"Estava nos outros sítios, punha o nariz no chão e pensava: eu queria era estar na Capadócia…"
"O meu marido fixou que eu tinha esta fixação pela Capadócia e trouxe-me cá."
"Até a minha filha já dizia: Ó mãe, cala-te com a Capadócia!"
Interessantes declarações de Maria Cavaco Silva em entrevista ao telejornal da RTP 2, agora mesmo. Em directo de onde? Isso mesmo… da Capadócia!
Fico contente por lhe ter passado a fixação. Com tanta desgraça à nossa volta, uma primeira -dama de nariz no chão não faz muito pela auto-estima nacional.

eheheh Tem tudo a ver… E se tivermos em conta os vários sinónimos de capadócia rsrsr
:))
nem me atrevo… 😉
By the way: o marido ter-lhe-á deixado o cartão de crédito de novo?
Acho que sim, MdSol. Na Capadócia não há grande perigo e o Grande Bazar fica longe da vista. A não ser que a senhora tenha outras fixações… por grutas históricas para casa de férias, por exemplo. 🙂
A prova de que não é má vontade nossa, Ana.
Não é mesmo, Leonor…
Foi pena a filha não estar por perto hoje, para lhe dizer outra vez: “ó mãe, cala-te com a entrevista!” 🙂
A filha devia era dizer-lhe para se calar e se comportar como deve ser… 😉
Fiquei sem palavras, Ana, não consigo dizer mais nada, sem palavras a ouvir aparvalhada a Capadócia para cá a Capadócia para lá, mais o falta de tempo para as compritas, mailo o presente da netinha…
Também eu, Ariel. Aparvalhada é o termo certo.
Enfim, é o que se pode arranjar…
Odeio a palavra capadócia.
E eu odeio o efeito que ela tem em primeiras damas do terceiro mundo, Pedro…
Fartei-me de rir quando vi a cena no Telejornal, Ana.
Ainda mais do que ler o “i” de hoje. Sob uma fotografia de Cavaco no Bazar, lia-se:
“Economia de mercado é a melhor solução”, diz Cavaco
É de se ficar encavacado…
Com os bolsos do presidente cheios de indicadores económicos, onde é que teria guardado os suvenirs “?
Se os bolsos do presidente representam os dos portugueses, estão vazios, infelizmente. Os indicadores económicos não ocupam muito espaço.
Ó Ana, “esta” Capadócia não é assim muito longe do “rio Bósforo”, pois não?
É mesmo ao lado, Luís… se seguir o rio chega lá num instantinho. 😉
Qual rio? O Bósforo? 😉
Vamos por pontos, Ana:
Ponto prévio: não vi a entrevista de que fala.
Ponto 1: não há dúvida de que, fixação na Capadócia, têm-na os capadócios. Pelo que eu, neste preciso momento, já deixei de a ter (à fixação), para não ser confundida com semelhantes criaturas.
Ponto 2: devo, no entanto, confessar que, para além das cidades, são poucos os lugares do mundo que me atraem, porque a natureza é relativamente repetitiva (dentro dos seus tipos de habitat). E que a Capadócia, com o que dizem ser a sua paisagem lunar, é certamente uma região muito curiosa.
Ponto 3: e não será possível que a Capadócia fosse para a primeira dama Cavaco Silva o que Ítaca foi para o poeta Cavafy ? ;-D
A Capadócia é realmente diferente de tudo o que já vi, em termos de paisagem. Vagamente parecido, que eu conheça, claro) só Matmata, na Tunísia, em território berbere. Mas aí é tudo debaixo do chão e não parece tanto um cenário de ficção científica.
Quanto à entrevista da primeira dama com fixações, Luísa, não perdeu nada. Parece que a senhora chegou à sua Ítaca finalmente, mas não ficou mais sábia…
Fui à procura do poema, que parece responder-lhe directamente:
“(…)
Uma bela viagem deu-te Ítaca
Sem ela não te punhas a caminho
Mais do que isso não lhe cumpre dar-te
Ítaca não te iludiu.
Se a achas pobre
Tu te tornaste sábio, um homem de experiência.
E, agora, sabes o que significam Ítacas.”
😉
Exactamente, Ana, em Ítaca – como se calhar também no caso da Capadócia – não é o destino que vale, mas a viagem. Ora não nos esqueçamos de que a «viagem» da Maria Cavaco talvez não lhe tenha trazido sabedoria, mas fê-la primeira-dama. Seria essa a «fixação subliminar»? 😀
É bem possível… e pronto, agora já não anda de nariz no chão! 😉
Enfim, Ásia menor…
LOL! Essa foi de mestre.
Hehe…