13 comentários em “Sucessos do programa de ajustamento (4)”

  1. Se estavam desempregados, não estavam a ter nenhuma utilidade aqui e só estavam a ocupar espaço. Ainda bem que emigraram, que assim são úteis e felizes alhures. É bom para eles e para nós.

      1. bem dito . até agora só vi disparates , o seu incluído .
        não deseje mal aos outros que fica igual ou pior que eles
        e assuma-se ( com perfil privado não sabemos quem nos fala =

  2. Começam ao fim de um ano e meio a surgir os resultados da política seguida. Agora já pode o governo justificar por exemplo o desinvestimento na saúde e educação que estão a efectuar. Ora se os portugueses estão todos a emigrar, porque razão devemos ter um Estado social? O nosso governo afinal é composto por adiantados mentais. Estão muito à frente da nossa simples compreensão.

  3. Quando o pensamento único socialista domina os portugueses que não são socialistas ou não conseguem viver no socialismo só lhes resta emigrar ou não fazer nada.

    Nada resta fora do Estado.

  4. Leonor, mas não se esqueça que ninguém os aconselhou a emigrar, nunca se esqueça disto… nunca o primeiro-ministro deste país aconselhou os desempregados a emigrar, certo?
    É preciso ter isto sempre presente.

    Viva o Pedrinho, Viva, Viva, Viva!

  5. Leonor, falar da emigração como se fosse um anátema, é uma falsa questão. Vivemos numa Europa com 500 milhões de habitantes, onde a circulação de pessoas é livre para poderem viver e trabalhar onde quiserem.
    Eu tenho seis filhos, e sempre os incentivei a irem lá para fora trabalhar. Todos foram, menos a caçula que ainda não acabou os estudos, mas quando acabar também vai; depois voltaram, menos um deles que por lá vive e trabalha há dez anos. Eu próprio também vivi lá fora quase cinco anos.
    Os portugueses não podem ter como objectivo serem um país de “mangas de alpaca”, terem um empregozinho de perferência no estado, e se for ao pé da casa da mamã, melhor.
    Como se dizia num célebre programa de rádio dos anos 60, no FM do RCP, ” a rotina, estagna e corrompe”. É um país assim que nós temos.

    1. Não concordo, Alexandre. Uma coisa é os cidadãos decidirem emigrar livremente, uma opção válida que nem sequer ponho em causa, outra é serem obrigadas a isso, deixar famílias para trás, a sua vida, o país, as raízes e deixarem o país mais pobre, porque as condições sociais assim o exigem. Não me parece que na situação actual quem parta, vá voltar algum dia.
      Quanto aos jovens, não têm qualquer alternativa neste país. Emigrar não é uma opção, é uma inevitabilidade e aí reside toda a diferença.

      1. Leonor, infelizmente este país é o que as gerações activas no pós 1974 deixam aos filhos. Não há inocentes nesta matéria. Pelo menos desde o sec XV, os portugueses nunca conseguiram construir um país onde todos pudessem fazer a sua vida, e pelos vistos nunca conseguirão. Para mim seria mais interessante discutir as razões dessa impossibilidade.
        Em relação aos “dramas” pessoais e familiares que a emigração possa provocar, confesso que me passa um bocadinho ao lado, provavelmente porque tendo a minha Mãe três filhos, estivemos todos lá fora simultaneamente, com a particularidade de os meus irmãos nem sequer poderem vir a Portugal. Não foi fácil para Ela nem para o meu Pai, mas conseguimos sempre viver muito bem com isso.

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