Os Filhos do Zip Zip, de Helena Matos
(edição A Esfera do Livro, 2013)
Aviso ao leitor: “A autora escreve segundo o antigo Acordo Ortográfico”
Os Filhos do Zip Zip, de Helena Matos
(edição A Esfera do Livro, 2013)
Aviso ao leitor: “A autora escreve segundo o antigo Acordo Ortográfico”
Bastaria dizer que escreve segundo a legislação em vigor.
E. como nunca houve qualquer acordo ortográfico entre Portugal e Brasil não vale a pena falar em “novo”.
Pois.
Precisamente. O que torna ainda mais lamentável que quem escreva pelo português de boa lei pareça admitir que, ao fazê-lo, está a ceder a um anacronismo. A confessar-se um fora-da-lei, a reconhecer que os acorditas é que têm a razão e a legitimidade que com essa frase se pede licença, como um excêntrico patético e tolerado, para desrespeitar.
É reconhecer, confessando-se “antigo” (coisa que entre nós tem significado de imprestável, de algo a abandonar, a esquecer, a ignorar), a derrota.
É o AO 90 que é um absurdo ilegal e culturalmente inaceitável. O bom português deve escrever-se com orgulho!
Costa
Isso mesmo. Com orgulho. Como se escrever neste blogue, por exemplo. Incluindo nas caixas de comentários.
Que péssimo modelo que o Pedro foi arranjar!
A Helena Matos é parva.
Você acaba de cair num defeito muito português, Luís Lavoura. Substitui o argumento pelo insulto. Não havia necessidade. Além de que não corresponde à verdade. A Helena Matos é inteligente e escreve bem. E o livro não é péssimo: é óptimo. Sei isso porque é o livro que agora ando a ler. Retrato minucioso de uma época irrepetível. Recomendo-o, portanto.
Não a insultei, apenas exprimi a minha genuína opinião sobre ela. Há uma diferença entre um insulto (uma palavra feia, mas evidentemente falsa) e uma opinião negativa.
Pode ser inteligente, mas não parece. Porque raras vezes afirma seja o que fôr: faz críticas cínicas e céticas mas raramente expõe uma tese com cabeça, tronco e membros sobre seja o que fôr. Nas raríssimas vezes em que o faz, mete água: diz disparates.
Em desacordo total consigo. Recomendo-lhe o livro: julgo que gostará.
Meu caro
Quando o 1º programa foi para o ar tinha eu 22 anos e estava quase a acabar o curso do IST e a ír para a tropa , que não era voluntária nesses tempos …
Portanto posso afirmar com algum conhecimento de causa que aquela época não foi bem assim como vem no livro mas que , para as gerações posteriores lerem o livro com agrado e utilidade , a autora fez bem em contar as coisas como conta .
Eu só posso dizer, para já, que ando a ler o livro e estou a gostar. No final tenciono escrever sobre ele.
Aguardo assim a sua opinião com o interesse que as suas opiniões sempre me merecem .
No entanto só quis dizer que a “minha leitura” é a de quem já era bastante crescido e guarda uma boa memória da mentalidade da época pois não é aos factos que eu me refiro como “não sendo bem assim” .
Mas é óbvio que é a “minha leitura” , com a minha maneira de ver o mundo …
Com certeza, meu caro. E as leituras – felizmente – são sempre diferentes.