Alguém me explica…


José Maria Gui Pimentel,

…qual a lógica em aumentar o salário mínimo numa altura em que o salário médio está a cair a pique?

 

(claro que não deixa de ser uma boa arma negocial para os sindicatos)

 

24 comentários em “Alguém me explica…”

        1. Nem abri, desculpe. Anteriormente estavam os valores do custo do trabalho no 4º trimestre. Pelos vistos enganaram-se nalguma coisa, mas o documento original dava conta de uma forte descida dos CT nos últimos trimestres.

  1. Contextualizando, Sálário mínimo (Aumentar ou Baixar, eis a questão)?: http :/ expresso.sapo.pt /gen.pl?sid=ex.sections/25609&mid1=ex.menus/23&m2=502

    Finalmente…concordo com HM, com um extra adicional e esclarecedor (a respeito das fontes?). A Ideologia Friedman/Neo Liberal, é o que é, e está mais que vincada neste Governo (Passos o Bom Aluno de Merkel; Gaspar o Discípulo de Schäuble, A.Borges o Tecnocrata made in Goldman Sachs… escusam de arranjar desculpas para o que está visível aos olhos de todos. António Borges como ministro Sombra, já há muito que o defendeu: “Reduzir salários não é uma política, é uma urgência”; Recordemos que foi o próprio 1ºM. que foi buscar esta mente brilhante a receber 20 mil € mês (estratégia de “poupança”), logo só aos mais distraídos, ou aqueles que se encontram ainda em “Negação” chocará esta forma de pensamento. O Sr. 1ºM disse claramente e cito: “Medida mais sensata para combater desemprego seria baixar salário mínimo”, dando como ex. escandaloso a Irlanda (Um tiro na cabeça), ou seja um país que tem ordenado mínimo bem acima dos 1000€?

  2. eu explico…a lógica é que o salário médio tende a aproximar-se do salário mínimo…por isso, quanto maior for o salário mínimo melhor…

  3. Já o referi inúmeras vezes. O objectivo ficou claramente desmascarado com a proposta infame da TSU . Ficou demonstrado que o único objectivo por de trás da agenda, é reduzir o custo do trabalho em Portugal, e podermos ser a China (o lado mau do Comunismo/Capitalismo para o trabalhador) na Europa! Aparentemente, e contrariando todas as políticas europeias actuais, e com base nesta Ideologia, só assim seremos competitivos “custe o que custar”!

    Relativamente á arrogância e a postura de “Guerra declarada”, com base na provocação sistemática (como se fosse detentor da Razão), basta ter em conta o seguinte: No debate Quinzenal, é verdadeiramente simbólico aparecer o Sr. 1ºM ao lado, e somente com o Sr. “Dr.” Relvas, depois dos acontecimentos nos últimos 15 dias! Muitas vezes, dou comigo a pensar, será que estou errado? Logo oiço pessoas Sociais-democratas (Direita), como Pedro Marques Lopes, Pacheco Pereira, Freitas do Amaral, que se têm insurgido contra esta vergonha e fico mais aliviado…

  4. Última Oportunidade/Recado: Pessoalmente tem que se demitir pela sua incompetência de estar a governar contra os interesses dos cidadãos/portugueses. Mas em nome da boa fé, Sr. 1ºM , tenha coragem que reconhecer os erros é sinal de humildade! Admita que não acertou uma previsão, mude de atitude, de políticas, e prove que não tem “telhados de vidro”… Despache lá o Sr. Gaspar, que não acertou 1 única previsão (Relvas e Borges incluídos no pack ), e promova o melhor ministro que tem á sua disposição, que já provou que de todos, é o que tem mais “Bom Senso e competência” (Sr. Paulo Macedo).

  5. E já agora aumentar o salário mínimo, isso é falar de quantos cêntimos?
    Só não deseja aumento de salário mínimo quem ganha muito acima disso.
    A mim parece-me mais aquela história de perguntar ao Reformado:
    – acha que se devia aumentar a idade da reforma?
    resposta: sim. Claro que eles coitados precisam que alguém no futuro lhes garanta a reforma.
    -acha que devia haver corte de feriados?
    resposta: sim. Claro, até porque para eles que estão em casa, não interessa mesmo nada.
    -acha que se deveria aumentar o ordenado mínimo?
    resposta: Nem pensar! (mais despesa, lá vão os cortes para os reformados)

  6. pelos vistos o autor ganha mais do que o salário mínimo! eu acho, eu penso, eu julgo, eu, eu, eu, e que os outros se desenrasquem! 475 euros não chegam? olha paciência!

