Estive muitos anos ligada à publicidade. Ainda hoje me empolga uma boa campanha; me irrita uma mensagem mal transmitida, preguiçosa ou batoteira; me apaixona a criatividade de uma grande ideia, o desenvolvimento do conceito e a conquista dos limites para a sua execução. As campanhas que não envolvem directamente produtos – e, sobretudo, as que se referem a causas nobres – são geralmente “la crème de la crème” da publicidade, onde se atinge a excelência criativa sem o ónus dos objectivos comerciais e da intenção consumista. Não há agência que não as adore. É o caso desta campanha para a Fundação ANAR, que cumpre genialmente todos os requisitos e redime, com total propriedade e autoridade, o uso (habitualmente criticável) da mensagem subliminar. Clap, clap, clap.
A grande publicidade
Ana Vidal,
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ônus???!!! A Ana aderiu ao abominável acordo ortográfico?
Em português de Portugal é ónus.
Tem muita razão, Luis. Já emendei.
Não sei se confundi com ônibus ou se o meu inconsciente lhe quis dar esse presente de apanhar-me numa falta ortográfica. Seja como for, obrigada.
Fico enternecido por o seu inconsciente pensar tanto em mim…
Um enternecimento seu vale ouro aqui no Delito. Acho que vou emoldurá-lo.
só é pena denunciarem a mensagem secreta!
Tem razão, pessoa, nem me tinha ocorrido tal coisa. Mas acho que seria inevitável. 🙂