A soma dos dias


Ana Vidal,


Percebo a utilidade da existência de um “Dia da Mulher” pelo muito, muitíssimo, que há ainda para conquistar até chegarmos todas (países árabes, áfrica profunda e oriente incluídos) a um patamar justo de igualdade de direitos, num mundo quase exclusivamente patriarcal. Mas não posso deixar de pensar que enquanto não houver também um “Dia do Homem”, a contabilidade é desastrosa: em cada ano há 1 dia da mulher para 364 do homem.


30 comentários em “A soma dos dias”

  1. Obrigada Ana (permita-me que a trate assim)
    Já tive oportunidade de ler algumas coisa hoje na blogosfera em relação a este dia.

    Uns muito azedos. Demasiados, muito azedos. Sou uma optimista razoavelmente informada, ou pelos menos esforço-me. E estando minimamente informada, sei que muitas mulheres vivem em condições muito pouco dignas, ou mesmo miseráveis para a sua condição de seres humanos. Sei e são demasiadas as vezes, as que me choco quando uma e outra vez vou lendo o que se passa neste planeta.

    Nada posso fazer. Não nasci com a força de poder mudar o mundo e as injustiças que por lá cabem. Ou por cá. Logo, escolho fazer por aqueles que mais próximos estão de mim. E faço-o tentando não ser muito azeda. Sei que não muda muita coisa, mas leva alguma esperança a quem já a perdeu. Eu, ainda não a perdi. Cabe-me puxar…

    Eu gostei francamente deste post .

    PS: Com a sua autorização, vou linkar este seu post ao meu blog neste dia. Só e porque gostei.

    1. Claro que pode linkar, Maria.
      Quanto a mudar o mundo, quem consegue fazê-lo sozinho? Continue a procurar mudar o seu círculo, por muito pequeno que seja. É assim que se muda o mundo, e se a Maria o faz com esperança e alegria, melhor ainda. 🙂

      1. Lá está, senhor João.
        Não compreendeu o post? Valerosos cavaleiros em defesa de suas damas é o que ele repudia.

    1. Obrigada, Ouvinte. Lembra-me uma preguiça que me faz sentir culpada. Mas essa série há-de voltar um dia, pelo menos eu guardo todas as sugestões. Mais logo vou espreitar estes links, agora tenho de sair. 🙂

  2. Sempre a minha perspectiva Ana. A existência deste dia como motivo de combate pela não-descriminação de género (em vez de simples homenagem) torna este sinal num paradoxo de boas intenções.

    1. Exactamente, Teresa…pois.

      Qual igualdade? De direitos que a igual área de qualificação comum aos géneros permita a mesma janela de oportunidades?
      A mulher só não tem o que não quer, porque de resto sempre foi a dona de tudo.
      Revisitem bem a história universal e reparem naquelas que realmente quiseram. Poucas, mas por culpa própria, ou talvez pela própria criação que acima de tudo e quaisquer ambições prevalece as suas naturezas enquanto fêmeas.
      Mais facilmente uma mulher abdica da vida do que da beleza, mais facilmente uma mulher permite o caos mundial do que não entrar dentro do vestido que a evidência.
      O que realmente uma mulher quer ela sabe-o muito bem, e tem-no! Que é a certeza de que pode o mundo desintegrar-se mas enquanto houver um resto dele, nunca uma mulher bonita ficou à porta.

      1. Ó pássaro, sugiro que desça lá das nuvens por onde anda. O mundo cá em baixo não é assim.
        E não pense que vou cair na armadilha de responder ao chorrilho de asneiras machistas que aqui escreveu. Não tenho tempo nem paciência.

        1. Mas, Ana; não tem por que responder.
          Limito-me a expressar a constatação de um facto objectivo e concreto que, a senhora publicará ou não, mas sem me outorgar à vaidosa pretensão a uma resposta sua.
          Qual ou quais as áreas a que não têm acesso, ou esse lhes está limitado?
          Claro que, refiro-me às áreas onde a feminilidade se coaduna em perfeita consentanedade com a profissão, porque as outras; tipos mecânica, condutor de camiões, cantoneiros da noite, pedreiro, trolha, padeiro, pescador e outra profissões e áreas de igual e terrificante teor, essas que fiquem para os tais machistas que limitam a oportunidade às mulheres.
          Mas, por favor; conceda-me a benesse de me permitir a veleidade de me considerar um pouco afastado da asinina compreensão natural ao meu género.

          1. Cara Teresa, assim não vale.
            O seu “Pois” foi por demais elucidativo para agora o tentar camuflar.
            Acredite que não, nem um pouco. Para ser mesmo verdadeiro, nada mesmo.
            Tudo! Mas absolutamente tudo na essência feminima é digno do meu mais profundo respeito, consideração e admiração.
            Uma deu-me a vida e deu-me o leite, outra deu-me amor e deu-me filhas.

  3. Mulher que és tu!
    Neste dia que decidiste ser teu.
    Não o posso esquecer,
    porque és a única da minha vida!

    Mulher estejas onde estiveres,
    corremos farejando o teu rasto
    Ages sempre com a inteligência,
    para superar a nossa falta de cabeça.

    Viramos cães famintos,
    atrás de um rabo de saia.
    De língua de fora tentando lamber,
    o que agitais meio dentro, meio fora.

    Mulher que vivestes nas catacumbas.
    Como o ser inferior, para servir o senhor.
    Agarras a luz do sol e expandes o teu valor
    Por ti, homens matam e destroem a vida.

  4. Aninha, muito boa noite. Olhe, lamento o seu desapontamento por não haver o dia internacional do homem. Esta falha deve-se ao facto dos gajos lá pelas Onus ainda não me terem conhecido. Como eles, os Onus, andam com crises de identidade e não vieram aqui conhecer o Je (vê como hablo bien in estrangeiro) não haverá dia do Homem. Perdoem-me todos os restantes machos que lerem isto, mas, como se diz, há sempre um Alfa, moimeme. 🙂

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