    1. O “autor” não ganha muito mais. Mas mesmo que ganhasse, não creio que isso lhe diminuísse a capacidade de opinar. O “comentador” prefere ganhar 475eur ou estar desempregado? Uma subida do salário mínimo já em condições normais aumentaria a probabilidade de que quem o auferisse fosse despedido, numa conjuntura como a actual, então, mais isso se tornaria verdade.

      Aumentar os salários por decreto nunca funcionou e não passa de uma medida demagógica.

      1. Vamos a ver se pecebo.
        O salário médio tem baixado e o desemprego não pára de aumentar,
        logo:
        se baixarmos o salário mínimo – o que potencia a descida do salário médio – o desemprego diminui.
        É curioso como se consegue tirar conclusões contrárias à realidade e continuar a pensar que são lógicas.

        1. Não sei se uma diminuição do salário mínimo teria um efeito positivo sobre o emprego que compensasse o efeito negativo sobre os salários. Não falei sequer nisso.

          Sei que um aumento do salário mínimo faria aumentar o desemprego neste conjuntura.

          Uma pergunta: se se aumentasse o SM para 2000 euros, acha que o desemprego aumentaria? Suponho, apesar de tudo, que a resposta seja afirmativa.

          1. Penso que o que se pretende é aumentar para 500 não para 2000. É preciso ter cuidado com os extremos. Se alguém aceitar trabalhar para mim de borla eu crio um posto de trabalho, diminuindo o desemprego. Não se ganha é nada com isso, sobretudo porque se o trabalho for de borla ou quase eu não tenho nenhum incentivo para que seja eficiente.
            O que me faz confusão não é o facto de haver gente com a idéia de que se os salários forem mais baixos há mais emprego. O que me faz confusão é que depois de terem aplicado a idéia com entusiasmo e terem chegado a um desemprego de 17% se continue a dizer que essa é a panaceia.
            Além disso a fé de que se retirarmos o dinhero dos trabalhadores e o passarmos para os patrões estes, como gente agradecida, vão investir esse dinheiro na economia é isso mesmo, uma fé.
            Agora que já flexiblizámos o mercado de trabalho e temos licenciados para empregar a 478 euros por mês, onde estão a carrada de investidores? Temos que baixar os salários até onde? 200, 150 euros/mês?
            É verdade que isto é em nome do rigor, por isso temos emendas ao orçamento antes dele entrar em vigor e um orçamento válido por 50 dias.

          2. Não percebeu: dei um exemplo extremo apenas para ficar mais claro o que queria dizer (claro que a ideia nunca seria aumentar para 2000 euros).

            Julgo que não falei em baixar o salário mínimo, ou falei?

            A flexibilização do mercado laboral — a diminuição dos salários foi maioritariamente no Estado e em proveito do Estado (no caso da taxação dos subsídios), uma vez caído o corte na TSU — é apenas um passo para tornar a economia mais “competitiva”. Mas está longe de ser o único e, diria, está longe mesmo de ser o mais importante.

            De qualquer forma, tudo isto se torna muito difícil de avaliar por estarmos numa economia em recessão.

  7. Segundo me parece, a intenção é aumentar o poder de compra da maior parte da população e estimular o comércio interno, que tem estado quase morto. Não penso que isso daria cabo das empresas se fosse acompanhado com a descida dos ordenados astronómicos dos quadros superiores (tecto salarial) e, segundo a minha visão das coisas, tornaria a sociedade mais equilibrada e distribuiria melhor a riqueza.
    “Penso eu de que…”
    🙂

    1. Do ponto de vista do impacto sobre o consumo, isso é verdade, porque a chamada “propensão marginal a consumir” é muito mais elevada em quem tem rendimentos mais baixos. O problema é que do jogo da oferta e procura de trabalho sai um salário de equilíbrio, e se esse salário ficar abaixo do salário mínimo (e já fica em muitos casos), uma subida do salário mínimo só vai criar mais desemprego.

      Dito isto, o nosso mercado laboral tem imensos desequilíbrios e problemas estruturais, e os salários astronómicos de que fala são disso consequência. Isto embora eu nada tenha contra salários elevados (não acho que se deva trazer a moral para esta questão), desde que se justifiquem. E em Portugal muitas vezes não se justificam…

      1. Eu também não tenho nada contra salários altos, só tenho contra salários altos à custa de salários microscópicos, ou seja, contra o desequilíbrio social.
        Porque não se nivelam os salários? Porque não se tenta ter uma sociedade mais equilibrada, como a da Dinamarca, por exemplo?

        1. Para termos salários mais nivelados temos que ter uma educação mais nivelada. Essa é a chave. E isso é o que os partidos que nos têm governado nas últimas décadas, e que tanto apregoam a educação pública, não têm feito.

          É essa a chave, e não uma subida do salário mínimo. Como é óbvio…

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