Percebo a utilidade da existência de um “Dia da Mulher” pelo muito, muitíssimo, que há ainda para conquistar até chegarmos todas (países árabes, áfrica profunda e oriente incluídos) a um patamar justo de igualdade de direitos, num mundo quase exclusivamente patriarcal. Mas não posso deixar de pensar que enquanto não houver também um “Dia do Homem”, a contabilidade é desastrosa: em cada ano há 1 dia da mulher para 364 do homem.
A soma dos dias
Ana Vidal,


Obrigada Ana (permita-me que a trate assim)
Já tive oportunidade de ler algumas coisa hoje na blogosfera em relação a este dia.
Uns muito azedos. Demasiados, muito azedos. Sou uma optimista razoavelmente informada, ou pelos menos esforço-me. E estando minimamente informada, sei que muitas mulheres vivem em condições muito pouco dignas, ou mesmo miseráveis para a sua condição de seres humanos. Sei e são demasiadas as vezes, as que me choco quando uma e outra vez vou lendo o que se passa neste planeta.
Nada posso fazer. Não nasci com a força de poder mudar o mundo e as injustiças que por lá cabem. Ou por cá. Logo, escolho fazer por aqueles que mais próximos estão de mim. E faço-o tentando não ser muito azeda. Sei que não muda muita coisa, mas leva alguma esperança a quem já a perdeu. Eu, ainda não a perdi. Cabe-me puxar…
Eu gostei francamente deste post .
PS: Com a sua autorização, vou linkar este seu post ao meu blog neste dia. Só e porque gostei.
Claro que pode linkar, Maria.
Quanto a mudar o mundo, quem consegue fazê-lo sozinho? Continue a procurar mudar o seu círculo, por muito pequeno que seja. É assim que se muda o mundo, e se a Maria o faz com esperança e alegria, melhor ainda. 🙂
Lá está, outra apressadinha!
Vai devagar, senhora. Lembre-se da avózinha, coitadinha.
E pássaros viajeiros têm muita calma, não é? Veja lá, não voe tão alto, pode não ter olhos de falcão.
Lá está, senhor João.
Não compreendeu o post? Valerosos cavaleiros em defesa de suas damas é o que ele repudia.
Você é que ainda não compreendeu coisa nenhuma, e não me parece que venha a compreender nem com toda a calma do mundo.
Concordo consigo, Ana. Enquanto homem sinto que a desproporção que aponta é injusta para as mulheres. Aproveito para lhe propor material para o “Não há coincidências”, que, já sabe, é uma rubrica da minha predilecção. Ora veja… http://www.youtube.com/watch?v=5eJceOqGv 8E e http://www.youtube.com/watch?v=oGgiavNYe Fw
Obrigada, Ouvinte. Lembra-me uma preguiça que me faz sentir culpada. Mas essa série há-de voltar um dia, pelo menos eu guardo todas as sugestões. Mais logo vou espreitar estes links, agora tenho de sair. 🙂
Sempre a minha perspectiva Ana. A existência deste dia como motivo de combate pela não-descriminação de género (em vez de simples homenagem) torna este sinal num paradoxo de boas intenções.
É verdade, João: um paradoxo bem intencionado. Mas também útil, já que neste dia se discutem sempre estas questões.
Pois.
Exactamente, Teresa…pois.
Qual igualdade? De direitos que a igual área de qualificação comum aos géneros permita a mesma janela de oportunidades?
A mulher só não tem o que não quer, porque de resto sempre foi a dona de tudo.
Revisitem bem a história universal e reparem naquelas que realmente quiseram. Poucas, mas por culpa própria, ou talvez pela própria criação que acima de tudo e quaisquer ambições prevalece as suas naturezas enquanto fêmeas.
Mais facilmente uma mulher abdica da vida do que da beleza, mais facilmente uma mulher permite o caos mundial do que não entrar dentro do vestido que a evidência.
O que realmente uma mulher quer ela sabe-o muito bem, e tem-no! Que é a certeza de que pode o mundo desintegrar-se mas enquanto houver um resto dele, nunca uma mulher bonita ficou à porta.
Ó pássaro, sugiro que desça lá das nuvens por onde anda. O mundo cá em baixo não é assim.
E não pense que vou cair na armadilha de responder ao chorrilho de asneiras machistas que aqui escreveu. Não tenho tempo nem paciência.
Mas, Ana; não tem por que responder.
Limito-me a expressar a constatação de um facto objectivo e concreto que, a senhora publicará ou não, mas sem me outorgar à vaidosa pretensão a uma resposta sua.
Qual ou quais as áreas a que não têm acesso, ou esse lhes está limitado?
Claro que, refiro-me às áreas onde a feminilidade se coaduna em perfeita consentanedade com a profissão, porque as outras; tipos mecânica, condutor de camiões, cantoneiros da noite, pedreiro, trolha, padeiro, pescador e outra profissões e áreas de igual e terrificante teor, essas que fiquem para os tais machistas que limitam a oportunidade às mulheres.
Mas, por favor; conceda-me a benesse de me permitir a veleidade de me considerar um pouco afastado da asinina compreensão natural ao meu género.
Quanta misoginia, pássaro. Enfim, ao menos tem o mérito de verbalizar o que lhe vai na alma. Sentiu-se aliviado? Pois ainda bem.
Cara Teresa, assim não vale.
O seu “Pois” foi por demais elucidativo para agora o tentar camuflar.
Acredite que não, nem um pouco. Para ser mesmo verdadeiro, nada mesmo.
Tudo! Mas absolutamente tudo na essência feminima é digno do meu mais profundo respeito, consideração e admiração.
Uma deu-me a vida e deu-me o leite, outra deu-me amor e deu-me filhas.
“Asinina compreensão” é a expressão certa. Obrigada, eu não diria melhor.
Mulher que és tu!
Neste dia que decidiste ser teu.
Não o posso esquecer,
porque és a única da minha vida!
Mulher estejas onde estiveres,
corremos farejando o teu rasto
Ages sempre com a inteligência,
para superar a nossa falta de cabeça.
Viramos cães famintos,
atrás de um rabo de saia.
De língua de fora tentando lamber,
o que agitais meio dentro, meio fora.
Mulher que vivestes nas catacumbas.
Como o ser inferior, para servir o senhor.
Agarras a luz do sol e expandes o teu valor
Por ti, homens matam e destroem a vida.
“o que agitais meio dentro, meio fora”???
Ó mulher de brandos costumes!
Nada disso, só estranhei a imagem.
No ano passado tivemos 365 dias, eheh
Ehehe. Pois, ainda por cima.
Aninha, muito boa noite. Olhe, lamento o seu desapontamento por não haver o dia internacional do homem. Esta falha deve-se ao facto dos gajos lá pelas Onus ainda não me terem conhecido. Como eles, os Onus, andam com crises de identidade e não vieram aqui conhecer o Je (vê como hablo bien in estrangeiro) não haverá dia do Homem. Perdoem-me todos os restantes machos que lerem isto, mas, como se diz, há sempre um Alfa, moimeme. 🙂
Anoniminho Alfa, não tenho uma dúvida. Os Onus morreriam de inveja, já se vê. 🙂
Aninha, já vi que não tem uma dúvida, tem várias. Isso é qué amizade!
O Dia do Homem é quando (e se) uma Mulher quiser, Ana Vidal. Estamos sempre reféns d’ Elas.
Caro Anónimo, esse é um belo e sedutor chavão, mas a realidade é muito diferente.
Ups, perdi a prática, Ana. O anónimo é o Mike. 🙂
Ah, mas vejo que não perdeste a prática das belas frases…
🙂