Abram alas pró Nódoa


Rui Rocha,

 

Quando se pensa um pouco nisso, o Congresso do PS bem pode ser uma versão piorada de uma conhecida série infantil. Ana Gomes é a Macaca Marta, sempre desbocada e pronta a pregar partidas. A Maria de Belém fica bem o papel de Ursa Teresa, muita amiguinha de Seguro e de Sócrates e deste e daquele e daqueloutro. Edite Estrela é a Gata Rosa, sim, um nadinha vaidosa. O Mafarrico desta vez não apareceu, embora haja quem diga que o viu a espreitar atrás dos arbustos. Deve estar a preparar o comentário de amanhã, na televisão. O Sonso, Pedro Silva Pereira, é que não faltou. Vi-o ainda há pouco a conversar com aquele que é agora o melhor amigo do líder, nem mais nem menos do que António Costa, que acabou por aceitar o papel de Orelhas. Por casa ficou o paquiderme Senhor Volumoso, o paizinho do regime. Nos últimos tempos tem andado de trombas. O Turbulento, João Galamba, não pára um segundo. Ele é entrevistas, é twitter, é o camandro. Andou apagadote por alturas da visita do Krugman a Lisboa, mas já se recuperou e agora é um virote. Em termos de declarações de João Galamba, está na hora de estimular a procura pois vivemos tempos de excesso de oferta. O Urso Rechonchudo, Francisco Assis, estava ainda agora sentado ao lado de Carlos Zorrinho, o Senhor Sempre em Pé, e de Almeida Santos, o Rato Relojoeiro. Todos ficaram muito animados quando ouviram falar o Tó Zé, o boneco de madeira. No fim, cantaram a plenos pulmões o Abram Alas pró Nódoa. Depois, entraram no seu carro amarelo. O Nódoa é o taxista de serviço. Enquanto for abanando o guizo, vão deixá-lo conduzi-los até ao poder. Mas, no fundo, cada um deles tem o seu próprio destino. O PS é isto. E Portugal é a cidade dos brinquedos.

17 comentários em “Abram alas pró Nódoa”

  1. Quer dizer: indignam-se com o discurso do Cavaco e depois promovem um congresso consensual para entronizar o líder do consenso.
    Esta gente não se enxerga…


  2. Muito bom…
    … e bem se sabe o quão injusta é esta comparação, pois na cidade dos brinquedos ainda há animação e a “narrativa” ainda invoca alguma realidade.

    A BBC não permitiria um episódio com bonecos tão mortos-vivos que ora elegessem o Mafarrico, ora o Nódoa, com os mesmos 98% dos votos.

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