Noutros tempos, licenciaturas com fax e equivalências estranhas davam direito a gritaria, fecho de universidades e papéis a desaparecerem (ou a terem várias versões). Agora, um mesmo não-assunto deu direito a um processo, apresentado por um ministro do mesmo governo, e uma demissão. Podemos reclamar da crise, podemos reclamar dos orçamentos, podemos reclamar de muita coisa, mas que alguma dignidade está de volta, ai isso está.
Não-assuntos
cadernoelastico,

De volta parece estar também a indignidade. Eles “andem” aí.
Bem dito, Ana. A diferença é óbvia. No caso do engenheiro formado ao Domingo em inglês técnico, as consequências foram só para a universidade. E o pedido de justiça não veio de dentro, nunca foi posta em causa a licenciatura por quem de direito.
Metam a viola no “laranjal” e não digam asneiras!
É duro ouvir verdades, não é?
Ana desculpe lá a intromissão, mas no meu entender estamos a falar de dois casos muitos distintos, não podemos comparar os cursos de um e de outro verdade? O Dr. Relvas, mal colocou os pés na universidade, ficou acumulando créditos ( como no casino)parece-lhe comparável ? no entanto o que me choca é este provincianismo português das pessoas quererem ser doutores…porque haveria o Sr. Relvas de ter um curso superior se tivesse condições para desempenhar as funções…só neste país de vaidosos em que todos querem ser doutores, mas a maior parte, nem sabe escrever um texto.
Sorry infiltrar-me no seu comentário… 🙁
Quanto à última parte do seu comentário, inteiramente de acordo: um país em que se tem de ser doutor ou engenheiro à força para se ser respeitado é um país de saloios, não me canso de dizê-lo.
Quanto às comparações, aí é que está o busílis. As situações são comparáveis? Não sabemos. Sabemos, sim, que também houve muitas irregularidades no curso de Sócrates (exames feitos por fax e ao Domingo, por exemplo), a ponto de o escândalo ter levado à demissão do reitor e ao fecho da Independente. Mas tudo foi “tratado” na comunicação social e não houve, que eu saiba, um inquérito interno sério e conclusões definitivas e claras por quem de direito. Se houve, não foram divulgadas e tudo foi abafado. No caso de Relvas tudo aconteceu de forma diferente e o resultado está à vista, com o encaminhamento para o ministério da educação e o posterior encaminhamento para o ministério público, o que irá acabar muito provavelmente na retirada da licenciatura ao falso doutor. Penso que é isso de que trata este post, e por isso concordei de imediato com a Ana Margarida.
Comparar alguém que tirou o curso a estudar 4 anos com alguém que tirou o curso a estudar para 4 cadeiras, é demais…
Menos, por favor.
Menos é difícil, em ambos os casos.
Está, e bem, resumido.
Tenho as minhas dúvidas de que a indignidade de um dê alguma dignidade ao outro.
São dois lados da mesma moeda.
No entanto, essa dignidade de que fala, e que diz estar de volta, aparentemente não chegou ao primeiro ministro. Toda a gente o ouviu dizer e repetir que não, que o problema é com uma universidade, e não com o ministro Relvas.
E “parece” que o tal problema (existe mesmo um problema?) com o “curso”, afinal se trata de um pormenor técnico, da falta de UM exame escrito…
Dignidade… é possível que esteja de volta alguma dignidade, por comparação com o passado recente. Mas, daqui donde me encontro, parece-me tão pequenina, que mal se vê.