultatividades” várias: uma espécie de idioma escrito “à la carte”. Para uso muito restrito de alguns portugueses. Nada de “unificação” com brasileiros e muito menos com africanos utentes da língua portuguesa.

      1. A “unificação” com os países de África? Eles falam o mesmíssimo português daqui. Falam e escrevem-no bem: é um gosto ler um jornal de Angola ou Moçambique – os que conheço melhor.

          1. “Nunca houve um problema ortográfico entre Portugal e os PALOP. Agora há.”

            Pois não houve. E o que se está a passar, também a esse respeito, é um crime e um acto de uma estupidez assustadora.

  11. Bravo!
    Obrigada pela coragem, e como sou militantemente objectora do “coiso”/mixordêrs/”patois”, já repassei e tentei viralizar dando conhecimento da saída deste livro, por exº, no FB.
    A ILC (Iniciativa Legal de Cidadãos) contra o “acordo” já o noticiou na sua página oficial, e na do Facebook. Também muitos dos que assinaram e tornaram pública uma carta/petrição ao Ministro da Educação, pedindo (apresentando basta argumentação) para a total revogação da “novilíngua” do Estado Português, têm vindo a fazer publicidade na várias páginas que existem no FB anti-acordo. Sinceramente, desejo que o livro seja um êxito, e congratulo-me por a nossa comum causa estar a ganhar novos, muitos e bons adeptos. A maioria do povo português é contra o “coiso”, mas por inércia e desconhecimento da monstruosidade que foi fabricada, não têm resistido com ousadia , não impedindo que os seus filhos sejam inoculados com este vírus que é AO 90, e nem os professores, o que é profundamente lamentável, por tal não me cansarei de divulgar este livro junto desta classe, que é muito importante para ousarem à total objecção e desobediêência a uma ilegal imposição do AO90 nas escolas.Alguns resistem, mas ainda são poucos.
    Obrigada por este livro e Bem-haja!
    Ps deixo aqui os dois links, uma da ILC e outra da carta/petição ao Ministro da Educação

    http://ilcao.cedilha.net

    http://www.peticaopublica.com/?pi=DPAO2013
    e agora os anexos com a argumentação que acompanhou a Carta ao Ministro:
    https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?formkey=dG13TnlWRk10UXd0cDJvZTViS0picWc6MQ#gid=0

    1. Agradeço-lhe muito os dados que aqui me traz e o efeito viral já em marcha. Estou naturalmente convosco na oposição activa ao AO90, que nasceu torto e nunca se endireitará. Espero que o meu livro dê um contributo nesta causa e para isso conto com o melhor apoio possível: o dos leitores.

    1. Espero que goste, Flávio. O ‘acordo ortográfico’ é um exemplo evidente de uma medida imposta à revelia da vontade da esmagadora maioria dos portugueses. Só porque… sim. O resultado só poderia ser o que foi: deu asneira. E da grossa.

  12. Li este livro umas semanas antes da Feira do Livro; assim que o encontrei numa livraria não resisti ao impulso de comprá-lo. Achei-o bastante informativo, diverto e até encorajador: dá-me esperança que, com todas as pessoas que estão contra o AO, ainda consigamos derrotá-lo.

    Acho extraordinário que este país já tenha tido 4 reformas ortográficas em menos de um século, é tão desproporcionado (sem contar com o derrotado de 1986). Acho que o de 1911 foi necessário, visto que uma língua necessita de um padrão e Portugal não tinha ninguém com a reputação de Samuel Johnson para influenciar a grafia de todos os outros, por isso o governo teve de intervir numa questão que, noutras circunstâncias, não é da sua conta. Mas todos os outros, até mesmo o mui amado de 1945, estão a mais para mim. O problema quando se faz um acordo, é que se pode fazer outro, e outro, e outro. Não duvido que isto acabe com o AO90. Seja derrotado ou vá avante, é certo que haverá um dia a tentação de fazer o AO2020, o AO2053, o AO2067, e por aí fora. O acordo de 1911 abriu uma caixa de pandora.

    Agora uma coisa que eu adorava saber, é quando é que os brasileiros começaram a escrever sem as consoantes mudas. Penso que isso complementaria bastante as informações do seu livro. Gostava de compreender melhor a história do português do Brasil. Há algum livro sobre isso?

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